domingo, 31 de janeiro de 2010

Fuja dos extremos (fanatismo)



Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9

Quem vive pela fé em Cristo não deseja maior bem do que conhecer e atender à vontade de Deus. É a vontade de que a fé em Cristo seja aperfeiçoada pelas obras. Ele une a salvação e a vida eterna dos crentes a essas obras, e através delas providencia para que a luz da verdade chegue a todas as nações e povos. Isso é fruto da operação do Espírito de Deus.

A verdade se apossou dos corações. Isso não é um impulso espasmódico, mas um retorno real ao Senhor, onde a perversa vontade do homem é levada em sujeição à vontade de Deus. Roubar a Deus nos dízimos e ofertas é uma transgressão da clara ordem de Jeová e produz o maior prejuízo àquele que age assim, pois priva-o da bênção de Deus que é prometida aos que tratam honestamente com Ele. [...]

Se Satanás não consegue prender as pessoas no gelo da indiferença, ele procurará impeli-las para o fogo do fanatismo. Quando o Espírito do Senhor Se faz notar entre o Seu povo, o inimigo aproveita a oportunidade para também atuar sobre várias mentes, levando-as a misturar seus próprios traços de caráter peculiares com a obra de Deus. Assim, sempre há o perigo de que eles permitam que suas idéias se misturem com a obra e se tomem resoluções imprudentes. Muitos se empenham numa obra por eles mesmos idealizada, e que não é inspirada por Deus. [...]

Se o inimigo puder levar indivíduos a extremos, ele fica bem satisfeito. Ele pode assim produzir maior dano do que se não houvesse um despertamento religioso. Sabemos que nunca houve um empenho espiritual no qual Satanás não tenha tentado fazer seu melhor para entremeter-se; nestes últimos dias ele fará isso como nunca antes. [...]

O coração que se acha sob a influência do Espírito de Deus estará em doce harmonia com Sua vontade. Foi-me mostrado que quando o Senhor atua através de Seu Espírito, nada há nessas demonstrações que degrade o povo do Senhor perante o mundo, mas, pelo contrário, o exalta. A religião de Cristo não torna ásperos e rudes aqueles que a seguem. Os súditos da graça não são intratáveis, mas sempre dispostos a aprender de Jesus e se aconselharem uns com os outros (T5, p. 644-647).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

24/12


sábado, 30 de janeiro de 2010

A atração de Cristo


Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim mesmo. João 12:31, 32

Cristo veio para manifestar o amor de Deus ao mundo, para atrair a Si o coração de todos os homens. [...] O primeiro passo rumo da salvação é corresponder à atração do amor de Cristo. Deus envia aos homens mensagem após mensagem, instando com eles para que se arrependam, a fim de que os possa perdoar, escrevendo “perdão” junto de seus nomes. Não haverá arrependimento? Ficarão sem ser atendidos os Seus apelos? Deverão ser passadas por alto as Suas propostas de misericórdia, inteiramente rejeitado o Seu amor?

Oh! neste caso o homem se excluirá do meio pelo qual pode ele alcançar a vida eterna, pois Deus só perdoa ao penitente! Pela manifestação do Seu amor, pela súplica de Seu Espírito, Ele convida o homem ao arrependimento; pois o arrependimento é dom de Deus, e aquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A mais doce alegria sobrevém ao homem mediante seu sincero arrependimento para com Deus, pela transgressão de Sua lei, e mediante a fé em Cristo como Redentor e Advogado do pecador.

É para que os homens compreendam a alegria do perdão e da paz de Deus que Cristo os atrai mediante a manifestação de Seu amor. Se correspondem à Sua atração, rendendo o coração a Sua graça, Ele os guiará passo a passo, a um pleno conhecimento dEle, e isto é vida eterna.

Cristo veio para revelar ao pecador a justiça e o amor de Deus, a fim de que desse Ele arrependimento e remissão de pecados a Israel. Quando o pecador contempla a Jesus erguido na cruz, sofrendo a culpa do transgressor, suportando a pena do pecado; quando ele contempla o aborrecimento de Deus ao pecado, na terrível manifestação da morte na cruz, e Seu amor pelo homem caído, ele é levado ao arrependimento para com Deus por haver transgredido a lei, que é santa, justa e boa. Exerce ele fé em Cristo, por haver o divino Salvador Se tornado seu substituto, seu penhor e advogado, aquele em quem se concentra sua própria vida. Ao pecador arrependido pode Deus mostrar Sua misericórdia e verdade, e conceder-lhe Seu perdão e amor. (ME1, p. 323-325).


