domingo, 21 de fevereiro de 2010

Os Adventistas alegam haver duas leis distintas, uma Moral e outra Cerimonial, mas os críticos dizem haver apenas uma Lei, a Bíblia tem razão

 

 


Objeção 2: Os adventistas procuram provar que existem duas leis descritas na Bíblia, uma moral, e outra cerimonial. Mas há apenas uma lei

 

A lógica da oposição é esta: Não há senão uma lei, a Bíblia fala claramente de uma lei abolida e, portanto, os Dez Mandamentos foram abolidos, incluindo, necessariamente, o quarto, sobre o qual os adventistas constroem o seu caso para o sábado.

Tantos falsos raciocínios tem sido criados sobre esta doutrina de uma “única Lei”que devemos refletir e analisá-los a fundo.

A palavra “lei” é usada na Bíblia de várias maneiras. Na frase, “a lei e os profetas”, a palavra “lei” preferivelmente significa os livros de Moisés, porque, em seus escritos, as leis de Deus são especialmente estabelecidas. A palavra “lei” às vezes é utilizada sem referência a qualquer código especial, como um termo coletivo para descrever todas as leis. Novamente, a palavra “lei” é frequentemente utilizada para designar um determinado código, por exemplo, a lei moral, ou a lei cerimonial, como iremos procurar mostrar.

Para afirmar que toda vez que a Bíblia usa a palavra “lei” significa sempre o mesmo código seria razoável, afirmar que toda vez que a Bíblia usa a palavra “dia” significa sempre o mesmo período de tempo. Os fatos são que “dia” pode significar (1) a parte clara das vinte e quatro horas do ciclo, como o dia em contraste com a noite, ou(2) o conjunto do período de vinte e quatro horas, sete dias por semana ou (3) um período indefinido de tempo, como o usado em “Agora é o dia da salvação.” O que pensaríamos do homem que argumentou que, porque certos textos na Bíblia falam do fim do dia, portanto, o dia da salvação tem, necessariamente, terminado?

A Bíblia diz que “a lei, foi abolida por Cristo”. (Cf. Ef. 2:15) Mas Paulo, que escreveu essa declaração, também declara: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (Romanos 3:31). O contraste entre as declarações é aguçado quando é chamada a atenção para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas “abolida” e “Anulamos”. Essa raiz, kataigeo, significa “tornar inoperante”, “fazer cessar”, “acabar com”, “anular”,“abolir”. Mas será que o inspirado escritor Paulo se contradiria, dizendo a uma igreja que “a lei” fora “abolida”, e então para outra igreja exclamar: “Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.”? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Estes dois textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia do argumento de que a Bíblia fala apenas de uma lei.

O primeiro registro formal de códigos das leis divinas ocorreu na época do Êxodo. Foi então que Deus escolheu um povo para o seu nome, e os colocou a caminho da Terra Prometida. Os séculos anteriores não possuíam escrituras, nenhum dos sessenta e seis livros da Bíblia tinham ainda sido escritos. Através de Moisés Deus começou a dar aos homens uma revelação escrita para orientá-los, e deste dia em diante, com uma exceção notável, as palavras de Deus para o homem, incluindo as suas leis têm sido escritas por agentes humanos, os profetas. Essa única exceçãoera um código de leis que Deus falou aos homens com a sua própria voz. A História Sagrada não registra nenhum outro sermão pregado por Deus ao homem em meio à sobrenatural, e flamejante glória que envolve o Deus eterno. Referindo-se a este isolado e majestoso fato, Moisés declarou a Israel:
“Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tamanha como esta ou se se ouviu coisa como esta; ou se algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo” (Deuteronômio 4:32-33)

E quando Deus tinha falado o código, os “dez mandamentos”, o registro declara: “ … e NADA acrescentou” (Ver Deuteronômio 5:22 – Grifos nossos) O sermão estava concluído, ele era um todo completo, não houve nada a mais que Deus desejasse acrescentar. Então Ele anotou o sermão com a sua própria mão em “duas tábuas de pedra” (Deuteronômio 5:22) Nenhum outro documento da história do homem teve a inscrição feita pela mão de Deus. “As tábuas tinham sido feitas por Deus; o que nelas estava gravado fora escrito por Deus.” (Exôdo 32:16 NVI). E o que Deus escreveu sobre as tábuas de pedra, ele descreveu como uma lei.” (Ver Ex.24: 12)

Depois segue-se outro momento dramático, em sequência a doação da escrita da referida “lei”. Moisés começou a descer do monte com as duas tábuas nas mãos. Ele estava trazendo para Israel, o registro permanente deste sermão impressionante feito pelo Deus do céu. Sua indignação com a visão dos israelitas adorando um bezerro de ouro fez com que quebrasse as tábuas da Lei e  o estrondo das pedras caindo em terra, foram um símbolo da quebra do código divino.

