sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Como ocorre a conversão e mudança de vida ao filho de Deus?


No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano. Efésios 4:22

Deus agora o convida ao arrependimento, a ser zeloso em fazer a obra. Sua felicidade eterna será determinada pelo rumo que agora tomar. Pode você rejeitar os convites de misericórdia agora oferecidos? Pode escolher os próprios caminhos? Acariciará orgulho e vaidade e afinal perderá a vida eterna? A Palavra de Deus claramente nos afirma que poucos serão salvos, e que a grande maioria que foi chamada se provará indigna da vida eterna. Não têm parte no Céu, mas receberão sua recompensa com Satanás e experimentarão a segunda morte.

Homens e mulheres podem escapar à ruína se quiserem. É verdade que Satanás é o grande originador do pecado; contudo, isso não desculpa o pecado de ninguém, porque ele não pode forçar os seres humanos a fazer o mal. Tenta-os, procurando mostrar o pecado como sendo atrativo e agradável; mas terá que deixar que a pessoa decida praticá-lo ou não. Ele não força os homens a se embriagarem nem a permanecerem ausentes das reuniões religiosas. Mas apresenta tentações de modo a fascinar para o mal. O ser humano é um agente moral livre para aceitar ou recusar.

A conversão é uma obra que a maioria das pessoas não aprecia. Não é coisa pequena transformar um espírito terreno, amante do pecado, e levá-lo a compreender o inexprimível amor de Cristo, os encantos de Sua graça e a excelência de Deus, de maneira que a alma seja possuída de amor divino e fique cativa dos mistérios celestes. Quando a pessoa compreende essas coisas, sua vida anterior parece desagradável e odiosa. Aborrece o pecado; e, quebrantando o coração diante de Deus, abraça a Cristo como a vida e alegria da alma. Renuncia a seus antigos prazeres. Tem mente nova, novas afeições, interesses novos e nova vontade; suas tristezas, desejos e amor são todos novos. A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida até então preferidas a Cristo, são agora desviadas, e Cristo é o encanto de sua vida, a coroa de seu regozijo.

O Céu, que antes não possuía nenhum atrativo, é agora considerado em sua riqueza e glória; e ela o contempla como sua futura pátria, onde verá, amará e louvará Aquele que a redimiu por Seu precioso sangue (T2, p. 293, 294).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

08/12


Alegria no Céu por alguém que volta para Deus



Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. João 17:18, 19


Na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. “Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram” (Rm 3:11, 12). Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos. [...]

Os rabinos tinham um dito, segundo o qual há alegria no Céu quando alguém que pecou contra Deus é destruído; contudo, Jesus ensinava que a obra de destruição é estranha a Deus. Aquilo em que todo o Céu se compraz é a restauração da imagem de Deus nos homens por Ele criados.

Quando alguém que vagou longe no pecado procura voltar para Deus, encontrará suspeita e crítica. Há os que duvidarão de que o arrependimento seja genuíno, ou insinuarão: “Ele não tem estabilidade; não creio que resista.”

Tais pessoas não fazem a obra de Deus, porém a de Satanás, que é o acusador dos irmãos. Por suas críticas, o maligno espera desencorajá-las, afastá-las ainda mais da esperança e de Deus. Contemple o pecador arrependido a alegria do Céu pela volta daquele que se perdera. Confie no amor de Deus e não desanime de maneira alguma pelo escárnio e suspeita dos fariseus.

Os rabinos compreendiam que a parábola de Cristo se aplicava aos publicanos e pecadores; mas tinha uma significação mais ampla. Cristo representava pela ovelha perdida, não somente o pecador individual, mas o mundo que apostatou e se arruinou pelo pecado. Este mundo é apenas um átomo no vasto domínio sobre que Deus preside; contudo, este pequeno mundo perdido – a única ovelha extraviada – é mais precioso a Seus olhos, que as noventa e nove que não se desviaram do redil. [...]

Todo pecador que Cristo salvou é chamado a atuar em Seu nome pela salvação dos perdidos. Essa obra fora negligenciada em Israel. Não é também hoje negligenciada pelos que professam ser seguidores de Cristo? (PJ, p. 189-191).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

07/12


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Há um limite para o convite de Jesus à salvação



Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Apocalipse 2:4, 5

O Redentor do mundo declara que há maiores pecados do que aqueles pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqueles que ouvem o convite do evangelho chamando os pecadores ao arrependimento, e não o atendem, são mais culpados perante Deus do que o foram os moradores do vale de Sidim. E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária. À luz da advertência do Salvador, a sorte de Sodoma é um aviso solene [...]

O Salvador aguarda a resposta a Seus oferecimentos de amor e perdão, com uma compaixão mais terna do que aquela que move o coração de um pai terrestre para perdoar um filho transviado e sofredor. Ele clama aos errantes: “Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós” (Ml 3:7). Mas se aquele que vagueia, recusa persistentemente atender à voz que o chama com amor compassivo e terno, será finalmente deixado em trevas.

O coração que durante muito tempo desdenhou a misericórdia de Deus torna-se endurecido no pecado, e não mais é susceptível à influência da graça de Deus. Terrível será a sorte da pessoa da qual o Salvador, pleiteando por sua defesa, declarará finalmente: “Está entregue aos ídolos; deixa-o” (Os 4:17). Haverá menos rigor no dia do juízo para as cidades da planície do que para aqueles que conheceram o amor de Cristo, e contudo se desviaram à escolha dos prazeres de um mundo de pecado.

Vocês que estão a desdenhar os oferecimentos da misericórdia, pensem nos inúmeros registros que contra vocês se acumulam nos livros do Céu: pois há um relatório feito das impiedades das nações, das famílias, dos indivíduos. Deus pode suportar muito enquanto a conta prossegue; e convites ao arrependimento e oferecimentos de perdão podem ser feitos; contudo, tempo virá em que a conta se completará, em que se fez a decisão da alma, em que se fixou o destino do homem pela sua própria escolha. Dar-se-á então o sinal para ser executado o juízo (PP, p. 165).