Autora: Ellen G. White


23/12


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Deus recebe aquele que se arrepende



Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus. Ezequiel 11:19, 20

O Senhor revelou aí de modo muito claro Sua vontade com respeito à salvação do pecador. A atitude que muitos tomam em expressar dúvidas e descrença se o Senhor os salvará é uma reflexão sobre o caráter de Deus. Aqueles que reclamam de Sua severidade estão virtualmente dizendo: “O caminho do Senhor não é justo.” Mas Ele faz retornar a acusação ao pecador: “Não são os vossos caminhos torcidos?” (Ez 18:29). Posso Eu perdoar suas transgressões quando vocês não se arrependem e se desviam de seus pecados? [...]

O Senhor acolherá o pecador quando ele se arrepender e abandonar seus pecados, a fim de que Deus possa cooperar com seus esforços na busca da perfeição de caráter. [...] O propósito integral de Deus em dar Seu Filho pelos pecados do mundo é que o homem seja salvo não em transgressão e injustiça, mas abandonando o pecado, lavando suas vestes de caráter, tornando-as alvas no sangue do Cordeiro. Ele Se propõe a remover do homem as coisas ofensivas que odeia, mas o homem precisa cooperar com Deus nessa obra. O pecado precisa ser deixado, odiado, e a justiça de Cristo aceita pela fé. Dessa maneira, o divino coopera com o humano.

Deveríamos tomar cuidado para não dar lugar à dúvida e incredulidade, e em nosso desespero queixarmo-nos de Deus e dEle dar uma impressão falsa perante o mundo. Isso equivale a nos colocarmos do lado de Satanás. Ele diz: “Pobres almas, eu tenho piedade de vocês, afligindo-se sob o pecado, mas Deus não Se compadece. Vocês anseiam por um raio de esperança, porém Deus os deixou a perecer e fica satisfeito com sua miséria.”

Esse é um terrível engano. Não dêem ouvidos ao tentador, mas digam: “Jesus morreu para que eu pudesse viver. Ele me ama e não quer que eu pereça. Tenho um compassivo Pai celestial, e embora tenha abusado de Seu amor e dissipado as bênçãos que Ele graciosamente me concedeu, me levantarei, irei ter com meu Pai e direi: ‘Pequei e não sou digno de ser chamado Seu filho; faz-me como um dos Seus servos assalariados’” (T5, p. 631, 632).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

22/12


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O plano de Deus é perfeito



Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito. Gênesis 18:19


O plano de Deus para a nossa salvação é perfeito em todo aspecto. Se cumprirmos fielmente a parte que nos corresponde, tudo irá bem conosco. É a nossa apostasia que causa discórdia e traz miséria e ruína. Deus nunca usa Seu poder para oprimir as criaturas de Suas mãos. Ele nunca requer mais do que podem desempenhar. Nunca pune Seus filhos desobedientes mais do que é necessário para levá-los ao arrependimento, ou para impedir que outros sigam seu exemplo. A rebelião contra Deus é indesculpável.

Os julgamentos de Deus prontamente após a transgressão, Seus conselhos e reprovações, as manifestações de Seu amor e misericórdia, e as exibições do Seu poder freqüentemente repetidas – todos são parte do plano de Deus para preservar Seu povo do pecado, para torná-lo puro e santo, para que Ele seja sua força e proteção e sua extraordinariamente grande recompensa. Mas as persistentes transgressões dos israelitas, sua prontidão em desviar-se de Deus e o esquecimento de Suas misericórdias, mostraram que muitos escolheram ser servos do pecado em vez de filhos do Altíssimo.

