segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aflições são bênçãos disfarçadas?


Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu. Salmo 42:11

Temos aprendido no meio de sombrias providências que não é sábio seguir a própria vontade ou caminho, e não considerar e refletir sobre a fidelidade divina. Sinto que somos aqueles que podem compreender e simpatizar-se um com o outro. Estamos unidos pela graça de Jesus Cristo e nos laços de afinidades cristãs santificados pelas aflições. [...]

Aflições são freqüentemente misericórdias disfarçadas. Não sabemos o que seríamos sem elas. Quando Deus, em Sua misteriosa providência, impede todos os nossos acariciados planos, e recebemos tristeza no lugar de alegria, devemos nos curvar em submissão e dizer: “Seja feita a Tua vontade, ó Deus.” Precisamos alimentar uma calma e devota confiança nAquele que nos ama, e que deu Sua vida por nós. “O Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida. Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?” [...]

O Senhor considera nossas aflições. Graciosa e distintamente, Ele as limita e as distribui. Como um refinador de prata, Ele nos observa a cada momento até que a purificação seja completa. A fornalha serve para purificar e refinar, não para destruir e consumir. Ele motivará aqueles que colocam sua confiança nEle a cantarem das misericórdias no meio de juízos. Ele está observando para conceder, quando mais for necessário, novas e frescas bênçãos, força no momento de fraqueza, auxílio na hora de perigo, amigos na hora de solidão, simpatia, humana e divina, na hora de tristeza.

Estamos caminhando rumo à pátria. Ele, que nos ama tanto a ponto de morrer por nós, construiu-nos uma cidade. A Nova Jerusalém é nosso lugar de descanso. Não haverá tristeza na Cidade de Deus. Nenhum vestígio de tristeza. Nenhum lamento de esperanças frustradas será novamente ouvido (FD, p. 223, 224).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

17/11


Em Jesus a vitória é garantida



Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo. João 16:33

Cristo veio ao mundo como um penhor para a humanidade, preparando o caminho para que todos alcancem a vitória ao conceder-lhes poder moral. Não é Seu desejo que alguém seja colocado em desvantagem. Ele não deixaria os que estão se esforçando para vencer, assustados e desencorajados pelos astuciosos ataques da serpente. “Tende bom ânimo”, Ele diz, “Eu venci o mundo.”

Com este General a nos guiar para a vitória, podemos, de fato, ter alegria e coragem. Ele veio como nosso campeão. Ele tem conhecimento das batalhas que devem combater todos os que estão em inimizade contra Satanás. Ele apresenta diante de Seus seguidores um plano de batalha, salientando suas peculiaridades e severidade, e alertando-os a não se unirem ao Seu exército sem primeiro calcularem o custo. Ele lhes diz que a vasta confederação do mal está armada contra eles e lhes mostra que estão lutando com um mundo invisível, e que Seu exército não é composto meramente de seres humanos. Seus soldados são colaboradores com os agentes celestiais, e com Alguém mais elevado que a categoria dos anjos, pois o Espírito Santo, o representante de Cristo, está ali.

Então Cristo intima cada decidido seguidor, cada verdadeiro soldado, a lutar por Ele, assegurando-lhes que há libertação para todo aquele que obedecer às Suas ordens. Se os soldados de Cristo aguardarem fielmente as ordens de seu Comandante, o êxito os acompanhará em sua luta contra o inimigo. Não importa quanto sejam assediados, no fim serão triunfantes.

Suas fraquezas podem ser muitas, grandes os seus pecados, sua ignorância aparentemente irredutível; se, porém, reconhecerem sua fraqueza, e buscarem de Cristo o auxílio, Ele será sua eficiência. Ele está sempre pronto para aclarar a sua lentidão e [ajudá-los a] vencer sua pecaminosidade. Ao se valerem do Seu poder, seu caráter será transformado; serão envolvidos com uma atmosfera de luz e santidade. Através dos méritos de Cristo e do poder concedido, serão “mais que vencedores” (Rm 8:37). Ajuda sobrenatural lhes será dada, capacitando-os em suas fraquezas para fazerem as obras da onipotência. (ST, 27/5/1897).