Autora: Ellen G. White


06/12

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sob o manto da justiça de Cristo



Por isso, vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. Lucas 11:9, 10

Devemos entregar nosso coração a Deus, para que nos renove e santifique, e nos habilite para Sua corte celestial. Não devemos esperar por alguma ocasião especial, mas entregar-nos a Ele hoje, recusando-nos a ser servos do pecado. [...]

Quando começamos a compreender que somos pecadores, e então caímos sobre a Rocha a fim de sermos despedaçados, os braços eternos nos enlaçam, e somos levados bem perto do coração de Jesus. Então ficaremos encantados com Sua amabilidade e enojados de nossa justiça própria.

Precisamos chegar-nos bem ao pé da cruz. Quanto mais ali nos humilharmos, tanto mais exaltado nos parecerá o amor de Deus. A graça e justiça de Cristo nada valerão àquele que se julga são, que se considera razoavelmente bom, que se contenta com sua própria condição. Não há lugar para Cristo no coração daquele que não reconheça sua necessidade de divina luz e auxílio.

Diz Jesus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5:3). Há plenitude de graça em Deus, e podemos ter Seu Espírito e poder em grande medida. Não se alimentem com as bolotas da justiça própria, mas vão ao Senhor. Ele tem as melhores vestes para lhes dar, e Seus braços estão abertos para recebê-los. [...]

São provados por Deus mediante Sua Palavra. Não devem esperar por emoções maravilhosas, antes de crerem que Deus os ouviu; os sentimentos não devem ser seu critério, pois as emoções são mutáveis como as nuvens. Devem ter alguma coisa sólida como fundamento de sua fé. A palavra do Senhor é palavra de poder infinito, com o qual podem contar, e Ele disse: “Pedi e recebereis” (Jo 16:24). Olhem ao Calvário. Não disse Jesus ser Ele seu advogado? Não disse Ele que se pedirdes qualquer coisa em Seu nome o receberão? [...]

Devem ir a Deus como pecador arrependido, em nome de Jesus, o Advogado divino, para um Pai misericordioso e perdoador, crendo que Ele fará justamente o que prometeu. Que os que desejam a bênção de Deus batam, e esperem junto ao trono de misericórdia, com firme confiança (ME1, p. 327-329).


Autora: Ellen G. White


05/12


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O que significa ter vida nova em Crito Jesus?



Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:25, 26


Muitos que falam a outros da necessidade de um novo coração não sabem eles próprios o que significam essas palavras. Especialmente a juventude tropeça nesta expressão: “um coração novo” (Ez 36:26). Não sabem o que ela quer dizer. Esperam que se verifique mudança especial em seus sentimentos. A isso chamam conversão. Nesse erro milhares têm tropeçado e se perderam, não compreendendo a frase: “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3:7).

Satanás induz as pessoas a pensarem que, por terem experimentado êxtase de sentimentos, estão convertidas. Mas sua experiência não muda. Seus atos são os mesmos que antes. Sua vida não demonstra bons frutos. Oram freqüente e longamente, e constantemente se referem aos sentimentos que tiveram em tal e tal ocasião. Não vivem, porém, a vida nova. Estão iludidas. Sua experiência não vai além de sentimento. Edificam sobre a areia e, ao soprarem os ventos da adversidade, sua casa é assolada. [...]

Ao falar Jesus do novo coração, refere-Se Ele à mente, à vida, ao ser todo. Ter uma mudança de coração é retirar as afeições do mundo, e uni-las a Cristo. Ter um coração novo é possuir novo espírito, novos propósitos, motivos novos. Qual é o sinal de um coração novo? – A vida transformada. Há um morrer dia a dia, hora a hora, para o egoísmo e o orgulho.


Alguns cometem grande erro ao supor que uma alta profissão substituirá o verdadeiro serviço. Mas a religião que não é prática, não é genuína. A verdadeira conversão nos torna estritamente honestos em nosso relacionamento com os semelhantes. Torna-nos fiéis em nosso trabalho diário. Todo sincero seguidor de Cristo demonstrará que a religião bíblica o habilita a usar seus talentos no serviço do Mestre. [...]

São os nobres princípios introduzidos no trabalho que o tornam inteiramente aceitável à vista do Senhor. O verdadeiro serviço liga o mais humilde dos servos de Deus, na Terra, ao mais elevado de Seus servos nas cortes celestiais (MJ, p. 71-73).

Autora: Ellen G. White


04/12


domingo, 13 de dezembro de 2009

A Busca da perfeição



Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48

Significa muito ser um firme cristão. Significa andar com cautela diante de Deus, prosseguir para o alvo, para o prêmio da nossa soberana vocação em Cristo. Significa produzir muitos frutos para a glória dAquele que deu Seu Filho para morrer por nós. Como filhos e filhas de Deus, devem os cristãos esforçar-se por alcançar o elevado ideal perante eles colocado no evangelho. Não se devem contentar com nada menos que a perfeição. [...]

Tornemos a santa Palavra de Deus o nosso estudo, introduzindo em nossa vida seus santos princípios. Andemos diante de Deus em mansidão e humildade, diariamente corrigindo nossas faltas. Não separemos de Deus a alma, por meio do orgulho egoísta. Não acariciem um sentimento de elevada supremacia, julgando-se melhores que outros. “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1Co 10:12). Paz e descanso lhes advirão ao levarem sua vontade em sujeição à de Cristo. Então o amor de Cristo reinará no coração, levando em cativeiro ao Salvador as secretas fontes de ação. [...]

Há os que ouvem a verdade e se convencem de que vivem em oposição a Cristo. São condenados e arrependem-se de suas transgressões. Confiando nos méritos de Cristo, nEle exercendo verdadeira fé, recebem o perdão do pecado. Ao deixarem de fazer o mal e aprenderem a praticar o bem, crescem na graça e no conhecimento de Deus. Vêem que precisam sacrificar-se a fim de separar-se do mundo; e, depois de calcular o custo, consideram tudo como perda se tão-somente puderem ganhar a Cristo. Alistaram-se em Seu exército. Acha-se perante eles a luta e nela entram valorosa e alegremente, combatendo suas inclinações naturais e desejos egoístas, levando a vontade em sujeição à de Cristo. Diariamente buscam do Senhor graça para obedecer-Lhe, e são fortalecidos e ajudados.