Deus os criara, Cristo os redimira. Da casa da escravidão seu clamor de angústia subiu ao trono de Deus, e Ele estendeu Seu braço para os resgatar, por amor a eles, trazendo desolação sobre toda a terra do Egito. Ele lhes concedeu grandes honras. Fez deles Seu povo peculiar, e derramou sobre eles incontáveis bênçãos. Se Lhe tivessem obedecido, Ele os teria tornado uma nação poderosa – um louvor e excelência em toda a Terra. Deus planejou exaltar Seu nome através do Seu povo escolhido, mostrando a grande diferença que existe entre o justo e o ímpio, os servos de Deus e os adoradores de ídolos. [...]

Se o favor de Deus valia alguma coisa, valia tudo. Assim Josué decidiu; e depois de pesar toda a questão, determinou servi-Lo com todo o propósito do coração. Mais que isso, se esforçaria por influenciar sua família a seguir o mesmo rumo (ST, 19/5/1881).


Autora: Ellen G. White


21/12

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Arrependimento e perdão


Deus, porém, com a Sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. Atos 5:31

Muitos há que possuem idéias errôneas a respeito da natureza do arrependimento. Pensam que não podem chegar a Cristo sem primeiro arrepender-se e que é o arrependimento que os prepara para o perdão de seus pecados. É certo que o arrependimento precede o perdão dos pecados, pois unicamente o coração quebrantado e contrito é que sente a necessidade de um Salvador. [...]

Ao contemplarmos o Cordeiro de Deus sobre a cruz do Calvário, começa a desdobrar-se ao nosso espírito o mistério da redenção, e a bondade de Deus nos leva ao arrependimento.

Embora o plano da salvação requeira o mais profundo estudo do filósofo, não é profundo demais para a compreensão de uma criança. Morrendo pelos pecadores, Cristo manifestou um amor que é incompreensível; e esse amor, ao ser contemplado pelo pecador, abranda-lhe o coração, impressiona-lhe o espírito e inspira-lhe à alma contrição. “Que é o pecado, que devesse exigir tão grande sacrifício pela redenção de sua vítima? [...]” O apóstolo Paulo deu instruções a respeito do plano da salvação. Ele declarou: “Jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa, testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20:20, 21). Falando do Salvador, João declara: “Sabeis também que Ele Se manifestou para tirar os pecados, e nEle não existe pecado” (1Jo 3:5). [...]

Os pecadores devem ir a Cristo para que sejam capazes de se arrepender, pois O vêem como seu Salvador, seu único auxílio; se pudessem se arrepender sem ir a Cristo, poderiam também ser salvos sem Cristo. É a virtude que emana de Cristo, que conduz ao genuíno arrependimento. [...] O arrependimento é um dom de Cristo tanto quanto o perdão, e não pode ser encontrado no coração em que Cristo não atuou. Assim como não podemos alcançar perdão sem Cristo, também não podemos arrepender-nos sem que o Espírito de Cristo nos desperte a consciência. Cristo atrai o pecado através da manifestação de Seu amor na cruz, e abranda-lhe o coração, impressiona-lhe o espírito e inspira-lhe à alma contrição e arrependimento (RH, 1º/4/1890).


Autora: Ellen G. White


20/12


domingo, 24 de janeiro de 2010

Novo nascimento em Cristo


Portanto, Eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Ezequiel 18:30


O instruído Nicodemos lera essas penetrantes profecias [Sl 51:10-13; Ez 36:26, 27] com a mente anuviada, mas agora começou a compreender o seu verdadeiro significado, e a entender que até mesmo um homem tão justo e honrado como ele precisava experimentar um novo nascimento através de Jesus Cristo, como a única condição pela qual poderia ser salvo e garantir a entrada no Reino de Deus. Jesus disse positivamente que a menos que uma pessoa nascesse de novo não poderia discernir o reino que Cristo veio à Terra para estabelecer. Perfeita exatidão na obediência à lei conferirá ao homem direito de entrar no reino do Céu.

Haverá um novo nascimento, uma nova mente pela atuação do Espírito de Deus, que purifica a vida e enobrece o caráter. Essa ligação com Deus habilita o homem para o glorioso reino do Céu. Nenhuma invenção humana pode jamais encontrar um remédio para o pecador. Unicamente por meio de arrependimento e humilhação, e submissão às exigências divinas, pode a obra da graça ser realizada. [...]