Autora: Ellen G. White


16/11

domingo, 29 de novembro de 2009

Religião no lar e a volta de Jesus


Mas quem poderá suportar o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer? Porque Ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavandeiros. Malaquias 3:2


Estamos rapidamente nos aproximando do fim da história da Terra. O fim está bem próximo, muito mais próximo do que muitos supõem, e sinto a responsabilidade de enfatizar ao nosso povo a necessidade de buscar ao Senhor com sinceridade. Muitos estão dormindo e o que pode ser dito para despertá-los de seu sono carnal? O Senhor deseja ver Sua igreja purificada antes que Seus juízos caiam de modo mais evidente sobre o mundo. [...]

Como os levitas, o povo escolhido de Deus é separado por Ele para Sua obra especial. Todo verdadeiro cristão carrega as credenciais sacerdotais. Todos são honrados com a sagrada responsabilidade de representar ao mundo o caráter de seu Pai Celeste. Devem atentar bem às palavras: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48). [...]

Fui instruída a insistir mais seriamente com nosso povo quanto à necessidade de religião no lar. Entre os membros da família deve sempre existir consideração bondosa e atenta. Manhã e noite, unam-se os corações em culto reverente. No período da noite, indague cada membro da família o próprio coração. Seja endireitado todo mal cometido. Se, durante o dia, alguém procedeu mal contra outrem ou proferiu palavras injuriosas, busque o transgressor perdão daquele a quem ofendeu.

Muitas vezes se sofre da fobia de ofensas, e criam-se incompreensões e aborrecimentos que não têm razão de ser. Se for dada oportunidade àquele que é suspeitado de haver procedido mal, poderia ele dar explicações que produziriam alívio nos demais membros da família.

“Confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros” (Tg 5:16, NVI), para que sarem de todas as suas enfermidades espirituais, e possam ser mudadas as tendências pecaminosas. Façam trabalho diligente para a eternidade. Orem fervorosamente ao Senhor e apeguem-se à fé. Não confiem no braço da carne, mas confiem implicitamente na guia do Senhor. Diga cada qual agora: “Quanto a mim, eu me separarei do mundo, e servirei o Senhor de todo o coração” (RH, 8/11/1906).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


15/11


Revelando o amor de Deus



De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando. Salmo 5:3


Leitor cristão, permita que o grande propósito que constrangeu Paulo a seguir avante em face de sofrimento e dificuldade o leve a se consagrar completamente ao serviço de Deus. Tudo que lhe vier às mãos para fazer, faça conforme as suas forças. Que a sua oração diária seja: “Senhor, ajuda-me a fazer o meu melhor. Ensina-me como fazer um trabalho melhor. Ajuda-me a incluir em meu serviço o amorável ministério do Salvador.”

A responsabilidade de cada agente humano é medida pelos dons que lhe foram confiados. Todos devem ser obreiros; mas sobre o obreiro que teve maiores oportunidades e maior clareza mental na compreensão das Escrituras repousa a mais elevada responsabilidade. Todos os recebedores devem considerar a si mesmos responsáveis para com Deus e usar seus talentos para a glória de Deus.

O êxito na obra de Deus não é resultado de sorte, acaso, ou destino; é a realização da providência divina e a recompensa da fé e discrição, da virtude e do trabalho perseverante. [...]

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Este é o amor que constitui o cumprimento da lei. Toda pessoa cujo coração está cheio de compaixão pela humanidade caída, que ama com um propósito, revelará esse amor executando ações semelhantes às de Cristo. O verdadeiro cristianismo difunde amor através do ser todo. Toca em todas as partes vitais – cérebro, coração, mãos ajudadoras, pés – habilitando os homens a permanecer firmes onde Deus requer que estejam. A contemplação dAquele que nos amou e a Si mesmo Se deu por nós tornará a vida fragrante e dará poder para aperfeiçoar uma experiência cristã.

