sexta-feira, 26 de março de 2010

Cid Moreira fala da Bíblia e dos Adventistas em sua biografia

CCi




Só posso e quero trabalhar com a Bíblia”, disse Cid Moreira no lançamento de sua biografia Boa Noite, no dia 23 de março, no Shopping Morumbi, em São Paulo. O destaque da noite não ficou só no lançamento do livro, mas também na persistência do locutor em falar quase o tempo todo da Palavra de Deus. Em entrevista a Rádio Novo Tempo Campinas, Cid foi ainda mais categórico e citou o livro Caminho a Cristo, da escritora norte-americana Ellen White: “Foi o livro que me instigou a ler a Bíblia”, afirmou. De acordo com a esposa de Cid e autora do livro Boa Noite, Fátima Sampaio Moreira, há mais de dez anos o locutor foi convidado pela Casa Publicadora Brasileira para gravar um audiobook doCaminho a Cristo. “Ele precisava entender o livro e começou a estudar a Bíblia. Quando entendeu, se apaixonou”, conta a esposa. Ela fala ainda que o estudo da Bíblia o tornou mais tolerante, mais preocupado em tratar bem o semelhante e a temer a Deus. 

Quando comecei a entrevistar o Cid, minha primeira pergunta foi sobre a importância do Jornal Nacional na vida dele, justamente porque o nome do livro foi inspirado no telejornal. Ele me respondeu rapidamente que foi o prestígio do JN que lhe possibilitou gravar a Bíblia na íntegra. Em outro momento perguntei da importância do rádio, uma vez que foi nesse veículo que ele iniciou a carreira profissional. Cid respondeu a minha pergunta, mas, em seguida, voltou a falar da Bíblia. Numa terceira vez, perguntei que cuidados ele tinha com a voz, que é sua marca registrada. A resposta: “A despreocupação, a confiança em Deus, tudo isso, beneficia e você jamais fica estressado. Isso que eu recomendo.”

O evento contou com a presença de personalidades do jornalismo do País e também de veículos de comunicação como a Rede Novo Tempo, TV Globo, Rede TV, TV Caras, entre outros veículos que cercaram Fátima e Cid com perguntas sobre o lançamento da biografia. Pude acompanhar de perto as entrevistas e novamente ver e ouvir o carinho especial de Cid pela Bíblia.

Já que dizem que as mulheres são intuitivas, me atrevo a falar que Cid realmente transparece um amor imenso pela Palavra de Deus. O locutor não se intimidou e falou sobre os ensinamentos bíblicos em todas as entrevistas. Confesso que fiquei surpresa em ver Cid Moreira falar com a imprensa sempre buscando colocar a Bíblia Sagrada em evidência.



   Há muito tempo, o casal Cid e Fátima demonstram carinho especial pelos adventistas. Gostaria de transcrever alguns trechos do livro Boa Noite:

“Por causa desse livro [
Manual de Saúde, da CPB] aprendi bem cedo o valor das frutas, verduras e sementes em nossa vida” (p. 65).

O livro conta ainda que um dos motivos que o fizeram desistir de ser carnívoro são os problemas de saúde acarretados pelo consumo da carne de porco.

Na página 181, o livro 
Caminho a Cristo também é citado:

“Quando comecei a gravar, percebi que quase tudo que ela [referindo-se a Ellen White] escrevia era baseado em fatos bíblicos e vinha com a referência em seguida. Então, cada vez que eu via lá: livro, capítulo e versículo tal do Velho ou Novo Testamento, eu pesquisava na Bíblia e procurava entender o que ela estava ensinando. Assim, fui ganhando maior contado e intimidade com o Livro Sagrado.”

Na entrevista com a esposa de Cid, ela revela também que a primeira atividade do dia que os dois fazem juntos é o culto. “Lemos a Bíblia e a Devoção Matinal da Igreja Adventista [IASD] todas as manhãs. Refletimos sobre o que estudamos.” Na página 191, Cid exibe fotos e o apreço da amizade com membros da Igreja Adventista como Milton Afonso, a cantora Rafaela Pinho e a maestrina Suzana Hirle. E ainda destaca o pastor e jornalista Siloé de Almeida como um de seus grandes amigos.

Indico a você a leitura dessa obra fascinante de 294 páginas, que, além de descrever os principais acontecimentos na mídia, fala do nosso Criador.

Citações de Cid Moreira nas páginas 182 e 183:

“Sou uma pessoa de credibilidade em meu trabalho, que teve muitas coisas que muitos poderiam chamar de sucesso. Era reconhecido por um país inteiro, onde quer que eu fosse, tive relacionamentos amorosos com muitas mulheres bonitas e inteligentes, tive dinheiro, prestígio e cultura. Usufruí de conforto e pratiquei esportes. Vivo em uma das cidades mais bonitas do mundo, quase em frente ao mar. Viajei e visitei várias partes do planeta, assisti a grandes espetáculos de música e peças nos mais renomados teatros e casas de shows do mundo; então, muitos vão insistir que isso é sucesso e tudo o que o homem precisa nessa vida. Eu vou dizer do fundo do meu coração: é tudo ilusão, como refletiu tão bem o sábio rei Salomão. É tudo ilusão!