Isso é verdadeira conversão. Em humilde e grata submissão, o que recebeu um coração novo confia no auxílio de Cristo. Revela na vida os frutos da justiça. Outrora amava a si mesmo. Os prazeres mundanos eram seu deleite. Agora o ídolo é destronado, e Deus reina supremo (YI, 26/9/1901).


Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

03/12


Concentre-se em Cristo



Então, convocando a multidão e juntamente os Seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me. Marcos 8:34

A Palavra de Deus dá a descrição de um verdadeiro cristão, que corresponde à obra do Espírito Santo no coração e na vida. Os filhos de Deus imediatamente sabem que possuem no próprio coração evidências de que são nascidos de Deus. [...] Isso significa profundidade e amplidão de experiência para seguir o Cordeiro aonde quer que Ele vá. A abnegação e o sacrifício próprio serão sempre encontrados no caminho que conduz pela porta estreita aos amplos prados das pastagens do Senhor.

Para os que crêem, Cristo é precioso. Seu Espírito, atuando no espírito e coração do crente, está em perfeita harmonia com aquilo que se acha escrito na Palavra. O Espírito e a Palavra harmonizam-se perfeitamente. Assim o Espírito testifica com o nosso espírito que somos nascidos de Deus.

Os que não encontram em seu coração semelhança alguma do grande padrão moral de justiça, a Palavra de Deus, não possuem um Cristo a confessar. Sua linguagem, seus pensamentos, não estão em harmonia com o Espírito de Cristo. Sua profissão de fé é falsa. Você pode porventura encontrar nata sobre a água? A alma precisa ter as vivificantes influências do fôlego de vida de Cristo a fim de poder revelar na conversação que Cristo, a esperança da glória, está formado no seu interior.

Ninguém colhe uvas de cardos. As palavras dos cristãos estarão de acordo com a sua alegria em Cristo. Os que estão perpetuamente falando de dúvidas e exigindo mais provas para banir sua nuvem de incredulidade não edificam sobre a Palavra. [...]

Grande infelicidade é ser um duvidador crônico, mantendo sempre em si mesmo os pensamentos. Enquanto contemplam o próprio eu, enquanto esse é o tema do pensamento e conversação, não podem esperar conformarem-se à imagem de Cristo. O próprio eu não é seu salvador. Não têm em vocês mesmos nenhuma virtude redentora. “Eu” é um barco por demais avariado para sua fé nele embarcar. Se a ele se confiar, certo naufragará. Ao bote salva-vidas, ao bote salva-vidas! Eis sua única salvação. Jesus é o Comandante do bote salva-vidas, e Ele jamais perdeu um passageiro (MR21, p. 22, 24).


Autora: Ellen G. White


02/12


Cristo, o grande Pastor



Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no Céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Lucas 15:7


O ministro deve ser um pastor. Nosso redentor é chamado de o grande pastor. O apóstolo escreve: “Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a Sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dEle, por Jesus Cristo” (Hb 13:20, 21). Por humildes, por elevados que possamos ser, quer nos achemos nas sombras da adversidade ou à luz do Sol da prosperidade, somos ovelhas dEle, rebanho de Seu pasto, e achamo-nos sob os cuidados do sumo Pastor.

Mas o grande Pastor possui seus sub-pastores, a quem delegou o cuidado de Suas ovelhas e cordeiros. O grande Pastor nunca perde um dentre os que estão sob Seus cuidados, nunca é indiferente mesmo para com o mais frágil do seu rebanho.


A bela parábola dada por Cristo, da ovelha perdida, do pastor que deixou as noventa e nove para ir em busca da perdida, ilustra o cuidado do sumo Pastor. Ele não passou os olhos descuidadamente sobre as ovelhas do rebanho, dizendo: “Tenho noventa e nove, e me dará demasiado trabalho ir em busca da desgarrada; ela que volte, e lhe abrirei a porta do curral e a deixarei entrar. Mas não posso ir em sua busca.”

Não! Pois, assim que a ovelha se desvia, o semblante do pastor fica cheio de tristeza e preocupação. Ele conta e reconta o rebanho, e quando se certifica de que uma ovelha está perdida, não descansa. Deixa no redil as noventa e nove; por escura e tempestuosa que seja a noite, por arriscado e incômodo o caminho, por longa e tediosa a procura, ele não se cansa, não hesita até que tenha encontrado a perdida. [...]

Quando é encontrada a perdida, Céu e Terra unem-se em regozijo e ações de graças. [...] Diz Jesus: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as Minhas ovelhas, e das Minhas sou conhecido” (Jo 10:14). Justamente como um pastor terrestre conhece suas ovelhas, assim conhece o sumo Pastor o Seu rebanho, espalhado, através do mundo todo (RH, 23/8/1892).


Autora: Ellen G. White


01/12


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Igreja Adventista brasileira nos Estados Unidos lança CD de coral infantil em português



coralO dia 21 de novembro de 2009 vai ficar na história de 30 crianças que compõe o Coral infantil Grow in Praise da Capital Brasilian temple, igreja Adventista brasileira de Washington DC, USA. Foi nesse dia que o Coral lançou seu primeiro CD com o título “Segundo o coração de Deus”. Com onze músicas gravadas por crianças de 2 a 12 anos, o CD tem o propósito de exaltar o nome de Jesus através da vida e dos ensinos deixados pelo Rei Davi.

O coral foi fundado em 2007 e o principal objetivo era ensinar as crianças a usar o louvor na vida diária. Muitos desafios surgiram, desde fazer as crianças ficar em pé e prestar atenção na regência até mesmo cantar em português, já que a maioria das crianças são alfabetizadas em inglês. Após muita dedicação e incentivo esses percalços se tornaram pequenos pois “através do ministério do coral infantil Grow in Praise nós podemos ver as crianças crescendo em graça e sabedoria para louvar e servir a Deus”, completa o Pastor Jimmy Cardoso.