Nós podemos, nós podemos revelar a semelhança de nosso divino Senhor. Podemos conhecer a ciência da vida espiritual. Podemos glorificar a Deus em nosso corpo e nosso espírito, que são Seus. Cristo nos mostrou o que poderemos realizar através da cooperação com Ele. “Permanecei em Mim”, Ele diz, “e Eu permanecerei em vós” (Jo 15:4) (RH, 4/4/1912).


Autora: Ellen G. White


14/11


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A alegria de ser cristão



Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. [...] É Ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 2 Coríntios 1:3, 4


Se nosso povo não se agrada muito do serviço ministerial, é ainda mais importante que coloquem a si mesmos em direta relação com Deus, para que possam receber Suas bênçãos e se tornar um conduto de luz para outros. Muito mais está incluso no termo “trabalho missionário” do que comumente é pressuposto. Cada verdadeiro seguidor de Cristo é um missionário, e há quase que uma infinidade de modo de atuar.

Mas existe uma coisa que é freqüentemente omitida e negligenciada. A obra de tornar as reuniões sociais e de oração tão interessantes quanto possível. Se todos cumprissem suas obrigações com fidelidade, estariam tão cheios de paz, fé e coragem, e teriam tal experiência para relatar quando viessem às reuniões, que outros seriam influenciados pelos seus testemunhos claros e poderosos sobre Deus. [...]

Se não permitirem que a escuridão e a descrença entrem em seu coração, essas não serão manifestadas em suas reuniões. Não agradem o inimigo demorando-se no lado escuro de suas experiências, mas confiem mais completamente em Jesus a fim de conseguir ajuda para resistir à tentação. Se pensássemos e falássemos mais em Jesus e menos em nós mesmos, teríamos muito mais de Sua presença em nossas reuniões.

Quando deixamos que a nossa experiência cristã pareça aos descrentes, ou uns aos outros, ser desagradável, cheia de provas, dúvidas e dificuldades, desonramos a Deus; e não representamos corretamente a Jesus ou a fé cristã. Temos um amigo em Jesus, que nos tem dado a mais marcante evidência de Seu amor, e que é capaz e está disposto a dar a vida e a salvação a todos os que a Ele se dirigem. [...]

Não é necessário estar sempre tropeçando e nos arrependendo, lamentando e escrevendo amarguras contra nós mesmos. Para que a nossa alegria seja completa é nosso privilégio crer nas promessas da Palavra de Deus e aceitar as bênçãos que Jesus ama conceder (RH, 20/7/1886).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

13/11

Cristo purifica nossos atos de adoração



Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos Céus. Hebreus 8:1


Cristo Jesus é representado como estando continuamente junto ao altar, oferecendo a cada momento o sacrifício pelos pecados do mundo. É Ele ministro do verdadeiro tabernáculo, do qual o Senhor é construtor, e não o homem. As prefigurações simbólicas do tabernáculo judeu não mais possuem qualquer virtude. Não mais tem que ser feita a diária e anual expiação simbólica, mas o sacrifício expiatório por meio de um mediador é necessário, por causa do constante cometimento de pecado. Jesus está oficiando na presença de Deus, oferecendo Seu sangue derramado, como de um cordeiro morto. Jesus apresenta a oblação oferecida por toda ofensa e toda fraqueza do pecador.

Cristo, nosso Mediador, e o Espírito Santo estão constantemente intercedendo em favor do homem, mas o Espírito não pleiteia por nós como faz Cristo, que apresenta Seu sangue, derramado desde a fundação do mundo; o Espírito opera em nosso coração, extraindo dele orações e penitência, louvor e ações de graças. [...]

Os cultos, as orações, o louvor, a penitente confissão dos pecados, sobem dos crentes fiéis, como incenso ao santuário celestial, mas ao passar através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. [...]