“Esse mundo da criação, em que tudo flutua e gira vagando no imenso espaço em que a gente passa esses anos de nossa vida, já é por si só divino e maravilhoso. Só esse fato já merece celebração. Mas nós, miseráveis, que andamos de um lado para o outro sem saber para onde estamos indo, nos destruímos mutuamente, mesmo assim queremos um contato com o todo, com o que é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega. Eu desejo parar de vagar que nem cego, e usar os atributos que me foram dados de maneira inteligente. Quero promover meios que permitam que eu viva e que deixe viver todas as outras criaturas que se encontram nesta mesma casa que me foi emprestada, que é o Planeta Terra.”
(Charlise Alves, jornalista e locutora da Rádio Novo Tempo Campinas, para o blog Criacionismo)


sexta-feira, 19 de março de 2010

Sexo no Sábado



A questão da relação sexual no dia  de sábado  tem causado uma polêmica  entre os cristãos adventistas. O motivo desta controvérsia  se dá pelo fato de haver uma má interpretação bíblica dos dois princípios que envolvem esta questão: o sexo e o sábado. Esta má compreensão é fortemente influenciada por teorias antibíblicas que tendem a levar estes dois princípios a extremos perigosos, que põem em risco o equilíbrio bíblico tanto dos que aprovam, quanto dos que reprovam o ato sexual no dia sagrado.

No presente estudo é apresentada primeiramente, a opinião de pessoas da igreja sobre este assunto através de uma pesquisa, é feita também uma análise exegética do que é santo e profano no assunto do sexo e do sábado, um breve relato histórico de como surgiram os pensamentos: ascetista e monasticista, as práticas sexuais que mesmo dentro do casamento são consideradas pecaminosas, a relação que existe entre os dois mandamentos que envolvem as duas instituições edênicas, e a posição propriamente dita da relação sexual no dia de sábado. Por fim, é apresentado um resumo e conclusão do estudo.

RELAÇÕES SEXUAIS NO DIA DE SÁBADO

A problemática de ser ou não lícito a relação sexual no dia de sábado dentro do casamento tem dividido os cristãos adventistas em dois grupos: os que aderem a essa prática e os que a ela se opõem. Esta situação é agravada pelo fato de haver uma escassez de publicações adventistas em língua portuguesa que tratem deste assunto. Diante desta questão, faz-se necessário um cuidadoso estudo do real significado do sexo no casamento, junto com uma análise e compreensão bíblica de como se deve guardar o sábado.

Pesquisa feita entre os Adventistas revela que quanto maior o tempo como membro batizado, mais favorável é a opinião do adventista em relação ao ato sexual no dia de sábado.

A Santidade do Sexo no Casamento

Quando Deus criou o homem, ordenou: “sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra” (Gn 1:28), e para isso colocou no homem o desejo sexual,[2] e isto aconteceu antes da queda,[3] o que revela que o sexo dentro do casamento não pode ser pecado, por dois motivos: primeiro, porque foi instituído por Deus; e segundo, porque foi estabelecido antes da entrada do pecado. O termo bíblico “muito bom” inclui “tudo quanto Deus fizera” (Gn 1:31), inclusive o sexo,[4] pois tudo que Deus cria e oferece é bom.[5] Gn 9:7 mostra que mesmo após a entrada do pecado Deus confirmou a aliança da fecundidade e seus objetivos.[6] “A criação do homem e da mulher à imagem de Deus está intimamente interligada com a bênção divina do sexo”.[7] Gn 1:28 é a primeira referência bíblica onde Deus Se comunica com o homem, e faz Sua primeira ordenação em referência ao sexo.[8]

“O sexo, no amplo contexto de Gn 2:24, constitui-se num presente especial do Criador”.[9] Entretanto, Deus instituiu leis para o seu uso,[10] são elas: monogâmico,[11] e indissolúvel.[12] O termo: “e serão uma só carne” abrange não só a natureza física, mas a espiritual também.[13]
Em 1Co 7:1-2, Paulo começa a responder possíveis dúvidas dos Coríntios relacionadas ao casamento, e apesar da Bíblia não revelá-las, nota-se de acordo com o contexto que suas indagações giravam em torno de dois aspectos: a livre escolha ou obrigatoriedade do casamento e do celibato.[14] É possível que houvesse um grupo que defendia o celibato como prova de um alto nível de santidade do celibatário, mas Paulo, em 1Co 7:7, assim como Cristo em Mt 19:11, “não colocou o celibato em um alto grau espiritual mais elevado, nem eliminou o valor espiritual do sexo no matrimônio”.[15] Ainda no contexto do casamento monogâmico, Paulo confirma a exaltada posição do sexo em Hb 13:4 quando afirma: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula”, que representa: “uma experiência sagrada”.[16] O termo grego para matrimônio é koite que tem o sentido de coabitação ou implantação do esperma masculino.[17] Pode-se concluir, então, que a prática do sexo no casamento não é apenas um exaltado privilégio, mas é também um ato sagrado.