Nada menos que aceitação e aplicação prática da verdade divina abrem o Reino de Deus ao ser humano. Somente um coração puro e humilde, obediente e amorável, firme na fé e no serviço do Altíssimo, pode entrar ali. [...]

A serpente no deserto foi levantada em uma estaca perante o povo, para que todo que tivesse sido picado para a morte pela inflamada serpente pudesse contemplar a serpente de bronze, símbolo de Cristo, e ser imediatamente curado. Mas deviam olhar com fé, ou não teria proveito algum. Do mesmo modo as pessoas hoje devem olhar para o Filho do homem como seu Salvador para a vida eterna. O ser humano se separou de Deus pelo pecado. Cristo trouxe à Terra Sua divindade, coberta pela humanidade, para resgatar os seres humanos de sua perdida condição. A natureza humana é vil, e o caráter deve ser transformado antes de se harmonizar com o que é puro e santo no reino imortal de Deus. Essa transformação é o novo nascimento (ST, 15/11/1883).

Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

19/12


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Semelhante a Jesus no caráter


Pois, se eu vier a gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas abstenho-me para que ninguém se preocupe comigo mais do que em mim vê ou de mim ouve. 2 Coríntios 12:6

Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.

Essa obra unicamente pode ser efetuada pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. [...] O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele. Aqui é que o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57).

As Escrituras claramente revelam que a obra da santificação é progressiva. Quando na conversão o pecador acha paz com Deus mediante o sangue expiatório, apenas iniciou a vida cristã. [...]

Pedro nos apresenta os passos por que a santificação bíblica deve ser atingida: “Pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência temperança, e à temperança paciência, e à paciência piedade, e à piedade amor fraternal; e ao amor fraternal caridade [...] porque fazendo isto nunca jamais tropeçareis” (2Pe 1:5-10).

Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito. O profeta Daniel é um exemplo da verdadeira santificação. Seus longos anos foram cheios de nobre serviço a seu Mestre. Foi um homem “mui desejado” do Céu (Dn 10:11). [...]

Não pode haver exaltação própria, jactanciosa pretensão à libertação do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e esse pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido (GC, p. 469-472).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

18/12


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um inimigo atento e um povo sonolento


Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade. Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós, fortes; e isto é o que pedimos: o vosso aperfeiçoamento. 2 Coríntios 13:8, 9

Deus designou apóstolos, pastores, evangelistas e professores, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé. Deus declara a Seu povo: “Vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1Co 3:9). [...]

Os que querem trabalhar para Deus devem fazê-lo inteligentemente para suprir as deficiências em si mesmos e glorificar o Senhor Deus de Israel por permanecerem na luz e trabalharem à luz do Sol da Justiça. Assim conduzirão eles a igreja para a frente, para cima e rumo ao Céu, tornando cada vez mais distinta a sua separação do mundo.

Ao assemelharem seu caráter ao Modelo divino, não guardarão os homens a sua própria dignidade pessoal. Com cioso, insone, amável e devotado interesse, protegerão eles o sagrado interesse da igreja contra os males que ameaçam toldar e obscurecer a glória que Deus deseja que dela irradie. [...]

Nunca haverá um tempo na história da igreja em que o obreiro de Deus possa cruzar os braços e ficar à vontade, dizendo: “Há paz e segurança” (1Ts 5:3). Então é que vem a repentina destruição. Tudo se pode mover para a frente em meio a aparente prosperidade, mas Satanás está bem desperto, e está estudando e se aconselhando com seus anjos maus no sentido de descobrir outro modo de ataque em que possa ter êxito. A luta se tornará cada vez mais feroz da parte de Satanás, pois ele é movido por um poder inferior.

Ao avançar a obra do povo de Deus com santificada e irresistível energia, implantando na igreja o estandarte da justiça de Cristo, movida por um poder que vem do trono de Deus, a grande controvérsia se tornará cada vez mais forte, e se tornará cada vez mais determinada. Mente se aparelhará contra mente, plano contra plano, princípios de origem celestial contra princípios de Satanás. A verdade em seus variados aspectos estará em conflito com o erro em suas formas sempre variadas e crescentes, e que, se possível, enganariam os próprios escolhidos (TM, p. 406, 407).