Todo o incenso dos tabernáculos terrestres tem de ser umedecido com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele lança perante o Pai o incenso de Seus próprios méritos, no qual não há mancha de corrupção terrestre. No incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável. Voltam então graciosas respostas.

Oh, que todos pudessem ver que quanto a obediência, penitência, louvor e ações de graças, tudo tem que ser colocado sobre o ardente fogo da justiça de Cristo! A fragrância desta justiça ascende qual nuvem em torno do propiciatório (SDABC6, p. 1077, 1078).



Autora: Ellen G. White


12/11


Os anjos participam conosco na adoração ao Criador



Então, ouvi que toda criatura que há no Céu e sobre a Terra[...] estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. Apocalipse 5:13


A igreja de Deus na Terra é uma com a igreja de Deus no Céu. Os crentes na Terra, e os que não caíram nunca, no Alto, formam uma igreja. Todo ser celestial se interessa nas assembléias dos santos, que na Terra se reúnem para adorar a Deus em espírito e verdade, e na beleza da santidade. No pátio interior do Céu, eles escutam os testemunhos das testemunhas de Cristo no pátio exterior da Terra, e os louvores e ações de graças que vão da igreja embaixo são colhidos na antífona celeste, e ressoa o louvor e o regozijo pela corte celeste, por Cristo não haver morrido em vão pelos caídos filhos de Adão.

Enquanto os anjos bebem da fonte de origem, os santos na Terra bebem das puras correntes que procedem do trono de Deus, alegrando a cidade de Deus. Oh, se pudéssemos todos avaliar quão próximo da Terra está o Céu! Ainda que os filhos da Terra não o saibam, têm os anjos de luz como companheiros; pois os mensageiros celestes são enviados para ministrar aos que hão de herdar a salvação.

Uma testemunha silenciosa guarda todo ser vivente, procurando conquistá-lo e atraí-lo para Cristo. Os anjos nunca deixam o tentado como presa ao inimigo que destruiria a vida dos homens, caso isto lhe fosse permitido. Enquanto há esperança, até que eles resistam ao Espírito Santo para sua ruína eterna, os homens são guardados por seres celestes.

Devemos lembrar sempre que, em cada assembléia de crentes na Terra, anjos de Deus estão escutando os testemunhos, hinos e orações. [...]

A imagem de Cristo gravada no coração é refletida no caráter, na vida prática, dia a dia, porque representamos um Salvador pessoal. O Espírito Santo é prometido a todos os que O pedirem. Quando examinam as Escrituras, o Espírito Santo está ao seu lado, personificando a Jesus Cristo.

Se abrirmos a porta para Jesus, Ele entrará e permanecerá conosco. Nossa força sempre será reforçada pelo Seu autêntico representante, o Espírito Santo (GCB, 15/2/1895).


Autora: Ellen G. White


11/11


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O justo viverá da fé


Aquele que oferece sacrifício de louvor Me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho Eu mostrarei a salvação de Deus. Salmo 50:23

Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver” (Sl 146:2). “Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos” (Sl 67:5).

Deus, em Sua providência, trouxe os hebreus ao aperto das montanhas, diante do mar, para que pudesse manifestar Seu poder no livramento deles, e humilhar de maneira extraordinária o orgulho de seus opressores. Ele os poderia ter salvado de qualquer outro modo, mas escolheu este, a fim de lhes provar a fé e fortalecer a confiança nEle. O povo estava cansado e aterrorizado; todavia, se se tivessem conservado para trás quando Moisés lhes ordenou avançar, Deus nunca lhes haveria aberto o caminho.

Foi “pela fé” que “passaram o Mar Vermelho, como por terra seca” (Hb 11:29). Descendo em marcha para a própria água, mostraram que acreditavam na palavra de Deus, conforme fora proferida por Moisés. [...]