A Santidade do Sábado

Deus não criara o sábado e o designara como santo, mas criou o sétimo dia e o definiu como santo (Gn 2:3). Então não é o sábado separado do dia, mas sim um dia (o sétimo) separado por Deus que é o próprio sábado por definição.[18] O sábado possui peculiaridade eterna, não haverá época na eternidade que Deus mudará o sábado de santo e abençoado dia de descanso por outrem.[19] O sétimo dia, portanto, tornou-se um referencial do Deus Criador em relação às Suas obras, um sinal que revela a autoridade e supremacia divina em legislar. O sábado é um dia de descanso físico, espiritual e libertação do pecado.[20] Deus estabeleceu os limites de duração do sábado e ordenou que as horas que correspondem a este dia fossem dedicadas a Ele e ao Seu serviço: Lv 23:3; Êx 20:8-11; Is 58:1-14; Mt 12:1-8; Mc 3:1-6; Lc 6:6-11; Jo 7:21-24.
O sábado, assim como o matrimônio, teve sua origem no Éden antes da queda.[21]

Foi a instituição de consagração da obra criadora.[22] A transgressão do sábado causa ao homem alienação e depravação com relação a Deus.[23]
Definição de Santo e Profano

A palavra hebraica para “santo” é gadôsh,[24] da raiz kdsh,[25] cujo significado básico é “separado”.[26] Em o Novo Testamento, “santo” é representado pelo adjetivo grego hagios,[27] o qual está relacionado com hagiosyne,[28] termo que ocorre três vezes no NT,[29] denotando a manifestação da qualidade de santidade na conduta pessoal.[30] Conquanto existe certa discordância quanto ao significado da palavra “santo”[31] que não haja uma etimologia certa para hagios,[32] o sentido moral e espiritual da palavra pode ser definido como “separado do pecado e portanto consagrado a Deus, sagrado”.[33]

Nas Escrituras Sagradas “quase não há diferença entre profano e impuro”,[34] visto que “a antítese entre santo e profano no AT se reduz a oposição entre puro e impuro (Lv 10:10)”.[35] O termo “profano” é definido como aquele ou aquilo “que não pertence à classe eclesiástica; secular”,[36] “estranho em contrário à religião”, aquilo que, etimologicamente, “é acessível ou entregue ao uso comum, em oposição ao sagrado, que é separado e consagrado”.[37] A palavra “profano” vem do latim profanus (literalmente “fora do templo”), ou seja, “aquilo que é secular ou corrompido, não religioso, vulgar, indecente”.[38]
Sintetizando, a palavra “santo” define o que é sagrado ou separado do pecado e dedicado a Deus por meio de ritual divino ou culto público, enquanto que o termo “profano” conceitua o que está desvinculado do sagrado.

Pensamentos Errôneos Sobre o Sexo

Devido à má compreensão dos verdadeiros significados e propósitos do sexo, é que existem hoje diversas concepções erradas em relação a isto. A seguir, serão mostradas pelo menos três das principais:

(1) Materialismo: esta teoria crê no surgimento da vida humana a partir do desdobramento da matéria que é composta de elementos químicos e átomos, que quando estão em movimento possui energia e poder gerando assim a vida.[39] Quais são as implicações desta filosofia em relação ao sexo? Primeiro, essa teoria ao descartar um Criador, despreza também as leis que protegem a família e a pureza do corpo. Em segundo lugar, ao afirmar que o homem é somente matéria, as relações sexuais se tornam uma simples necessidade física e incontrolável que se restringe apenas ao ato forçado.[40]

(2) Ascetismo: Mani, fundador do maniqueísmo, com idéias dualistas ensina, que o universo começou com a mistura da luz com as trevas, e que o homem foi feito destes dois elementos, sendo que o corpo é feito de trevas, que é mau, conseqüentemente a carne, o sexo, a reprodução são maus; e a alma é feita de luz, que é boa.[41]
Enquanto o materialismo enfatiza a importância da carne, rejeitando o espírito, a teoria do ascetismo vai para o outro extremo. Desta maneira, conclui-se que todos os pensamentos radicais quanto à abstinência ou concessão do sexo têm influências de origens pagãs muito antigas. Existe uma quantidade expressiva de pessoas que acreditam que este assunto é uma questão de consciência de cada um. Porém esta concepção está baseada na visão pós-modernista, que afirma não haver verdades definidas, considerando que tudo é relativo, ou seja, o que é pecado para um pode não ser pecado para outro.[42] Contudo este conceito é perigoso porque torna flexível a lei de Deus.

(3) Monasticismo: A concepção do sexo como pecado tem uma forte influência recebida do pensamento católico desde os primeiros séculos da presente era, resultando assim no “surgimento do monasticismo”.[43] Esta palavra vem do grego monastikós que dá o sentido de “vida solitária”,[44] contrariando assim a recomendação divina de Gn 1:18 que diz: “não é bom que o homem esteja só.” Houve tempos em que algumas partes da Bíblia foram “vedadas às pessoas”[45] porque eram consideradas vulgares. “Em 1833, Webster publicou uma nota na versão King James que denunciava palavras chocantes como seio, fornicação, etc.”[46]

A partir do II século d.C., os Pais da Igreja iniciaram uma mudança sutil dos princípios bíblicos, adotando tendências ascetistas, e com a chegada do monasticismo, este processo de inovação foi ampliado, surgindo idéias como a de que a única justificativa para a relação sexual é a procriação.[47] Mais tarde, Clemente e Orígenes afirmaram que a causa da queda de Adão e Eva foi o sexo, baseados no argumento de que o termo “conhecer” de Gn 4:1 é o ato sexual.[48] Justino (c.100-165) confirma a idéia de que o sexo deve ser apenas para geração de filhos,[49] e Gregório de Nissa (c.330-c.395) define o sexo como pecado.[50] Agostinho (354-430), ensinava que o adultério e a fornicação eram um pecado passivo de morte, o ato sexual com prazer se constituía de pecado venial. A relação sexual com propósito de gerar filhos não era pecado, e os que aderiam ao voto de castidade na virgindade e viuvez tinha uma recompensa superior na eternidade.
Breves Considerações Sobre Quando a Prática do Sexo no Casamento Se Torna Pecaminosa

Uma vez que a relação sexual no contexto do matrimonio cristão se “constitui uma experiência sagrada”[51] (Hb 13:4), um ato espiritual[52] (1Co 6:16), e que os momentos da relação conjugal “destinam-se a ser tão sagrados quanto intensamente deleitosos”,[53] significaria isso que o casal tem o direito de abusar de seus privilégios conjugais? Em que circunstâncias a intimidade sexual no casamento seria pecaminosa? Com as orientações encontradas na Bíblia e no Espírito de Profecia é possível encontrar princípios que ajudam a responder estas questões.