Autora: Ellen G. White


17/12


sábado, 16 de janeiro de 2010

Olhe para Jesus e encontre perdão



Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Lucas 12:42, 43


Espero que ninguém fique com a idéia de que está obtendo o favor de Deus por confessar a seres humanos. Tem de haver na vida aquela fé que atua por amor e purifica a vida. O amor de Cristo subjugará as tendências sensuais. A verdade não só traz em si mesma a evidência de sua origem celestial, mas prova que, pela graça do Espírito de Deus, ela é eficaz na purificação da alma. O Senhor deseja que recorramos a Ele diariamente, com todas as nossas dificuldades e confissões de pecado, e Ele pode dar-nos descanso ao usarmos Seu jugo e levarmos Seu fardo. Seu Santo Espírito, com Sua afável influência, encherá o coração, e cada pensamento será levado cativo à obediência de Cristo.

Agora estou temerosa de que, por algum erro de sua parte, a bênção de Deus que lhes foi dada [...] se torne em maldição; que alguma falsa idéia venha à tona, fazendo-os, em poucos meses, ficar em pior condição do que antes do reavivamento. Se vocês não permanecerem vigilantes, aparecerão sob a pior luz possível diante dos incrédulos. Deus não seria glorificado com esse tipo de serviço espasmódico. Sejam cuidadosos para não levar as coisas a extremos e atrair permanente censura sobre a preciosa causa de Deus. A falha que muitos cometem é de, após terem sido abençoados por Deus, não buscarem, na humildade de Cristo, ser uma bênção aos outros. [...]

Não olhe para os homens nem ponha sua esperança neles, achando que são infalíveis, mas contemple a Jesus constantemente. Confesse seus pecados secretos somente a seu Deus. Confesse os descaminhos de seu coração Àquele que sabe perfeitamente como tratar seu caso. Se você tem defraudado seu próximo, reconheça o pecado [...] e mostre o fruto desse reconhecimento fazendo a restituição. Então reclame a bênção. Venha a Deus assim como está, e O deixe curar todas as suas enfermidades. Apresente o seu caso diante do trono da graça; deixe que a obra se complete. Seja sincero no trato com Deus e com sua alma. Se vier a Ele com o coração verdadeiramente contrito, Ele lhe dará a vitória (T5, p. 648, 649).


Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

16/12



Cristão segundo o coração de Deus


Porque a Minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o Senhor, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra. Isaías 66:2


Em Sua Palavra Deus nos indicou a única maneira pela qual deve ser realizada esta obra. Devemos efetuar um trabalho diligente e fiel, labutando pelas pessoas como quem deve prestar contas. “Arrependei-vos, arrependei-vos” era a mensagem proclamada por João no deserto. [...]

A mensagem de Cristo ao povo era: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13:5). E os apóstolos receberam a ordem de pregar por toda parte que os homens deviam arrepender-se. O Senhor quer que os Seus servos preguem hoje em dia a antiga doutrina evangélica de tristeza pelo pecado, arrependimento e confissão. Precisamos de sermões à moda antiga, costumes à moda antiga, pais e mães à moda antiga, em Israel, que tenham a ternura de Cristo.

Deve-se labutar perseverante, fervorosa e sabiamente pelo pecador, até que ele veja que é transgressor da lei de Deus e manifeste arrependimento para com Deus e fé para com o Senhor Jesus Cristo. Quando o pecador está ciente de sua condição desamparada e sente necessidade de um Salvador, ele pode chegar-se com fé e esperança ao “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Cristo aceitará a pessoa que vem ter com Ele em verdadeiro arrependimento. Ele não desprezará o coração quebrantado e contrito.

O grito de combate está soando ao longo da linha. Avance todo soldado da cruz, não em auto-suficiência, mas em mansidão e humildade de coração. A sua obra e a minha obra não cessarão nesta vida. Por um pouco de tempo poderemos descansar na sepultura; mas, quando vier o chamado, continuaremos nossa obra no reino de Deus para o progresso da glória de Cristo. Essa santa obra deve ser iniciada na Terra. Não devemos considerar nosso próprio prazer ou conveniência. Nossa pergunta deve ser: Que posso fazer para levar outros a Cristo? Como posso tornar conhecido aos outros o amor de Deus que excede todo entendimento? (ST, 27/12/1899).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