A grande lição ali ensinada é para todos os tempos. Freqüentemente a vida cristã é assediada de perigos, e o dever parece difícil de cumprir-se. A imaginação desenha uma ruína iminente perante nós, e, atrás, o cativeiro ou a morte. Contudo, a voz de Deus fala claramente: “Avante!” Devemos obedecer a esta ordem, mesmo que nossos olhares não possam penetrar nas trevas, e sintamos as frias vagas em redor de nossos pés. Os obstáculos que embaraçam o nosso progresso nunca desaparecerão diante de um espírito que se detém ou duvida.

Aqueles que adiam a obediência até que toda a sombra da incerteza desapareça, e não fique perigo algum de fracasso ou derrota, nunca absolutamente obedecerão. A incredulidade fala ao nosso ouvido: “Esperemos até que os impedimentos sejam removidos, e possamos ver claramente nosso caminho”; mas a fé corajosamente insiste em avançar, esperando tudo, em tudo crendo (PP, p. 289, 290).


Autora: Ellen G. White


10/11


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Consagração da família cada dia

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a Terra. Oséias 6:3

Vocês jamais devem separar Cristo da vida e da família, e fechar as portas para Ele através de palavras e ações anticristãs. Existem aqueles que professam a verdade e que negligenciam a oração familiar. Mas como podem vocês se aventurar a seguir com seus afazeres sem depositar o cuidado de sua alma ao Pai Celeste? Vocês devem mostrar que confiam nEle. Devem consagrar a família a Deus antes de sair de casa.

Toda oração que elevam a Deus em fé certamente será respeitada e atendida pelo Pai Celeste. Quando foi dito a Abraão que fosse a um lugar desconhecido, onde quer que armasse sua tenda construía um altar e elevava sua oração a Deus pela manhã e pela tarde. E o Senhor disse a respeito de Abraão: “Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo.”

Esta é exatamente a obra que deve ser realizada em cada família, mas que é estranhamente negligenciada. Queremos viver como que à vista de Deus neste mundo. É muito importante que constantemente nos preparemos aqui para a vida futura e imortal. Podemos ter uma vida que se compara à vida de Deus; se formos fiéis [...]

Devemos sentir a importância da educação e da instrução de nossos filhos, para que possam buscar e apreciar a vida eterna. Sua vontade deve ser submetida à vontade de Deus, e devem buscar constantemente reprimir tudo que é mau em sua natureza. Se pais e mães querem que seus filhos tenham uma disposição cristã, devem dar o exemplo. Todos os seus atos devem tornar vocês e seus filhos aptos para o Céu, e terão ajuda especial nesta questão.

O Salvador deseja que a sua alegria seja completa; por essa razão lhes diz para permanecer nEle e Ele permanecerá em vocês. Abram a porta do coração, e aceitem a Jesus e os esplendorosos raios de Sua justiça. Ele nos ama com amor inexprimível, e, se em algum momento, vocês começarem a recear estarem perdidos, ou pensarem que Jesus não os ama, olhem para o Calvário (RH, 5/8/1890).


Autora: Ellen G. White


09/11


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ainda estamos no tempo da graça de Deus



Senhor, tem misericórdia de nós; em Ti temos esperado; sê Tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia. Isaías 33:2


A história de Jacó é também uma segurança de que [no tempo final de provação] Deus não rejeitará os que forem enganados, tentados e arrastados ao pecado, mas voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Enquanto Satanás procura destruir esta classe, Deus enviará Seus anjos para a animar e proteger, no tempo de perigo.

Os assaltos de Satanás são cruéis e decididos, seus enganos, terríveis; mas os olhos do Senhor estão sobre o Seu povo, e Seu ouvido escuta-lhes os clamores. Sua aflição é grande, as chamas da fornalha parecem prestes a consumi-los; mas Aquele que os refina e purifica os apresentará como ouro provado no fogo. O amor de Deus para com os Seus filhos durante o período de sua mais intensa prova é tão forte e terno como nos dias de sua mais radiante prosperidade [...]

O tempo de agonia e angústia que diante de nós está exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. O tempo de graça é concedido a todos, a fim de se prepararem para aquela ocasião. Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna. Todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como ele o fez, e como ele forem fervorosos e perseverantes, serão bem-sucedidos como ele o foi. Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão.

Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isto significa! Quão poucos têm buscado a Deus com contrição de alma, com intenso anelo, até que toda faculdade se encontre em sua máxima tensão! [...]

Os que agora exercem pouca fé correm maior perigo de cair sob o poder dos enganos de Satanás, e do decreto que violentará a consciência. E, mesmo resistindo à prova, serão imersos em uma agonia e aflição mais profundas no tempo de angústia, porque nunca adquiriram o hábito de confiar em Deus. As lições da fé as quais negligenciaram, serão obrigados a aprender sob a pressão terrível do desânimo (GC, p. 621, 622).


Autora: Ellen G. White


08/11


domingo, 22 de novembro de 2009

O Momento do culto é sagrado


Eu sou o pão vivo que desceu do Céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que Eu darei pela vida do mundo é a Minha carne. João 6:51

O incenso que subia com as orações de Israel representa os méritos e intercessão de Cristo. Sua perfeita justiça, que pela fé é atribuída ao Seu povo, e que unicamente pode tornar aceitável a Deus o culto de seres pecadores. Diante do véu do lugar santíssimo, estava um altar de intercessão perpétua; diante do lugar santo, um altar de expiação contínua. Pelo sangue e pelo incenso deveriam aproximar-se de Deus – símbolos aqueles que apontam para o grande Mediador, por intermédio de quem os pecadores podem aproximar-se de Jeová, e por meio de quem unicamente a misericórdia e a salvação podem ser concedidas à pessoa arrependida e crente.

Quando os sacerdotes, pela manhã e à tardinha, entravam no lugar santo à hora do incenso, o sacrifício diário estava pronto para ser oferecido sobre o altar, fora, no pátio. Essa era uma ocasião de intenso interesse para os adoradores que se reuniam junto ao tabernáculo. Antes de entrarem à presença de Deus pelo ministério do sacerdote, deviam empenhar-se em ardoroso exame de coração e confissão de pecado. Uniam-se em oração silenciosa, com o rosto voltado para o lugar santo. Assim ascendiam suas petições com a nuvem de incenso, enquanto a fé se apoderava dos méritos do Salvador prometido prefigurado pelo sacrifício expiatório.

As horas designadas para o sacrifício da manhã e da tardinha eram consideradas sagradas, e, por toda a nação judaica, vieram a ser observadas como um tempo reservado para a adoração. E, quando, em tempos posteriores, os judeus foram espalhados como cativos em países distantes, ainda naquela hora designada voltavam o rosto para Jerusalém e proferiam suas petições ao Deus de Israel. Neste costume têm os cristãos um exemplo para a oração da manhã e da noite. Conquanto Deus condene um mero ciclo de cerimônias, sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar seus pedidos de bênçãos necessitadas (PP, p. 353, 354).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


07/11


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Reforma da vida e da fé começa no Lar


Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma. Salmo 143:8


Quando Deus deu Jesus ao nosso mundo, incluiu todo o Céu nesta dádiva. Não nos deixou a manter nossos defeitos e deformidades de caráter, ou a servi-Lo do melhor modo que pudéssemos na corrupção de nossa natureza pecaminosa. Fez provisões para que pudéssemos ser completos em Seu Filho, não tendo nossa própria justiça, mas a justiça de Cristo. Em Cristo está ao nosso alcance o completo depósito de sabedoria e de graça; “porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9).

Cristo deu Sua vida por nós; somos Sua propriedade. “Não sabeis”, Ele diz, “que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:19, 20). Os filhos de Deus devem mostrar seu amor por Ele cumprindo o que Ele requer, entregando-se a Ele. Somente então poderá Ele usá-los em Seu serviço, para que outros, através deles, possam discernir a verdade e se regozijar nela.