Ao contemplar a “Jesus Cristo e Este crucificado” (1Co 2:2), o cristão é profundamente motivado (por amor ao Salvador) a fazer unicamente “o que lhe é agradável” (1Jo 3:22). “Uma vez que o sangue de Cristo traz purificação, justificação e santificação”,[54] os crentes em Jesus são agora novas criaturas (2Co 5:17), e por isso não vivem mais para si mesmos, mas “para Aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5:15). Pelo fato de que Cristo vive (Gl 2:20) em todos aqueles que passaram pela experiência do novo nascimento (Jo 3:3 e 5), os salvos vivem agora em todos os aspectos de suas vidas, somente para glória de Deus (1Co 10:31). Cada cristão é um santuário de Deus (1Co 3:16), um santuário sagrado (1Co 3:17).

No contexto do matrimônio, o casal cristão deve refletir a relação entre Cristo e Sua igreja, pois o amor que Deus reconhece como santo nas relações conjugais é o de Efésios 5:25-27. Entendendo-se que o princípio santificado deve ser a base de toda ação matrimonial,[55] pois o casamento só é uma bênção quando “os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação”,[56] e que cada privilégio da associação matrimonial deve receber a devida consideração acerca de seus resultados, da parte do casal cristão,[57] tornando-se identificáveis as circunstâncias em que o sexo, mesmo no casamento, pode ser considerado pecaminoso.
O ato conjugal se torna pecaminoso quando sofre perversão e “só serve a propósitos indignos”, pois “a acusa de Cristo é honrada ou desonrada, conforme comportamento sexual do crente”.[58] O princípio divino apresentado em Hb 13;4 “não admite praticas sexuais anormais, nem mesmo dentro das relações do casamento”,[59] pois “faz parte integrante da lei divina que o homem não foi feito para a imoralidade”.[60] Sendo que as “relações intimas de marido e mulher precisam ser regidas pelo principio moral da causa e efeito”,[61] de modo que as “práticas abomináveis levam a enfermidades abomináveis”,[62] e que “é o levar ao excesso o que é lícito, o que torna grave pecado”,[63] visto que “o excesso sexual destruirá com efeito o amor para com os cultos devocionais, tirará do cérebro a substância necessária para nutrir o organismo, vindo positivamente a exaurir a vitalidade”.[64]

Concluí-se que toda distorção sexual,[65] o que inclui a intemperança sexual, é uma prática pecaminosa não só no dia de sábado, mas em qualquer outro dia da semana. Isso equivale a dizer que, exceto em caso de perversão sexual, o ato conjugal entre casados não se constitui pecado, sendo assim lícita a sua prática em qualquer dia da semana, incluindo o sábado.

A Relação Sexual no Sábado

Gn 1-2 é evocado em Êx 20:11[66] com o objetivo de mostrar à humanidade que o Criador do universo é quem possui a prerrogativa de santificar, abençoar e legislar sobre Suas criaturas, não obstante o casamento[67] e o sábado tiveram sua origem no Éden como “instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade”.[68] Afirmar que o casamento é inferior ao sábado é dizer que “O Senhor do sábado” (cf. Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5) não atribuiu ao casamento as seguintes insígnias: “santificou”[69] e “abençoou”[70], haja visto que ambos os mandamentos possuem peculiaridades distintas regulamentados por lei (ver Êx:20:8-11 e 20:14).

“Não adulterarás” (Êx 20:14) é um princípio protetor à sagrada família instituída por Deus, protegendo assim tanto o homem quanto a mulher.[71] Há uma ligação intrínseca entre o sexto mandamento e o sétimo mandamento: este está relacionado com a vida, enquanto aquele com a honra que a vida lhe confere.[72] “A honra é a maior e mais alevantada propriedade humana… sem ela, se avilta as profundezas da corrupção”.[73] Devido à honra que este mandamento evoca, dá-se ao casal o direito e a liberdade de desfrutarem do prazer que o sexo proporciona dentro dos limites do matrimonio[74] (ver Hb 13:4).

Uma vez atribuindo ao sexo como sendo sujo, pecaminoso, imundo ou impróprio, faz-se referência direta a conceitos e costumes equivocados herdados do passado,[75] distorcendo aquilo que Deus concluiu que era “bom” (Gn 1:31). A relação sexual foi criada para satisfazer dois propósitos: “frutificar” e “uma só carne” (Gn 1:28 e 2:24), ou seja, gerar filhos e proporcionar a obtenção de prazer.[76] O matrimônio foi abençoado, santificado, e separado por Deus para que no sábado a família pudesse “viver a vida do Éden”.[77] Sendo assim, a relação sexual não pode ser neutralizada no matrimônio, porque a relação sexual está para o matrimônio assim como o matrimônio está para todas as obrigações do casamento, inclusive as relações sexuais. As obrigações matrimoniais não cessam aos sábados a não ser aquelas específicas ao mandamento do sábado: “o amor de Deus, porém, estabeleceu um limite às exigências do trabalho. Sobre o sábado Ele põe Sua misericordiosa mão. No Seu dia Ele reserva à família oportunidade da comunhão com Ele, com a natureza e uns com outros”.[78]