15/12


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deus prova seus filhos



Por isso, o Senhor espera, para ter misericórdia de vós, e se detém, para Se compadecer de vós, porque o Senhor é Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nEle esperam. Isaías 30:18


O evangelho destina-se a todos, e reunirá, como membros de igreja, homens e mulheres diferentes na educação, no caráter e na disposição. Entre esses haverá alguns que são naturalmente negligentes, que julgam ser a ordem orgulho, e que não é necessário ser tão exigentes. Deus não descerá a suas baixas normas. Ele lhes deu provações e instruções necessárias em Sua Palavra, e requer que sejam transformados a um caráter perfeito e santo. [...]

O povo de Deus tem alta e santa vocação. São representantes de Cristo. Paulo dirige-se à igreja de Corinto como àqueles que “são santificados em Cristo Jesus, chamados santos” (1Co 1:2). [...] Diz Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9).

Essas passagens foram planejadas para impressionar a mente com o sagrado e exaltado caráter da obra de Deus, e com a elevada e santa posição que Seu povo deve ocupar. Poderiam essas coisas ser ditas dos que não procuram ser refinados pela verdade?

O templo judaico foi construído de pedras cortadas e alisadas, das montanhas; e cada pedra foi adaptada ao lugar que lhe era destinado no templo, cortada, polida e provada antes de ser levada a Jerusalém. E quando todas foram levadas ao local, o edifício foi formado sem som de machado ou martelo. Esse edifício representa o templo espiritual de Deus, composto de material reunido de toda nação e língua e povo, de todas as classes, altas e baixas, ricas e pobres, cultas e ignorantes. Essas não são substâncias mortas, a serem adaptadas com martelo e cinzel. São pedras vivas tiradas da pedreira do mundo pela verdade; e o grande Construtor-Mestre, o Senhor do templo, está agora cortando-as e polindo-as, e ajustando-as a seus respectivos lugares no templo espiritual. Quando completos, esse templo será perfeito em todas as partes, a admiração dos anjos e dos homens; pois seu artífice e construtor é Deus. Verdadeiramente, os que devem formar esse glorioso edifício são “chamados santos” (RH, 6/5/1884).


Autora: Ellen G. White


14/12


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Temos um Advogado diante de Deus


Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força. Isaías 30:15


O Senhor reconhecerá cada esforço que faz por alcançar o Seu ideal para com você. Quando comete um erro, quando é traído em pecado, não julgue que não poderá orar, que não é digno de vir perante o Senhor. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1). Com os braços abertos aguarda o filho pródigo e o acolhe. [...]

Provações hão de sobrevir. Assim é que o Senhor refina a rudeza de seu caráter. Não murmure. Lamentando-se, torna mais difícil a provação. Honre a Deus com uma submissão bem disposta. Suporte pacientemente a pressão. Ainda que lhe tenha sido feito algum mal, conserve o amor de Deus no coração. [...]

As palavras são impotentes para descrever a paz e a alegria possuídas por aquele que pega a Deus em Sua Palavra. As provações não o perturbam, os desprezos não o afligem. O eu está crucificado. Dia a dia pode-se tornar mais pesados os seus deveres, suas tentações mais fortes, mais rigorosas as suas provações; ele, porém, não vacila; pois recebe força proporcional à sua necessidade (MJ, p. 97, 98).

Cristo, porém, não nos deu garantia alguma de que é fácil alcançar perfeição de caráter. Não se herda caráter perfeito e nobre. Não o recebemos por acaso. O caráter nobre é ganho por esforço individual mediante os méritos e a graça de Cristo. Deus dá os talentos e as faculdades mentais; nós formamos o caráter. É formado por combates árduos e relutantes com o próprio eu. As tendências herdadas devem ser banidas por um conflito após outro. Devemos esquadrinhar-nos detidamente e não permitir que permaneça traço algum incorreto.

Ninguém diga: Não posso corrigir meus defeitos de caráter. Se chegardes a essa decisão, certamente deixareis de alcançar a vida eterna. A impossibilidade está em nossa própria vontade. Se não quiser não vencerá. A dificuldade real vem da corrupção de um coração não santificado, e da involuntariedade de se submeter à direção de Deus (PJ, p. 331).