As crianças que participaram do lançamento do CD estavam em festa. A programaçao durou duas horas e todas estavam euforicas por saber que esse era um projeto delas para Jesus. “Cantar no coral é bem legal, eu fico feliz em saber que eu gravei um CD”, diz Camila Pionatto de 5 anos. “Eu gosto de cantar no coral porque as musicas são legais e Jesus fica feliz quando eu louvo o Seu nome”, afirma Caroline Stabenow de 7 anos.

Os pais das crianças também comemoraram o progresso dos filhos. Segundo Telma Kerscbaumer o coral fez uma diferença imensa na vida da sua filha Olivia de três anos que era muito tímida. “Agora ela canta sozinha em casa quando está brincando ou fazendo qualquer outra coisa, o louvor passou a ser algo espontâneo na vida dela”. “O coral é mais um meio de preparar meus filos para o céu”, complementa Regineide Gonçalves.

Segundo o músico Clayton Nunes um coral faz toda diferença na vida de uma criança, “nunca se sabe a extensão de um trabalho como esse, em alguma fase da vida a criança vai lembrar desse momento e das palavras que cantou”.

Um CD como esse não faz diferença somente para a comunidade da igreja local mas também para muitos brasileiros que vivem nos Estados Unidos e ainda não conhecem a Jesus. “Essa é uma ótima opção de presente de Natal para amigos brasileiros não cristãos. Os brasileiros aqui adoram material em português e principalmente um material que transmite bons valores para as crianças”, ressalta o pai de uma das crianças, Emerson Souza.

Por Bruna Campos



A escola de Deus



Que homens se apoderem da Minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo. Isaías 27:5

Muitos há que erram e sentem a sua vergonha e loucura. Consideram seus enganos e erros até serem arrastados quase ao desespero. Não devemos desprezar essas pessoas. Quando alguém tem que nadar contra a correnteza, toda a força da mesma o impele para trás. Estenda-se-lhes uma mão auxiliadora, como o fez a Pedro [...], a mão do Irmão mais velho. Fale-lhe palavras de esperança, palavras que fortaleçam a confiança e despertem amor.

Seu irmão doente espiritualmente necessita de você, como você mesmo careceu do amor de um irmão. [...] O conhecimento de nossa própria debilidade deve auxiliar-nos a ajudar a outros que estejam em amarga necessidade. Nunca devemos passar por uma pessoa sofredora sem tentar comunicar-lhe o conforto com que fomos consolados por Deus.

A comunhão com Cristo, o contato pessoal com o Salvador vivo, é que habilita a mente, o coração e a alma a triunfar sobre a natureza inferior. [...] [O peregrino] necessita apertar uma mão cálida, confiar num coração cheio de ternura. Que sua mente se demore no pensamento de que Deus está ao seu lado, sempre contemplando-o com amor piedoso.

Ocupando-se nesta obra vocês têm companheiros invisíveis aos olhos humanos. Os anjos do Céu estavam ao lado do samaritano que cuidou do estrangeiro ferido. Os anjos das cortes celestes assistem a todos quantos fazem o serviço de Deus, cuidando dos semelhantes. E têm a cooperação do próprio Cristo. Ele é o Restaurador, e se trabalharem sob Sua superintendência, verão grandes resultados.

De sua fidelidade nessa obra não só depende o bem-estar de outros como também seu destino eterno. Cristo procura erguer todos quantos querem ser alçados à Sua companhia para que sejamos um com Ele, como Ele é um com o Pai. Permite que tenhamos contato com o sofrimento e calamidade para nos tirar de nosso egoísmo; procura desenvolver em nós os atributos de Seu caráter – compaixão, ternura e amor. Aceitando essa obra de beneficência entramos em Sua escola para sermos qualificados para as cortes de Deus (PJ, p. 387-389).

Autora: Ellen G. White


30/11


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Deus Se revela aos que tem sede de justiça



Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Salmo 42:1, 2

O Senhor tem verdades significativas para revelar aos que gostariam de compreender as coisas do Espírito. [..] Enquanto suas lições são revestidas de uma linguagem tão simples que uma criança as pode compreender, a verdade é tão profunda que até os mais instruídos podem ficar fascinados, e adorarem o autor de incomparável sabedoria. Apesar do mais sábio encontrar alimento para a alma em Sua mais simples declaração, o mais humilde pode compreender Sua verdade e apoderar-se de Suas promessas para a necessidade da alma.

Jesus ensinou homens e mulheres com o propósito de despertar o desejo para uma compreensão das coisas de Deus, para que pudessem contemplar a excelência do caráter divino, e solicitar a justiça de Cristo, na qual podem permanecer aceitos perante o Senhor Jeová.

Vocês têm na alma uma sensação de necessidade? Têm fome e sede de justiça? É isto então evidência de que Cristo operou em seu coração, criando essa intuição de necessidade, a fim de que O buscassem para que, mediante o outorgamento de Seu Espírito Santo, fizesse por vocês as coisas que lhes é impossível fazerem vocês mesmos. [...]

As parábolas de Cristo foram registradas, e, para o sincero e diligente pesquisador da verdade, seus significados serão explicados, e seus mistérios revelados. Os que não buscarem a verdade como a um tesouro escondido manifestarão o fato de que não desejam com sinceridade conhecer a verdade. Cristo ainda diz aos Seus verdadeiros seguidores: “Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus. [...] Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância” (Mt 13:11, 12).

Os que atenderem ao apelo de Cristo serão encontrados inquirindo quanto ao que é a verdade, para que seus pés possam ser direcionados ao caminho da justiça. Cristo está chamando a todos, mas nem todos respondem ao seu chamado. Os que sujeitam sua vontade à vontade de Deus, que estão dispostos a irem onde o Espírito do Senhor os levar, receberão a luz e andarão nela, buscarão ainda mais iluminação do Céu, e a “terão em abundância” (ST, 7/11/1892).


Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

29/11


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Graça e poder redobrados de Deus para este tempo do fim



O aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 2 Tessalonicenses 2:9, 10


A grande controvérsia entre o bem e o mal há de assumir proporções cada vez maiores até o seu final desenlace. Em todas as épocas a ira de Satanás esteve voltada contra a igreja de Cristo, motivo pelo qual Deus a dotou do Seu Espírito e de Sua graça para que pudesse enfrentar todas as oposições do mal. Ao receberem os apóstolos a incumbência de levar o evangelho até os confins da Terra e escrevê-lo para as gerações futuras, Deus lhes deu a iluminação do Seu Espírito.

À medida, porém, que a igreja se aproxima da hora de sua libertação definitiva, Satanás há de agir com redobrada energia. Ele desceu a vocês, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo (Ap 12:12). [...] Durante seis mil anos esse espírito superior, que ocupou outrora lugar preeminente entre os anjos de Deus, tem estado devotado a uma obra de destruição e engano. E toda habilidade e astúcia satânicas adquiridas, toda a crueldade desenvolvida nessa luta de longos séculos, serão empregadas contra o povo de Deus no conflito final.

É nesse tempo cheio de perigos que os seguidores de Cristo terão de anunciar ao mundo a mensagem do segundo advento de Cristo, a fim de preparar um povo “imaculado e irrepreensível” para a volta do Senhor (2Pe 3:14). Então, como nos dias dos apóstolos, a igreja terá necessidade de uma dotação especial da graça e poder divinos. [...]

Os esforços de Satanás para representar de maneira falsa o caráter de Deus, para fazer com que os homens nutram um conceito errôneo do Criador, e assim O considerem com temor e ódio em vez de amor; seu empenho para pôr de parte a lei divina, levando o povo a julgar-se livre de suas reivindicações e sua perseguição aos que ousam resistir a seus enganos, têm sido prosseguidos com persistência em todos os séculos. Podem ser observados na história dos patriarcas, profetas e apóstolos, mártires e reformadores (GC, p. 11-13).


Autora: Ellen G. White


28/11


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chaves que abrem corações



Com minha alma suspiro de noite por Ti e, com o meu espírito dentro de mim, eu Te procuro diligentemente; porque, quando os Teus juízos reinam na Terra, os moradores do mundo aprendem justiça. Isaías 26:9


É o amor do Salvador que constrange o mensageiro a levar a mensagem ao perdido. Oh, que maravilhosa é a insistência de Cristo com os pecadores! Apesar de Seu amor ser rejeitado pela recusa de corações duros e obstinados, Ele volta a suplicar com maior força: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3:20). Seu amor persuade com força cativante, até que as pessoas são compelidas a vir.

Os que vêm à ceia voltam-se para o amado Jesus e dizem: “A Tua clemência me engrandeceu” (2Sm 22:36). Ele os conquista pela palavra do Seu amor e poder; pois a Palavra de Deus é o bordão do Seu poder. Ele diz: “Não é a Minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jr 23:29).

Quando a Palavra de Deus é enviada diretamente ao coração humano através do Espírito Santo, ela é poderosa para demolir as fortalezas de Satanás. Homens e mulheres finitos não poderiam fazer coisa alguma na grande guerra, não fosse pela palavra de Deus. Não poderiam suplicar com sucesso aos corações humanos que são duros como aço, que estão ferrolhados e trancados para que Jesus ali não encontre entrada; mas o Senhor dota homens e mulheres com a Sua sabedoria, e o mais fraco pode se tornar como Davi, pela fé em Deus.

O Senhor toma os que são devotos a Ele, embora sejam incultos e humildes, e os envia adiante com Sua mensagem de advertência. Ele impressiona seu coração por meio de Seu Espírito, lhes dá força e energia espiritual, e eles são capacitados a ir adiante com a Palavra de Deus, e a constranger seres humanos a irem a Ele. Desse modo, muitas pessoas pobres e desfalecidas, que estão famintas pelo Pão da Vida, da fraqueza tiram força, se tornam valentes na peleja e põem em fuga os exércitos hostis.

“Não recuseis ao que fala” (Hb 12:25). Toda vez que se recusam a ouvir a mensagem da graça, fortificam-se na incredulidade. Toda vez que deixarem de abrir a porta do coração para Cristo, ficarão menos e menos inclinados a atender à voz dAquele que fala. Diminuiem as probabilidades de atender ao último apelo da graça. [...] Não deixem Jesus chorar por vocês, como chorou por Jerusalém, dizendo: “Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta” (Lc 13:34, 35) (RH, 24/9/1895).


Autora: Ellen G. White


27/11


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Como seremos julgados no Tribunal de Deus



Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, se é que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso. 1 Pedro 2:2, 3

Deus tomou toda provisão para a salvação de cada pessoa; mas se rejeitarmos o dom da vida eterna, comprado por preço infinito para nós, virá o tempo em que Deus também nos rejeitará de Sua presença, quer sejamos ricos ou pobres, nobres ou humildes, cultos ou incultos. Os princípios da justiça eterna terão completo controle no grande dia da ira de Deus.

Não ouviremos contra nós a acusação de pecados de grande significado que tenhamos cometido, porém a acusação será pela negligência dos nobres e piedosos deveres que nos foram ordenados pelo Deus de amor. Serão apontadas as deficiências do nosso caráter. Ficará então sabendo que todos os que são dessa forma condenados tiveram luz e conhecimento; foram-lhes confiados os talentos de seu Senhor, e foram achados infiéis a essa comissão. Será visto que não foi apreciada a segurança celeste, que não foi usado o capital no serviço de amor pelos outros, que não foi cultivada a fé e a devoção, por preceito e exemplo, nos que com eles se associaram. Serão julgados e punidos de acordo com a luz que receberam.