Mas o povo de Deus está adormecido quanto ao seu bem presente e eterno. O Senhor lhe diz: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti” (Is 60:1). Ele deseja que Seu povo vá ao trabalho em unidade, em fé e amor. Deseja que a obra da reforma comece no lar, com os pais e as mães, então a igreja perceberá a obra do Santo Espírito. A influência dessa obra será transmitida à igreja como fermento. Pai e mães necessitam de conversão. Não educaram a si mesmos para moldar e formar o caráter de seus filhos corretamente. [...]

É necessário apresentar a religião às crianças de maneira atrativa, não repulsiva. Torne-se a hora do culto de família a mais feliz do dia. A leitura das Escrituras seja bem escolhida e simples; as crianças tomem parte nos cânticos; e sejam as orações curtas e específicas. [...]

Considerem [...] que estão a serviço de Deus, que têm acesso Àquele que é socorro bem presente na tribulação (RH, 18/3/1902).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


06/11


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Adoração em família



Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:24


Tenham em mente os membros de cada família que estão intimamente ligados aos Céus. O Senhor tem especial interesse nas famílias de Seus filhos aqui. Os anjos oferecem a fumaça de fragrante incenso pelos santos que oram. Então, em cada família ascendam ao Céu orações tanto de manhã como na hora fresca do pôr-do-sol em nosso favor, apresentando diante de Deus os méritos do Salvador. De manhã e à tarde, o universo celestial toma nota de cada família que ora.

Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida, e o pai, ou a mãe na ausência dele, deve rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia. [...]

Em cada família deve haver um tempo determinado para os cultos matutino e vespertino. Quão apropriado é reunirem os pais em redor de si aos filhos, antes de quebrar o jejum, agradecer ao Pai celestial Sua proteção durante a noite e pedir-Lhe auxílio, guia e proteção para o dia! Quão adequado, também, em chegando a noite, é reunirem-se uma vez mais em Sua presença, pais e filhos, para agradecer as bênçãos do dia findo!

O culto familiar não deve ser governado pelas circunstâncias. Não devem orar ocasionalmente e, quando têm um grande dia de trabalho à sua frente, negligenciar a oração. Assim fazendo, levam os filhos a considerar a oração sem importância especial. Muito significa a oração para os filhos de Deus, e as ofertas de gratidão devem ascender diante de Deus de manhã e à tarde. [...]

Em nossos esforços pelo conforto e felicidade dos hóspedes, não esqueçamos nossas obrigações para com Deus. A hora de oração não deve ser negligenciada por consideração nenhuma. Não conversem nem se divirtam até que fiquem demasiado cansados para fruir o período de devoção. Fazer isso é apresentar a Deus uma oferta defeituosa. Cedo ainda ao anoitecer, quando podemos orar, sem atropelamento e de maneira inteligente, devemos apresentar nossas súplicas, erguendo a voz em feliz e grato louvor (OC, p. 519-521).


Autora: Ellen G. White


05/11


terça-feira, 17 de novembro de 2009

O resultado do culto familiar diário


Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o Senhor, teu Deus, te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais. Deuteronômio 7:12


Por alguma razão, muitos pais não gostam de dar aos filhos instrução religiosa; e deixam que eles recebam na igreja o conhecimento que é seu privilégio e dever comunicar. Esses pais deixam de atender à responsabilidade sobre eles posta, de darem aos filhos uma educação completa. Deus ordena a Seu povo criar os filhos na doutrina e admoestação do Senhor. [...]

Pais, seja simples a instrução que dão a seus filhos, e certifiquem-se de que ela é claramente compreendida. As lições que aprendem da Palavra, devem apresentar às mentes juvenis, tão claramente que não deixem de compreender. Por meio de lições simples, tiradas da Palavra de Deus e da própria experiência, podem ensiná-los a conformar a vida à mais elevada norma. Mesmo na infância e juventude podem aprender a viver vida ponderada, séria, que produza ótimos resultados.

Em todo lar cristão, Deus deve ser honrado pelo sacrifício de oração e louvor, de manhã e à noite. As crianças devem ser ensinadas a respeitar e reverenciar a hora da oração. É dever dos pais cristãos, pela manhã e à noite, mediante oração fervorosa e perseverante fé, construir em redor de seus filhos uma cerca de proteção.