O Criador fez o homem e a mulher com um perfeito impulso para unir-se sexualmente[79] e o casamento foi estabelecido para que esse desejo natural fosse realizado[80] dentro dos parâmetros do matrimônio.
Então, ao unir o Criador as mãos do santo par em matrimônio, dizendo: um homem ‘deixará… o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne’ (Gn 2:24), enunciou a lei do matrimônio para todos os filhos de Adão, até ao fim do tempo.[81]

Cristo mencionou que “todo reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa dividida contra si mesma, cairá” (Lc 11:17). Deus não pediria que
cumpríssemos o mandamento do sábado em detrimento ao mandamento do matrimônio e se assim fosse, deixaria explícito em um dos Seus mandamentos, como deixou claro com relação ao trabalho (ver Êx 20:11), que é abençoado por Ele, porém não o fez. “Visto que o intercurso sexual é uma das mais íntimas manifestações de amor entre um homem e uma mulher… e responsabilidade entre duas pessoas que se dedicam um ao outro por toda a vida”,[82] então, amar está em perfeita harmonia com o sábado. A relação sexual é santa, justa, abençoada e tem por finalidade glorificar a Deus, pois “quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31-32). A compreensão bíblica de que a integração das características femininas e masculinas através do amor sexual formam uma personalidade completa,[83] e que o sexo “é a mais elevada forma de conhecimento” e “a mais clara forma de se expressar uma visão psicológica e emocional”[84], haja visto que basar’echad (“uma só carne”) em Gn 2:24 abarca o sentido de “um completo relacionamento entre marido e mulher, envolvendo os aspectos físico-sexual, emocional e espiritual”.[85] Conseqüentemente conduz ao fato de que “o sexo revela não apenas que somos incompletos” (incompletos espiritualmente sem o sexo oposto), mas também revela “nossa profunda necessidade de sexo oposto”.[86]

Desta forma, a visão espiritual do ato conjugal é ampliada ao ponto de se poder afirmar que “a sexualidade é uma metáfora que mostra sermos incompletos como seres espirituais” e que na sexualidade “encontramos significado espiritual e propósito apenas através de outra pessoa que não a nós mesmos”.[87] Considerando a amplitude da religião sexual em seu aspecto espiritual, é possível declarar que “o sexo fala de nossa separação de Deus e nossa necessidade de nos reunirmos a Ele”.[88]

Uma vez que homem e mulher foram criados para o prazer sexual,[89] que “o casamento não é apenas uma ilustração de nossa separação de Deus, mas é também um apelo para nos unirmos a Ele”,[90] e que “a relação matrimonial é santa”,[91] conclui-se
que a relação sexual nas horas sagrada do dia de sábado, quando praticada dentro dos princípios divinos, não se constitui numa prática pecaminosa, por estar em harmonia com o princípio da lei (que é santa como o matrimônio é santo), sendo assim, uma expressão de amor que glorifica a Deus, é conseqüentemente uma expressão que é própria para o dia do Senhor.

Resumo e Conclusão

O pensamento de que a prática sexual entre casados no dia de sábado se constitui num ato pecaminoso, resulta de uma mentalidade equivocada que conceitua o sexo como algo que afasta o ser humano de Deus. Tal mentalidade, que tem sido cultivada consciente ou inconscientemente por certo número de cristãos adventistas, se baseia em uma visão distorcida do plano divino para a relação matrimonial. A correta compreensão dos propósitos do Criador revela que o sexo, assim como o sábado, é santo e abençoado, estando por isso em harmonia com a vontade de Deus quando praticado no contexto do matrimônio, segundo os princípios divinos estabelecidos para a felicidade dos cônjuges.

Por meio do presente trabalho conclui-se que a santidade do amor sexual no matrimônio não é incompatível com a santidade da comunhão e da adoração a Deus no dia de sábado. Logo, desde que não resulte na degradação física, mental, social e espiritual do casal, a relação sexual, ocorrendo com naturalidade, nas horas sagradas do sábado, não se constitui pecado. Portanto, faz-se necessário, em momento oportuno, esclarecer este assunto aos membros da igreja por meio de semanas de lar e família, encontros de casais, cursos para noivos, e outros programas e projetos especiais cujo enfoque seja a vida matrimonial.

Autor: Patrick Marlom

EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE

quarta-feira, 10 de março de 2010

Chaves para Símbolos da Bíblia



Porque as profecias Bíblicas são encobertas por símbolos?

 

Ele disse: “A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino de Deus, mas aos outros falo por parábolas, para que “vendo, não vejam;e ouvindo, não entendam”(Lucas 8:10)

Muitas das profecias apocalípticas foram dadas quando os profetas estavam em terra estrangeira e hostil. Uma razão para Deus ter camuflado as profecias em símbolos era proteger as mensagens.