Será então, que o Senhor, ordenou Moisés escrever uma cópia do código para tomar o lugar das tábuas da lei quebradas? Não. O senhor escreveu os Dez Mandamentos pela segunda vez em novas tábuas de pedra. Um código tão distintivo que o próprio Deus o escreveu duas vezes na pedra. Ele confiou aos Seus profetas muitas mensagens vitais para os homens, mas os Dez Mandamentos ele mesmo os escreveu.

O ponto focal, o objeto mais sagrado do serviço religioso instituído por Deus para o Israelitas, era a arca da aliança, acima da qual pairava a luz santa da presença de Deus. Quando, na jornada dos israelitas, a arca devia ser movida, ninguém a tocava para que não morresse. E neste que era o mais sagrado dos objetos sagrados do santuário, Moisés foi instruído para colocar dentro as tábuas de pedra. (Deuteronômio 10:5). Também não houve qualquer outro código de leis colocadas dentro da arca sagrada“Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe” (1 Reis 8:9).

Novamente, esse código de leis foi distinguido como a base de uma aliança entre Deus e os israelitas. Aqueles que se opõem a doutrina bíblica da perpetuidade da lei moral, que os adventistas crêem, têm procurado apoio da sua opinião com este fato (ver objeção 5), mas o que eles têm negligenciado é isto: O simples fato de que a lei dos dez mandamentos é descrita como a única base de um pacto, prova mais uma vez que os Dez Mandamentos são um código distinto, para não ser confundido com qualquer outro. Moisés disse a Israel: “Deus lhes anunciou a aliança que estava fazendo com vocês e mandou que obedecessem aos dez mandamentos, que depois escreveu em duas placas de pedra” (Deuteronômio 4:13 NTLH).

Vamos resumir os fatos históricos sobre a entrega da lei dos dez mandamentos:

 

1. Deus falou a lei com a sua própria voz na audiência com todo o Israel, Ele não deu outra lei nesse sentido. ”Ele nada mais acrescentou”.
2. Deus escreveu a lei dos dez mandamentos com seu próprio dedo – a única lei que ele escreveu para sempre para o homem.
3. Deus escreveu a lei dos dez mandamentos sobre a pedra, e Ele mesmo preparou a pedra – a única lei do registro bíblico assim escrita.
4. Deus mandou Moisés descer do monte, aos olhos de todo Israel, tendo as duas tábuas de pedra que continham apenas os Dez Mandamentos.
5. O próprio Deus reescreveu a lei depois de Moisés ter quebrado as primeiras tábuas.
6. Deus instruiu Moisés a colocar as tábuas contendo os Dez mandamentos dentro da arca da aliança, o objeto mais sagrado do templo. A Lei dos Dez Mandamentos é a única a ser honrada dessa maneira.
7. Deus declarou que a lei dos dez mandamento era “a sua aliança” – a única lei assim descrita.

Os jovens objetores professam ser incapazes de encontrar na Bíblia qualquer razão para pensar que a lei dos dez mandamentos seja um código de leis distintas, que não deve ser confundido com qualquer outro código. Gostaríamos de perguntar-lhes: Se eles pudessem ditar a forma de entrega da presente lei, e tivessem a intenção de apresentar provas convincentes de que era uma lei à parte, qual o procedimento que poderia eventualmente terem seguido para a distinguirem de forma mais completa.

Mas a lei dos mandamentos não foi a única formalmente estabelecida por Deus no Sinai. Havia um código de leis, conhecidas como leis cerimoniais, que fornecia as regras para o ritual religioso que os judeus deviam seguir, por exemplo, seus sacrifícios e ofertas, seus dias de festa anual, as funções do sacerdócio. O gancho do Levítico é preenchido com essas leis. Havia também as leis civis para governar os judeus como uma nação, tais como as leis sobre casamento, divórcio, exploração de escravos, propriedade. (Veja Êxodo 21) Na medida em que a compreensão espiritual crescia, e a vontade dos israelitas permitia, o Senhor fez estes estatutos civis para refletir a idéia perfeita expressa na lei dos dez mandamentos. A lei sobre a exploração do escravo é um exemplo da adaptação do princípio moral devido o baixo estado espiritual de um povo. A do Estatuto do divórcio Cristo declarou: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mateus 19:8. Ver Marcos 10:4-6).