Autora: Ellen G. White


13/12


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Arrependimento para salvação



Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 2 Coríntios 7:10


O amor de Deus nunca induzirá a fazer parecer insignificante o pecado; nunca encobrirá ou desculpará uma ofensa não confessada. Adão aprendeu demasiado tarde que a lei de Deus, como o seu Autor, é imutável. Tem que ver com todos os nossos atos, pensamentos e sentimentos. Acompanha-nos, e atinge todo motivo secreto de ação. Condescendendo com o pecado, os homens são levados a considerar levianamente a lei de Deus. Muitos escondem suas transgressões dos semelhantes, e se lisonjeiam com o pensamento de que Deus não será estrito em notar a iniqüidade.

Sua lei, porém, é a grande norma de justiça, e com ela deve ser julgado todo ato da vida naquele dia em que Deus trará a juízo toda obra, com tudo quanto é secreto, seja bom, seja mau. A pureza do coração conduzirá à pureza da vida. Vãs são todas as desculpas para o pecado. Quem poderá pleitear pelo pecador quando Deus testificar contra ele? (FF, p. 214).

Genuíno arrependimento provém do senso do caráter repulsivo do pecado. Essas confissões gerais não constituem o fruto de verdadeira submissão diante de Deus. Deixam o pecador com um espírito orgulhoso para prosseguir como antes, até que sua consciência fique endurecida e as advertências que outrora tendiam a despertá-lo dificilmente produzam uma sensação de perigo, e, depois de algum tempo, sua conduta pecaminosa parece ser correta. Quando for demasiado tarde, seus pecados irão desmascará-lo, naquele dia em que nunca mais serão expiados com sacrifício nem com oferta. Há grande diferença entre admitir fatos depois de estarem provados e confessar pecados conhecidos unicamente por nós mesmos e Deus (DD, p. 132).

Acã, o indivíduo culpado, não sentiu o fardo. Aceitou-o com frieza. Nada encontramos no relato que signifique que ele sentiu pesar. [...]

A confissão de Acã, embora tarde demais para prover-lhe qualquer virtude salvadora, inocentava, entretanto, o caráter de Deus em Sua maneira de agir com ele, e fechou a porta da tentação que tão freqüentemente assaltava os filhos de Israel, de encarregarem os servos de Deus da obra que o próprio Deus lhes ordenara que cumprissem (SDABC2, p. 997).


Autora: Ellen G. White


12/12


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Proteção contra o engano



Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Marcos 14:38


Homens que professam ter nova luz, pretendendo ser reformadores, terão grande influência sobre certa classe de pessoas convencidas das heresias que existem no século presente, e que não estão satisfeitas com a condição espiritual das igrejas. Com coração verdadeiro e sincero, desejam estas ver uma mudança para melhor, no sentido de alcançar-se uma norma mais alta. Se os fiéis servos de Cristo apresentassem a essa classe a verdade pura e cristalina, a aceitariam e se purificariam pela obediência a ela. Mas Satanás, sempre vigilante, persegue os rastos dessas pessoas indagadoras. Alguém vai falar com elas, como se fosse um verdadeiro reformador, do mesmo modo que Satanás acercou-se de Cristo, disfarçado em anjo de luz, e as atrai ainda para mais longe do caminho da justiça.

A infelicidade e degradação que vêm após a licenciosidade, não podem ser avaliadas. O mundo está contaminado por seus habitantes. Quase que encheram a medida de sua iniqüidade; mas o que trará a mais pesada retribuição é a prática do pecado sob o disfarce da piedade. O Redentor do mundo nunca repele o arrependimento verdadeiro, por grande que seja a culpa; mas Ele lança ardentes acusações contra os fariseus e os hipócritas. Há mais esperança para o pecador aberto, do que para essa classe. [...]

Nesta época de corrupção, quando nosso adversário, o diabo, anda em derredor bramando como leão, buscando a quem possa tragar, vejo a necessidade de erguer minha voz em advertência: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mc 14:38). Há muitos que possuem talentos brilhantes, e que os devotam impiamente ao serviço de Satanás. [...] Muitos deles acariciam pensamentos impuros, imaginações ímpias, desejos não santificados e vis paixões. Deus aborrece o fruto produzido em semelhante árvore. Anjos, puros e santos, olham com aversão o seu procedimento, enquanto Satanás exulta.