Deus requer que todo agente humano desenvolva todos os meios da graça que o Céu tem providenciado, e se torne mais e mais eficiente na obra do Senhor. Toda provisão tem sido feita a fim de que a piedade, pureza e amor do cristão se desenvolvam continuamente. [..]

Mas pensando que essa provisão tem sido feita, muitos que professam crer em Jesus não a manifestam pelo crescimento que testifica do poder santificador da verdade na vida e no caráter. Quando primeiro recebemos Jesus em nosso coração, somos como crianças na religião; mas não devemos ficar sempre como infantis na experiência. Precisamos crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo; devemos alcançar a completa estatura de homens e mulheres nEle. Precisamos avançar, obter novas e ricas experiências pela fé, crescendo em confiança, ânimo e amor, conhecendo a Deus e a Jesus Cristo a quem Ele enviou (YI, 8/6/1893).


Autora: Ellen G. White


26/11

O amor e o exemplo de Jesus nos constrange



Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. 1 Pedro 3:8, 9


Os que trabalham para Cristo devem ser puros, íntegros e dignos de confiança, sendo também bondosos, compassivos e corteses. Há um encanto no trato dos que realmente são corteses. Palavras bondosas, aspecto agradável e boas maneiras são de inestimável valor. Cristãos descorteses, por sua desconsideração aos outros, demonstram não estar em união com Cristo. É impossível estar em união com Cristo e ser descortês.

Todo cristão deve ser o que Cristo foi em Sua vida na Terra. Ele é o nosso exemplo, não somente em Sua ilibada pureza, mas também em Sua paciência, delicadeza e disposição cativante. Ele era firme como uma rocha no que dizia respeito à verdade e ao dever, sendo, porém, invariavelmente bondoso e cortês. Sua vida era uma ilustração perfeita de verdadeira cortesia. Sempre tinha um olhar bondoso e uma palavra de conforto para os necessitados e oprimidos.

Sua presença criava em casa uma atmosfera mais pura, e Sua vida era como um fermento operando entre os elementos da sociedade. Puro e incontaminado, andava entre os excluídos, os rudes, os descorteses; entre injustos publicanos, ímpios samaritanos, soldados pagãos, rústicos camponeses e a multidão mista. Proferia uma palavra de simpatia aqui, e outra palavra ali, ao ver homens fatigados e compelidos a levar pesados fardos. Partilhava de suas cargas e repetia-lhes as lições que aprendera da natureza, a respeito do amor e da bondade e da benevolência de Deus.

Procurava infundir esperança nos mais rudes e menos prometedores, dando-lhes a certeza de que podiam tornar-se irrepreensíveis e puros, obtendo tal caráter que evidenciasse serem eles filhos de Deus.

O amor de Cristo enternece o coração e abranda toda aspereza nas atitudes. Aprendamos dEle como combinar elevado senso de pureza e integridade com um temperamento agradável. Um cristão bondoso e cortês é o mais poderoso argumento que pode ser produzido em favor do evangelho (ME3, p. 237, 238).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


25/11



Jesus nossa fonte eterna de força e paz



Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti; meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Salmo 63:1

Nenhum agente humano pode suprir aquilo que satisfará a fome e a sede da alma. Mas Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo” (Ap 3:20). “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome; e quem crê em Mim nunca terá sede” (Jo 6:35).

Como precisamos de alimento para sustentar nossas forças físicas, assim necessitamos de Cristo, o pão do Céu, para manter a vida espiritual, e comunicar forças para efetuar as obras de Deus. Como o corpo está continuamente recebendo a nutrição que sustém a vida e o vigor, assim a alma deve estar constantemente comungando com Cristo, a Ele submissa, e confiando inteiramente nEle.

Como o fatigado viajante procura a fonte no deserto e, encontrando-a, sacia a sede abrasadora, assim há de o cristão ansiar e obter a pura água da vida, de que Cristo é a fonte.

Ao discernirmos a perfeição do caráter de nosso Salvador, havemos de desejar ser inteiramente transformados, e renovados à imagem de Sua pureza. Quanto mais conhecermos a Deus, tanto mais elevado será nosso ideal de caráter, e mais veemente o nosso anseio de Lhe refletir a imagem. Um elemento divino combina-se com o humano, quando a alma se dilata, em busca de Deus, e o ansioso coração pode exclamar: “Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dEle vem a minha esperança” (Sl 62:5). [...]

As palavras de Deus são a fonte da vida. Ao buscarem essas vivas fontes hão de, mediante o Espírito Santo, ser postos em comunhão com Cristo. Verdades familiares se apresentarão ao seu espírito sob novo aspecto; como o clarão de um relâmpago, novas significações cintilarão de textos familiares da Escritura; verão a relação de outras verdades com a obra da redenção, e saberão que Cristo os está guiando; que têm ao lado um Mestre divino (MDC, p. 18-20).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


24/11


domingo, 6 de dezembro de 2009

A graça de Jesus é ilimitada para fazer o bem



Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas coisas aos que Lhe pedirem? Mateus 7:11


Todos nós estamos sob a obrigação de negar o eu diariamente por amor a Cristo. Jesus diz: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16:24). “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após Mim não pode ser Meu discípulo” (Lc 14:27).

Ao recorrermos a Deus a cada passo, implorando por sabedoria divina à medida que avançamos, buscando luz e graça para que em toda e qualquer circunstância possamos fazer aos outros como gostaríamos que eles fizessem a nós se estivessem em nosso lugar, sentiremos a necessidade de cumprir os amplos e profundos requisitos da santa lei de Deus. Assim perderemos de vista o eu e, olhando para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, depositaremos no alicerce obras de misericórdia, bondade, compaixão e amor que são comparadas com ouro, prata e pedras preciosas, que o fogo dos últimos dias não poderá consumir.