Animais e suas Partes

 

Cavalo = Força e poder em batalha. Jó 39:19, Salmos 147:10, Provérbios 21:31
Dragão = Satanás ou suas atividades. Isaías 27:1, 30:6, Salmo 74:13-14; Apoc. 12:7-9; Ezequiel 29:3, Jeremias 51:34
Besta = Reino / governo / poder político. Daniel 7:17, 23
Cordeiro = Jesus / sacrifício. João 1:29; 1 Coríntios 5:7
Leão = Jesus / poderoso rei, Babilônia. Apoc. 5:4-9, Jer. 50:43-44, Dan. 7:4,17,23
Urso = Poder Destrutivo / Medo Pérsia. Provérbios 28:15, 2 Reis 2:23-24, Daniel 7:5
Leopardo = Grécia. Daniel 7:6
Serpente = Satanás. Apocalipse 12:9, 20:2
Língua = Linguagem / Fala. Êxodo 4:10
Lobo = Inimigos disfarçados que caçam em um tempo de trevas. Mateus 7:15
Pomba = Espírito Santo. Marcos 1:10
Carneiro = Medo Pérsia. Daniel 8:20
Bode = Grécia. Daniel 8:21
Chifre = Rei ou reino. Daniel 7:24; 8:5, 21, 22; Zacarias 1:18, 19, Apocalipse 17:12
Asas = Velocidade / Proteção / Livramento. Deuteronômio 28:49, Mateus 23:37

Cores

 

Branco = Pureza. Apocalipse 12:9, 20:2
Azul = Lei. Números 15:38-39
Púrpura = Realeza. Marcos 15:17, Juízes 8:26
Vermelho/Escarlate = Pecado/corrupção. Isaías 1:18; Naum 2:3; Apocalipse 17:1-4

Metais, elementos e Objetos Naturais

 

Ouro = caráter puro, precioso e raro. Isaías 13:12
Prata = Palavras Puras e entendimento. Provérbios 2:4, 3:13-14, 10:20, 25:11, Salmos 12:6
Latão, estanho, ferro, chumbo, escória de prata = Caráter Impuro. Ezequiel 22:20-21
Água = Espírito Santo / Vida eterna. João 7:39, 4:14, Apocalipse 22:17, Ef. 5:26
Águas = área habitada / povos, nações. Apocalipse 17:15
Fogo = Espírito Santo. Lucas 3:16
Árvore = Cruz; Povo / Nação. Deut. 21:22-23, Salmo 92:12, 37:35
Semente = Descendentes / Jesus. Romanos 9:8, Gálatas 3:16
Frutos = Obras / Ações. Gálatas 5:22
Figueira = Uma nação que deve dar frutos. Lucas 13:6-9
Vinha = Igreja que deve dar frutos Lc 20:9-16
Campo = Mundo. Mateus 13:38, João 4:35
Colheita = Fim do Mundo. Mateus 13:39
Ceifeiros = Anjos. Mateus 13:39
Espinhos / Terreno Espinhoso = cuidados da vida. Marcos 4:18-19
Estrelas = Anjos / mensageiros = Apocalipse 1:16, 20; 12:4, 7-9; Jó 38:7
Jordão = morte. Romanos 6:4, Deuteronômio 4:22
Montanhas = Poderes Políticos ou poderes político-religiosos. Isaías 2:2, 3; Jeremias 17:3; 31:23, 51:24, 25; Ezequiel 17:22, 23; Daniel 2:35, 44, 45
Pedra = Jesus / verdade. 1 Coríntios 10:4, Isaías 8:13, 14, Romanos 9:33, Mateus 7:24
Sol = Jesus / o evangelho. Salmo 84:11; Malaquias 4:2, Mateus 17:2, João 8:12; 9:5
Ventos = Luta / comoção / “ventos de guerra”. Jeremias 25:31-33; 49:36, 37; 4:11-13; Zacarias 7:14

Objetos Diversos

 

Lâmpada = Palavra de Deus. Salmo 119:105
Óleo = Espírito Santo. Zacarias 4:2-6, Apocalipse 4:5
Espada = Palavra de Deus. Efésios 6:17, Hebreus 4:12
Pão = Palavra de Deus. João 6:35, 51, 52, 63
Vinho = sangue / aliança / doutrinas. Lucas 5:37
Mel = Vida Feliz. Ezequiel 20:6, Deuteronômio 8:8-9
Roupas = Caráter. Isaías 64:6, Isaías 59:6
Coroa = Um Governante Majestoso ou Regência. Provérbios 16:31, Isaías 28:5, Isaías 62:3
Anel = Autoridade. Gênesis 41:42-43, Esther 3:10-11
Anjo = Mensageiro. Daniel 8:16, 9:21 e Lucas 1:19, 26; Hebreus 1:14
Babilônia = Apostasia / confusão / rebelião. Gen. 10:8-10; 11:6-9; Rev. 18:2, 3; 17:1-5
Marca = Sinal ou selo de aprovação ou desaprovação. Ezequiel 9:4, Romanos 4:11 e Apocalipse 13:17; 14:9-11; 7:2, 3
Selo = sinal ou marca de aprovação ou desaprovação. Romanos 4:11, Apocalipse 7:2, 3
Vestes Brancas = Vitória / justiça. Apocalipse 19:8, 3:5, 7:14
Vasos / Potes = Pessoas. Jeremias 18:1-4, 2 Coríntios 4:7
Tempo = 360 dias de Daniel 4:16, 23, 25, 32; 7:25, Daniel 11:13 margem
Tempos = 720 dias de Daniel 7:25, Apocalipse 12:6,14, 13:5
Dia = ano Literal. Ezequiel 4:6, números 14:34
Trombeta = aviso alto da aproximação de Deus. Êxodo 19:16-17, Josué 6:4-5