Mas essas leis cerimoniais e civis não foram dadas por Deus diretamente para o exército de Israel. Quanto à forma como Deus fez conhecer estas leis, quem as escreveu, e onde foram depositados, as Escrituras são claras:

Depois de declarar que o Senhor escreveu os Dez Mandamentos “em duas tábuas de pedra”, Moisés acrescenta imediatamente: “Também o SENHOR me ordenou, ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e juízos” (Deuteronômio 4:13-14). Um escritor bíblico depois estabelece a mesma distinção: “e não farei que os pés de Israel andem errantes da terra que dei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer segundo tudo o que lhes tenho mandado e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.” (2 Reis 21:8).

1. Ao contar os acontecimentos do Sinai, Neemias, referindo-se ao Senhor, também fala do fato de que certas leis foram pronunciadas por Deus e outras foram dadas a Israel através de Moisés: “Tu desceu sobre o monte Sinai, e falou com eles do céu, e deu-lhes juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos, e lhes fez conhecer o teu santo sábado, e ordenou-lhes os preceitos, estatutos e leis, pela mão de Moisés, teu servo”. (Neemias 9:13-14).
2. “Moisés escreveu esta lei.” Deut. 31:9.
3. Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, dizendo: Tomai este Livro da Lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (Deuteronômio 31:24-26).

Devido ao fato da lei cerimonial, e também os estatutos civis, terem sido escritos por Moisés, e por ele terem sido dados ao povo, eles são geralmente descritos na Bíblia como “a lei de Moisés”. Veja, por exemplo:

1. 2 Crônicas 23:18. Sacerdotes oferecem holocaustos, “como está escrito na lei de Moisés”.
2. 2 Crônicas 30:16. Sacerdotes realizavam a Páscoa “segundo a lei de Moisés.”
3. Esdras 3:2. Construiram um altar para o holocausto “como está escrito na lei de Moisés”.
4. Dan. 9:13. A destruição de Jerusalém tinha chegado “como está escrito na lei de Moisés”.
5. Malaquias 4:4. “Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe [Sinai] para todo o Israel…”

O Novo Testamento também revela, em muitas de suas referências a Lei, a mesma distinção entre a lei dos dez mandamentos e o código de leis dadas por Moisés. Observe as seguintes referências à lei de ritos e cerimônias, às vezes descritas como a “lei de Moisés”, e às vezes simplesmente mencionadas como “a lei”:

1. “Para não deixarem de cumprir a Lei de Moisés, vocês circuncidam um menino, mesmo no sábado” (João 7:23 NTLH)
2. “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (Atos 15:5). Mais tarde no capítulo, quando a reivindicação desses fariseus é reafirmada, é resumida assim: “Você deve ser circuncidado, e guardar a lei (versículo 24 – versão King James, Reina Valera e outras)
Isso ilustra bem como um escritor do Novo Testamento pode utilizar uma frase não qualificando “a lei”, e ainda significar uma lei muito específica, neste caso, “a lei de Moisés”. O contexto é geralmente suficiente para tornar claro sobre o que a lei se destina. Certamente, se a circuncisão está em discussão no Novo Testamento e muitas vezes é o pomo de discórdia, é suficiente para se referir ao código de leis proibindo a circuncisão, simplesmente como “a lei”, isto é, a lei de ritos e cerimônias dadas por Moisés.
3. “A lei dos mandamentos contidos em ordenanças” (Efésios 2:15).
4. “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo” (Hebreus 7:5)
5. Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hebreus 7:12)
6. “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas” (Hebreus 7:28).
7. Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei” (Hebreus 8:4)
8. “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hebreus 9:22)
9. “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem” (Hebreus 10:1)

A lei dos dez mandamentos não dá instruções ou informações sobre ofertas queimadas (holocaustos), a Páscoa, a construção de um altar, o julgamento que viria sobre Jerusalém por causa da desobediência, a circuncisão, a ordem do sacerdócio. Mas a Bíblia repetidamente revela que há uma lei que dá tais instruções. Essa lei é a lei cerimonial, descrita na Bíblia como a “lei de Moisés”.

É verdade que “a lei de Moisés” – também era a lei de Deus, porque Deus era o autor de tudo o que Moisés escreveu. Portanto, não é estranho que um escritor bíblico deveria, pelo menos ocasionalmente, descrever esta lei de Moisés como “a lei do Senhor”, embora tais exemplos sejam poucos. Veja, por exemplo, Lucas 2:22-23, onde ambas as frases são usadas para descrever a mesma lei. No entanto, em nenhum lugar da Bíblia é a lei dos dez mandamentos chamada de lei de Moisés.