O Senhor Jesus é nossa eficiência em todas as coisas; Seu Espírito deve ser nossa inspiração; e, ao colocarmo-nos em Suas mãos para ser condutos de luz, jamais se esgotarão nossos recursos para fazer o bem, pois os recursos do poder de Jesus Cristo estarão ao nosso dispor. Podemos tirar de Sua plenitude, e receber daquela graça que não tem limites. O Capitão de nossa salvação quer, a cada passo, ensinar-nos que um poder onipotente está às ordens da fé viva. Diz Ele: “Sem Mim nada podereis fazer” (Jo 15:5); declara, porém, ainda, “que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço e as fará maiores do que estas, porque Eu vou para Meu Pai” (Jo 14:12).

Devemos orar sem cessar. Ao suplicarmos ao trono da graça, em nome de Cristo, a promessa é certa: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14:13). “Até agora nada tendes pedido em Meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16:24). Quando você faz de Deus a sua confiança, quando roga a Ele com todo o seu coração, você o encontrará. “Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-Me aqui” (Is 58:9) (RH, 30/10/1894).


Autora: Ellen G. White


23/11


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A bíblia e a perseguição aos cristãos


Sereis odiados de todos por causa do Meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo. Marcos 13:13

Os servos de Cristo não deviam preparar determinado discurso para apresentar, quando levados a juízo. Sua preparação devia ser feita dia a dia, entesourando as preciosas verdades da Palavra de Deus, e robustecendo a própria fé mediante a oração. Quando levados a julgamento, o Espírito Santo lhes traria à memória as próprias verdades que fossem necessárias.

Um diário e sincero esforço para conhecer a Deus, e Jesus Cristo, a quem Ele enviou, traria poder e eficiência à alma. O conhecimento obtido por meio de diligente exame das Escrituras seria trazido, qual relâmpago, a iluminar a memória no momento oportuno. Mas se alguém houvesse negligenciado relacionar-se com as palavras de Cristo, se nunca houvesse experimentado o poder da graça na provação, não poderia esperar que o Espírito Santo lhe trouxesse à lembrança as Suas palavras. Deviam servir diariamente a Deus com não dividida afeição, e então confiar nEle.

Tão amarga era a inimizade contra o evangelho, que mesmo os mais ternos laços terrestres seriam desconsiderados. Os discípulos de Cristo seriam entregues à morte pelos membros da própria família. [...] Advertiu-os, porém, a que não se expusessem desnecessariamente à perseguição. Ele próprio deixou muitas vezes um campo de labor em busca de outro, a fim de escapar dos que Lhe procuravam a vida. Quando rejeitado em Nazaré, e Seus próprios concidadãos tentavam matá-Lo, Ele desceu a Cafarnaum, e aí o povo se admirou de Seus ensinos; “porque a Sua palavra era com autoridade” (Lc 4:32). Assim, Seus servos não se deveriam desanimar diante da perseguição, mas procurar um lugar onde pudessem trabalhar ainda pela salvação de pessoas.

O servo não é mais que seu senhor. O Príncipe do Céu foi chamado Belzebu, e Seus discípulos serão da mesma maneira apresentados sob um falso aspecto. Seja qual for o perigo, porém, os seguidores de Cristo devem confessar seus princípios. Devem desdenhar a dissimulação. Não podem permanecer sem se expor até se certificarem de estar a salvo ao confessar a verdade. São colocados como atalaias, para advertir os homens contra o perigo em que estão. A verdade recebida de Cristo deve ser comunicada franca e abertamente a todos (DTN, p. 355).


Autora: Ellen G. White


22/11


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O amor era a única obrigação de Jesus


Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a Tua misericórdia e, durante as noites, a Tua fidelidade. Salmo 92:1, 2


Cristianismo prático significa trabalhar junto com Deus cada dia; trabalhando por Cristo, não agora e depois, mas continuamente. Uma negligência em revelar retidão prática em nossa vida representa negação de nossa fé e do poder de Deus. Deus está à procura de um povo santificado, um povo separado para Seu serviço, um povo que dará atenção e aceitará o convite: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim” (Mt 11:29).

Quão fervorosamente Cristo Se dedicou à obra de nossa salvação! Que dedicação revelou Sua vida, ao procurar valorizar o homem caído, atribuindo a todo pecador arrependido e crente os méritos de Sua imaculada justiça! Quão incansavelmente trabalhava Ele! No templo e na sinagoga, nas ruas das cidades, na praça, na oficina, junto ao mar, entre as montanhas, pregava Ele o evangelho e curava os doentes. Deu de Si totalmente, a fim de que pudesse efetuar o plano da graça remidora.

Cristo não estava sob obrigação nenhuma de fazer esse grande sacrifício. Voluntariamente se entregou para sofrer a punição devida ao transgressor de Sua lei. Seu amor era Sua obrigação única, e sem um queixume suportou Ele toda dor e recebeu toda indignidade que eram parte do plano da salvação. [...]

Tendo diante de si a Sua vida de labuta e sacrifício, podem porventura aqueles que professam o Seu nome hesitar em se negar a si mesmos, tomar a cruz e segui-Lo? Ele Se humilhou às mais baixas profundezas a fim de que nós fôssemos erguidos às alturas da pureza e santidade e perfeição. Tornou-Se pobre para que pudesse derramar em nossa vida opressa pela pobreza a plenitude de Suas riquezas. Suportou a cruz de ignomínia a fim de que nos pudesse dar paz, descanso e alegria, e fazer-nos participantes das glórias de Seu trono.

Não deveríamos apreciar o privilégio de trabalhar para Ele, e estarmos ansiosos para praticar o desprendimento e a abnegação por amor a Ele? Não deveríamos devolver a Deus tudo que Ele redimiu, as afeições que purificou e o corpo que comprou, para serem guardados em santificação e santidade? (RH, 4/4/1912).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

21/11

O único Deus


Derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura. Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus. Deuteronômio 7:5, 6


Deus desejava que Seu povo entendesse que somente Ele devia ser o objeto do seu culto. Quando derrotassem as nações idólatras ao seu redor, não deviam preservar nenhuma das imagens de sua adoração, mas destruí-las totalmente. Muitas dessas divindades pagãs eram caras e belíssimas esculturas, que podiam tentar aqueles que haviam testemunhado a idolatria, muito comum no Egito, a mesmo considerar esses objetos insensíveis com algum grau de reverência. O Senhor queria que Seu povo soubesse que era por causa da idolatria daquelas nações, que as conduzira a todos os graus da impiedade, que Ele usaria os israelitas como Seus instrumentos para puni-los e destruir seus deuses. [...]