Ações, Atividades e Estados Físicos

 

Cura = Salvação. Lucas 5:23-24
Hanseníase / Doença = Pecado. Lucas 5:23-24
Fome = escassez da Verdade. Amós 8:11

Pessoas e Partes do Corpo

Mulher, Pura = Igreja Verdadeira. Jeremias 6:2; 2 Coríntios 11:2; Efésios 5:23-27
Mulher, Corrupta = igreja apóstata. Ezequiel. 16:15-58; 23:2-21; Apoc 14:4
Ladrão = Súbita vinda de Jesus. 1 Tessalonicenses 5:2-4, 2 Pedro 3:10
Mãos = Proezas / Obras / Ações. Eclesiastes 9:10, Isaías 59:6
Testa = Mente. Deuteronômio 6:6-8, Romanos 7:25, Ezequiel 3:8, 9
Pés = sua caminhada / Direção. Gênesis 19:2, Salmo 119:105
Olhos = Discernimento Espiritual. Mateus 13:10-17, 1 João 2:11
Pele = Justiça de Cristo. Êxodo 12:5, 1 Pedro 1:19, Isaías 1:4-6
Prostituta = igreja apóstata / religião Isaías 1:21-27; Jeremias 3:1-3; 6-9
Cabeças = As grandes potências / governantes / governos. Apocalipse 17:3, 9, 10

Fonte: Bible Prophecy Truth (traduzido pelo Blog www.setimodia.wordpress.com)






terça-feira, 9 de março de 2010

Folha de S. Paulo entrevista Michelson Borges



No dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, repórter da Folha de S. Paulo, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo e ambientalismo. A matéria (clique aqui para lê-la) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da Folha do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson:

Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo?

Michelson: A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, e nem tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso.

O fato de que essas posições estão ganhando voz é um sintoma de uma crise de confiança generalizada em relação à ciência, em sua opinião?

Não creio que isso conduzirá a uma crise de confiança na ciência. E nem deveria. A ciência avança assim mesmo: com hipóteses, teorias e revisões de dados que podem levar a conclusões totalmente diferentes das hipóteses propostas inicialmente. É preciso haver abertura para essas revoluções científicas (como diria Thomas Kuhn), a fim de que se evitem os “dogmas” e se impeça que certas teorias acabem blindadas e protegidas das discussões. Além disso, não seria justo jogar por terra os benefícios trazidos à humanidade em decorrência do desenvolvimento científico. Mas fica o alerta de que não devemos aceitar qualquer tipo de consenso apenas porque existe certa unanimidade científica, popular ou por parte da mídia.


Uma impressão que eu gostaria de saber se é verdadeira: parece que os meios cristãos (não-católicos) brasileiros acompanham muito de perto as tendências e os temas de debate que nascem nos EUA. No caso dos adventistas, talvez isso seja natural porque se trata de uma igreja com raízes nos EUA. De qualquer maneira, se a minha impressão estiver correta, não lhe parece algo problemático que os adventistas e demais cristãos brasileiros aceitem um discurso que talvez tenha a ver com necessidades sociais e econômicas americanas (como o lobby do carvão e do petróleo), e não tanto com realidades religiosas?

No caso específico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, embora ela tenha, de fato, raízes norte-americanas, hoje se trata de uma igreja mundial, presente em praticamente todos os países e tendo como presidente um pastor norueguês. Por sinal, a maior presença adventista hoje está no Brasil, com cerca de 1,5 milhão de membros.

Os criacionistas do Brasil reconhecem que a controvérsia entre darwinistas e criacionistas nos Estados Unidos tem certo tom político, uma vez que muitos que defendem o criacionismo por lá fazem parte da chamada nova direita cristã, fortemente envolvida na vida política do país. Mas não podemos inferir disso que todos os criacionistas estão preocupados em impor suas ideias por via política e/ou jurídica.

Definitivamente, esse não é o caso no Brasil. Prova disso é a posição da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) com relação ao ensino do criacionismo nas escolas públicas: somos contra. Isso porque a entidade reconhece que vivemos num Estado laico e que o criacionismo bíblico tem um componente religioso, e entende que não há profissionais devidamente qualificados para o ensino do criacionismo, uma vez que esse tema ainda não é devidamente discutido nas faculdades, onde prevalece a visão darwinista naturalista. O que os criacionistas esperam é que se ensine um darwinismo crítico, apontando seus pontos fortes, mas sem deixar de lado suas insuficiências epistêmicas.


Qual a sua opinião, do ponto de vista teológico mesmo, sobre como se concilia a desconfiança que vocês mostram em relação ao ambientalismo e o papel de “jardineiro” da Terra que o homem recebe em Gênesis 1 e 2. Consideremos a hipótese de que os defensores do aquecimento antropocêntrico estejam corretos. Não seria dever de todo cristão mitigar os efeitos dele?

Desconfiar do exagero quanto à culpa humana no aquecimento e das intenções por trás de quem está orquestrando o assunto não tira de nós a responsabilidade de cuidar do meio ambiente. Para comparar: ao afirmarmos que certos interesses políticos foram levados adiante graças aos atentados terroristas do 11 de Setembro, não estamos dizendo, com isso, que o terrorismo não deva ser combatido em todas as suas formas.

De fato, os cristãos entendem que foram incumbidos por Deus de administrar a criação, não por motivações políticas ou movidos por algum tipo de crença pagã de que a Terra seria uma divindade. A motivação ecológica do cristão tem que ver com obediência ao Criador e respeito ao próximo, que passa pelo respeito ao meio ambiente, que é a “casa de todos”.