Observe, agora, algumas representativas referências do Novo Testamento para outra lei, que não lida com os ritos e cerimônias, mas com questões morais, a lei dos dez mandamento, a qual é também referida, simplesmente como os mandamentos:

1. …Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mateus 19:17). Então Cristo imediatamente mencionou vários dos dez mandamentos.
2. “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lucas 23:56).
3. “Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Romanos 7:7).
4. Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tiago 2:10-12)
5. Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Que lei? Certamente, ninguém na era cristã acredita que uma falha em obedecer a lei sobre os ritos e cerimônias seja pecado. No entanto, João nos adverte que transgredir a lei é pecado. Ele não sentia necessidade em explicar a que lei ele se referia. Pois sabia que uma certa lei, conhecida por todos os leitores de João, era a regra moral de vida. Que confusão e consternação suas palavras teriam criado entre os cristãos do primeiro século, se tivessem vivido sob a impressão de que havia apenas uma lei, uma lei que era uma mistura de preceitos cerimoniais e morais! E que a transgressão dessa lei na era cristã seria pecado!

Em conclusão, vamos resumir algumas das declarações divergentes feitas na Bíblia sobre os códigos de lei moral e cerimonial:



Essas e outras comparações, revelam que além de toda a controvérsia, a Bíblia apresenta duas leis. Admitir o contrário seria dizer que a Bíblia apresenta uma série desesperada de contradições.

Admitimos que há algumas referências “a lei”, particularmente nos escritos de Paulo, onde o contexto falha ao não deixar totalmente claro a que lei se refere. Em alguns casos, parece evidente que nem a lei é apontada, mas está sob consideração, apenas o princípio da lei, em contraste com a graça. Mas esses fatos não fornecem qualquer prova de que exista apenas uma lei. Porque há textos obscuros ou difíceis na Bíblia não significa que não podemos estar convencidos sobre o significado dos textos claros e simples. E os textos de fácil compreensão devem proteger-nos de tirar conclusões falsas dos difíceis.

A Referência para as duas leis em termos de séculos antes de Moisés, também irá nos ajudar a manter uma distinção clara entre elas. Embora possamos acertadamente focar o Êxodo como o grande momento da entrega da lei, moral e cerimonial, não devemos concluir que o tempo antes de Moisés foi um período sem nenhuma lei, pelo menos, não a dos Dez Mandamentos. Este ponto vamos analisar mais detalhadamente sob a objeção 3. Precisamos apenas observar aqui que os Dez Mandamentos existiam no Éden. E que Também os primeiros rebentos da videira cerimonial, os quais cresceram grandiosamente no Êxodo, fizeram a sua aparição na forma de serviços simples de sacrifício dos nossos primeiros pais, depois que o pecado entrou.

Quem não teve a experiência de olhar para uma árvore imponente e se maravilhar com a sua vegetação densa e variada, apenas para descobrir em um exame mais minucioso, que uma vinha se entrelaçava em torno da árvore e que o que parecia ser uma, na realidade, eram duas plantas. Embora num olhar distante para um galho alto, especialmente se ele estiver balançando na brisa, possa não revelar esse fato, uma análise do tronco perto da raíz, onde a vinha primeiro entra em contato com a árvore, não deixa nenhuma dúvida de que há duas plantas.

Agora, os Dez Mandamentos poderiam ser comparados a uma árvore majestosa, com dez ramos robustos, que nossos primeiros pais encontraram florescendo no Jardim do Éden. Após a sua queda uma vinha de uma lei cerimonial foi plantada perto, regada pelo sangue de sacrifícios de animais. Durante séculos, a vinha cresceu pouco ou nada. Então, na época do Êxodo, de repente, assume uma forma definida e cresce grandemente. A árvore não necessita da videira, a fim de viver, mas a videira era totalmente dependente da árvore. Séculos mais tarde, os homens se inclinaram sempre para o cultivo da vinha em vez da árvore, até a folhagem da videira chegar bem perto e esconder a árvore e ameaçar sufocá-la. Por isso, é fácil compreender por que hoje alguns cristãos, olhando para o retrato bíblico dessa árvore, não conseguem perceber que as duas não são uma. Isso é especialmente verdadeiro se os ventos da discussão teológica estão balançando os galhos. Mas, como em uma árvore literal, não há necessidade de incerteza, nos importa se a atenção está focada, não sobre os membros de nível superior, mas no tronco e raízes. Para falar literalmente, uma análise das origens das duas leis, e os títulos que se dão a elas no Êxodo, não deixa qualquer dúvida possível que haviam duas leis.

Os adventistas também não podem reivindicar qualquer visão bíblica especial para discernir que há duas leis, não uma. A partir da Reforma Protestante os grandes igrejas tem visto claramente isso e registraram o fato em seus credos e confissões de fé. Nas respostas seguintes, vamos examinar vários argumentos contra a lei que devem a sua aparência de força a esta teoria da existência de apenas uma lei.

Extraído do Livro “Answers to objections – Respostas a Objeções” de Francis D.Nichol págs 17 à 21.