E porei os teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti” (Êx 23:31). [...]

Essas promessas de Deus a Seu povo foram condicionadas à obediência. Se servissem ao Senhor inteiramente, Ele faria grandes coisas por eles. Depois de Moisés ter recebido os juízos de Deus, tendo-os escrito para o povo, e também as promessas, condicionadas à obediência, disse-lhe o Senhor: “Sobe ao Senhor, tu e Aarão, Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e inclinai-vos de longe. E só Moisés se chegará ao Senhor; mas eles não se cheguem, nem o povo suba com ele. Vindo pois Moisés, e contando ao povo todas as palavras do Senhor, e todos os estatutos, então o povo respondeu a uma voz, e disseram: Todas as palavras, que o Senhor tem falado, faremos” (Êx 24:1-3).

Moisés escrevera, não os Dez Mandamentos, mas as ordenanças que Deus queria que observassem, e as promessas sob condição de sua obediência a Ele. Leu isto ao povo, e eles se comprometeram a obedecer a todas as palavras que o Senhor tinha dito. Moisés então escreveu seu solene compromisso num livro e ofereceu sacrifício a Deus pelo povo. “E tomou o livro do concerto, e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o Senhor tem falado faremos e obedeceremos” (v. 7) (HR, p. 143-145).


Autora: Ellen G. White


20/11


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Luz em um mundo em trevas



Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois Esse que adorais sem conhecer é precisamente Aquele que eu vos anuncio. Atos 17:23


Jesus ensinou aos discípulos, que eram devedores tanto aos judeus como aos gregos, aos sábios como aos iletrados, e fê-los compreender que a distinção de raça, as castas e as linhas de demarcação traçadas pelos homens, não são aprovadas pelo Céu, não devendo ter influência na obra de disseminar o evangelho. Os discípulos de Cristo não deviam fazer distinção entre seu próximo e seus inimigos, mas considerar todo homem como alguém necessitado de auxílio, assim como deviam considerar o mundo o seu campo de trabalho, buscando salvar os perdidos.

Jesus deu a cada homem a sua obra, tirando-o do estreito círculo que seu egoísmo lhe prescrevera, aniquilando fronteiras territoriais e todas as distinções artificiais da sociedade; Ele não delimita fronteiras para o zelo missionário, mas ordena a Seus seguidores que estendam seus trabalhos até aos confins da Terra. [...]

O campo de trabalho apresenta uma vasta comunidade de seres humanos que estão nas trevas do erro, que estão cheios de saudade, que estão orando a Alguém que não conhecem. Eles precisam ouvir a voz dos que são obreiros juntamente com Deus, dizendo-lhes, como Paulo disse aos atenienses: “Pois Esse que adorais sem conhecer é precisamente Aquele que eu vos anuncio.”

Os membros da igreja de Cristo devem ser fiéis obreiros no grande campo de colheita. Devem estar trabalhando diligentemente e orando com sinceridade, fazendo progresso, e difundindo a luz em meio à escuridão moral do mundo; pois não estão os anjos do Céu concedendo-lhes inspiração divina? Jamais devem pensar, e muito menos falar de fracasso em sua obra. [...] Devem estar cheios de esperança, sabendo que não confiam em habilidades humanas ou recursos finitos, mas no prometido auxilio divino, o ministério dos agentes celestiais que estão se empenhando em abrir o caminho diante deles. [...]

Anjos de Deus abrirão o caminho diante de nós, preparando corações para a mensagem do evangelho, e o poder prometido acompanhará os obreiros, e a glória do Senhor será a tua retaguarda” (Is 58:8) (RH, 30/10/1894).

Autora: Ellen G. White


19/11


O amor e a misericórdia de Jesus



As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a Tua fidelidade. Lamentações 3:22, 23


“Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lc 6:36). O Senhor honra Seus agentes humanos tomando-os em parceria consigo mesmo. O coração de Cristo está cheio de misericórdia perdoadora e de verdade. Ele é afligido em todas as aflições de Seu povo. Devemos ser compassivos, e encontrar alegria ao vir, com bondoso interesse, curar as feridas dos que foram perseguidos e deixados semimortos pelas mãos cruéis do destruidor. Devemos estar prontos para curar as feridas que o pecado fez.

Os que fazem isto são ministros de Cristo, e em Seus representantes o mundo tem diante de si um testemunho vivo do amor de Deus. Deus é revelado diante do mundo por meio dos que praticam as obras de Cristo e através de Seus mensageiros Ele é conhecido como um Deus de misericórdia, bondade e perdão. “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Rm 8:32). [...]

Homens e mulheres não mais seriam escravos do pecado se tão-somente se desviassem das sedutoras e ilusórias atrações de Satanás, e olhassem para Jesus o suficiente para ver e compreender o Seu amor. Novos hábitos serão formados e fortes propensões para o mal serão refreadas. Nosso Líder é um vencedor, e Ele nos guia para a vitória certa.

Nosso Advogado, Jesus, está intercedendo diante do trono de Seu Pai em nosso favor, e Ele também está pleiteando com o pecador, dizendo: “Convertei-vos, pois por que haveis de morrer?” Não fez Deus todo o possível através de Cristo para nos livrar do engano satânico? [...] Não é Ele o Salvador ressurreto, vivendo continuamente para fazer intercessão por nós? Não está Ele constantemente prosseguindo em Sua grande obra de expiação por meio da atuação do Espírito Santo em cada coração? O arco de misericórdia ainda cobre o trono de Deus, testificando do fato de que toda pessoa que crê em Cristo como Salvador pessoal deverá ter a vida eterna. Misericórdia e justiça são combinadas no procedimento de Deus para com Sua herança (ST, 19/9/1895).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

18/11