Se, de fato, órgãos como o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU “maquiaram” informações sobre o aquecimento global supervalorizando a responsabilidade humana nesse fenômeno (lembre-se dos e-mails hackeados contendo evidências inequívocas de manipulação e do mea culpa de algumas autoridades em climatologia que recuaram publicamente de suas posições favoráveis ao aquecimento), a pergunta deve ser: Por que fizeram isso? Não quero dar a impressão de que estou lidando com teorias conspiratórias – que geralmente se alimentam não do que se sabe, mas do que apenas se suspeita, se insinua –, mas é sabido que a engenharia social é utilizada há um bom tempo como poderoso recurso de manipulação das massas, criando consensos artificiais e aprovando leis de interesse dos detentores do poder.

Por meio de matérias alarmistas veiculadas com insistência nos meios de comunicação, o medo de que a Terra estaria com seus dias contados foi alimentado. Aos poucos, vimos um fenômeno se desenvolvendo: o ambientalismo se tornando uma religião urbana de alcance mundial, tanto que alguns estudiosos do assunto passaram a chamar isso de ecomenismo, ou seja, um movimento aglutinador ainda mais poderoso que o ecumenismo religioso promovido especialmente pela Igreja Católica. De uma hora para outra, católicos, evangélicos, espiritualistas, ateus e cientistas estavam empunhando juntos a bandeira verde, pensando em propostas para salvar o planeta da destruição – uma dessas propostas, inclusive, tem que ver com o descanso dominical, endossado até mesmo pelo jornal 
The Guardian, com a campanha “slow Sunday”.

Fale sobre os aspectos escatológicos que os adventistas enxergam no movimento ambientalista. Em linhas gerais, por que os adventistas propõem um elo entre o ambientalismo e as expectativas escatológicas da igreja?

O movimento ambientalista atual tem "sabor" de neopaganismo, cujo 
slogané "salvar a mãe Terra". A pauta ambiental, ao que tudo indica, deve gerar uma mobilização interdenominacional em torno do domingo como dia de observância religiosa, tendo em vista que esse dia é tido como especial ou sagrado para a maioria dos cristãos.

Como lhe disse, os adventistas também têm um compromisso ambiental, mas baseado no amor ao próximo e na missão de, tanto quanto depender de nós, manter a "casa" em ordem até que Jesus venha realizar a remodelação completa do planeta, o que ocorrerá após a segunda vinda dEle. Ao contrário do que alguns possam pensar, ser adventista não significa aguardar o segundo advento de braços cruzados. Muito pelo contrário, seguindo as instruções de Jesus, devemos ser atuantes até o fim, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas e as mazelas sociais. Para os adventistas criacionistas, a preservação do meio ambiente está inserida nesse contexto.

domingo, 7 de março de 2010

Jesus vem vindo






As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os 


rumores de guerra, são portentosos. Prenunciam a proximidade de 


acontecimentos da maior importância. As forças do mal estão-se 


arregimentando e consolidando-se. Elas se estão robustecendo 


para a última grande crise. Grandes mudanças estão prestes a 


operar-se no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos”. 


TSeletos, vol. 3, pág. 280.




Mateus 24 - Sermão de Jesus sobre os últimos dias



3  No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.
4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
5  Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.
6  E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
7  Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;
8  porém tudo isto é o princípio das dores.
9  Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
10  Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;
11  levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
12  E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
13  Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
14  E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.


21  porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.
22  Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.
23  Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
24  porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.
25  Vede que vo-lo tenho predito.
26  Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.
27  Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
28  Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29  Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
30  Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
31  E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.
32  Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.
33  Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.






sexta-feira, 5 de março de 2010

Alemanha Reafirma Lei Dominical



Membros do Tribunal Constitucional alemão decidiram em 1/12/09 que Berlim têm de cumprir a lei instituindo o domingo como dia de descanso.

1º de dezembro de 2009, marca um dia histórico na Alemanha.


Coincidindo com a promulgação do Tratado de Lisboa / Constituição da UE em 1 de dezembro, o Tribunal Constitucional Federal decidiu que a capital do país tem, como o resto do país, de cumprir a lei instituindo o domingo como “dia de descanso do trabalho e de aperfeiçoamento espiritual” (Deutsche Welle, 1 de dezembro).

Desde a guerra, Berlim havia decretado sua própria legislação, permitindo 10 domingos de compras por ano. Essa decisão local é agora anulada. Com efeito, a partir de 1 de janeiro de 2010, Berlim deve estar em consonância com a lei institucionalizando o domingo como dia de descanso e contemplação religiosa como contido na Lei Fundamental da Alemanha.

Embora, por força dessa mesma seção, o artigo 137 (1) afirme que: “Não haverá nenhuma igreja estatal,” o efeito da lei dominical é institucionalizar o catolicismo e suas “igrejas filhas” como religião estatal na Alemanha.
Aqueles que conhecem a história do Santo Império Romano da Nação Alemã verão esta jogada do alto tribunal da Alemanha como um passo adiante em direção a imposição da religião de Roma, não apenas como a religião oficial da Alemanha, mas sobre toda a comunidade Européia sujeita ao tratado nesse infame 1º de Dezembro de 2009.

As profecias do Apocalipse 13 assumem assombrosa atualidade com esta última decisão do Tribunal Constitucional da Alemanha.

Fonte: The Trumpet

Publicado em  por Seventh Day