Oh! que os homens e mulheres considerassem o que se ganha pela transgressão da lei de Deus! Sob toda e qualquer circunstância, a transgressão é desonra a Deus e maldição ao homem. Assim a devemos considerar, por lindo que seja seu disfarce e seja quem for que a pratique (T5, p. 144-146).


Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

11/12



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Jesus veio para unir o homem à divindade



Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, O dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Mateus 3:13-15


Ao cumprir “toda a justiça”, Cristo não veio acabar com a justiça. Ele cumpriu todos os requisitos de Deus em arrependimento, fé e batismo, os passos em graça na genuína conversão. Em Sua humanidade Cristo preencheu a medida das exigências da lei. Ele foi o cabeça da humanidade, seu substituto e fiador. Ao unir sua fraqueza com a natureza divina de Cristo, os seres humanos podem se tornar participantes do Seu caráter.

Cristo veio para dar exemplo da perfeita conformidade com a lei de Deus, requerida de todos – desde Adão, o primeiro homem, até ao último homem que viver na Terra. Ele declarou que Sua missão não era destruir a lei, mas cumpri-la em perfeita e integral obediência.

Dessa maneira Ele engrandeceu a lei e a fez gloriosa. Em Sua vida revelou Ele sua natureza espiritual. À vista dos seres celestiais, dos mundos não caídos, e de um mundo desobediente, ingrato e profano, Ele cumpriu os vastos princípios da lei. Ele veio para demonstrar que a humanidade, unida à divindade por viva fé, pode guardar todos os mandamentos de Deus.

As ofertas típicas apontavam para Cristo, e quando o sacrifício perfeito foi feito, as ofertas sacrificais não mais eram aceitas por Deus. O tipo encontrou-se com o antítipo na morte do Filho Unigênito de Deus. Ele veio para tornar claro o imutável caráter da lei, para declarar que a desobediência e a transgressão jamais podem ser premiadas com a vida eterna. Veio para a humanidade como homem, para que a humanidade pudesse tocar a divindade.

De modo algum, porém, Ele veio diminuir as obrigações dos mortais de serem perfeitamente obedientes. Ele não destruiu a validade do Antigo Testamento. Cumpriu aquilo que foi predito pelo próprio Deus. Ele não veio libertar o ser humano da lei: veio abrir um caminho através do qual pudessem obedecer à lei e ensinar outros a fazerem o mesmo (MR10, p. 2912, 293).


Autora: Ellen G. White


10/12


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O arrependimento segundo o coração de Deus



Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2:37, 38


Como pode alguém ser justo diante de Deus? Como pode o pecador ser justificado? É unicamente por meio de Cristo que podemos ser postos em harmonia com Deus, com a santidade; mas como devemos chegar a Cristo? Muitos fazem hoje a mesma pergunta que fez a multidão no dia de Pentecostes, quando, convencidos do pecado, clamaram: “Que faremos?” (At 2:37). A primeira palavra da resposta de Pedro foi: “Arrependei-vos” (v. 38). [...] E convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados” (At 3:19).

O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.

Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. [...]

Judas Iscariotes, depois de haver traído seu Senhor, exclamou: “Pequei, traindo sangue inocente” (Mt 27:4). A confissão foi arrancada de sua alma culpada, por uma horrível consciência de condenação e temerosa expectação do juízo. As conseqüências que o aguardavam enchiam-no de terror; mas não houve em sua alma uma profunda e dolorosa tristeza por haver traído o imaculado Filho de Deus e negado o Santo de Israel. [...] Todos esses lamentaram as conseqüências do pecado, mas não se entristeceram pelo próprio pecado.

Quando, porém, o coração cede à influência do Espírito de Deus, a consciência é despertada, e o pecador discerne alguma coisa da profundeza e santidade da lei de Deus, base de Seu governo no Céu e na Terra. [...] O pecador [...] vê o amor de Deus, a beleza da santidade, a exaltação da pureza; [e] anseia por ser purificado e reintegrado na comunhão do Céu (CC, p. 23, 24).


Autora: Ellen G. White


09/12