Na igreja do lar devem as crianças aprender a orar e confiar em Deus. Ensinem-nas a repetir a lei de Deus. Com referência aos mandamentos, ensinou-se aos israelitas: “E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te” (Dt 6:7).

Venham humildemente, com o coração cheio de ternura, e com intuição das tentações e perigos que estão diante de vocês e de seus filhos; pela fé liguem-nos ao altar, rogando para eles o cuidado do Senhor. Ensinem as crianças a proferirem suas simples palavras de oração. Digam-lhes que Deus Se deleita em que elas clamem a Ele.


Passará o Senhor do Céu por alto a tais lares, sem deixar bênção alguma ali? Por certo não. Anjos ministradores guardarão as crianças que assim são dedicadas a Deus. Eles ouvem o oferecimento de louvores e a oração da fé, e levam as petições Àquele que ministra no santuário em favor de Seu povo, e oferece Seus méritos em prol deles (CPPE, p. 109, 110).


Autora: Ellen G. White


04/11


Torne interessante o culto familiar



Senhor meu Deus! Quantas maravilhas tens feito! Não se pode relatar os planos que preparaste para nós! Eu queria proclamá-los e anunciá-los, mas são por demais numerosos! Salmo 40:5, NVI

Seus filhos devem ser ensinados a ser bondosos, atenciosos, dóceis, prestativos, mas sobretudo respeitadores das coisas santas e das reivindicações divinas. Devem ser instruídos a respeitar as horas de oração e a levantar-se cedo para tomar parte no culto da família (T5, p. 424).

O pai, que é o sacerdote da família, deve dirigir os cultos matutino e vespertino. Não há razão para que esse não seja o exercício mais interessante e agradável da vida no lar, e Deus é desonrado quando ele se torna sem vida e tedioso. Sejam os períodos de culto familiar curtos e espirituais. Não deixem que seus filhos, ou qualquer membro da família, os tema, devido à sua monotonia ou falta de interesse. Quando um capítulo comprido é lido e explicado e se faz uma longa oração, esse precioso culto se torna enfadonho e é um alívio quando passa.

Deve ser o alvo principal dos chefes da família tornar a hora de culto muitíssimo interessante. Por uma pequena atenção e cuidadoso preparo [...] o culto familiar pode tornar-se agradável, e será acompanhado de resultados que só a eternidade revelará.

Escolha o pai um trecho das Escrituras que seja interessante e facilmente compreendido; alguns versos serão suficientes para dar uma lição que possa ser estudada e praticada durante todo o dia. [...] Podem ser cantadas, pelo menos, algumas estrofes de cânticos animados; e a oração feita deve ser curta e ao ponto. O que dirige a oração não deve orar a respeito de todas as coisas, antes deve exprimir suas necessidades com palavras simples e louvar a Deus com ações de graças (OC, p. 521, 522).

Para que se desperte e fortaleça o amor ao estudo da Bíblia, muito depende do uso feito da hora de culto. As horas do culto matutino e vespertino devem ser as mais agradáveis e auxiliadoras do dia. [...]

Seja o culto breve e cheio de vida, adaptado à ocasião, e variado de tempo em tempo. Tomem todos parte na leitura da Bíblia, e aprendam e repitam muitas vezes a lei de Deus. Contribuirá para maior interesse das crianças ser-lhes algumas vezes permitido escolher o trecho a ser lido (Ed, p. 186).


Autora: Ellen G. White



03/11


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Exerça fé inabalável



Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Filipenses 2:1, 2, NVI


Eu me lembro bem de que, quando morávamos na Carroll House [em Takoma Park, Maryland], perto da caixa d’água, o jovem que trabalhava no terreno da escola se unia a nós em uma sala grande dessa casa todas as manhãs, às cinco e meia, para o culto familiar. Enquanto juntos adorávamos a Deus, sabíamos que o Espírito Santo estava entre nós.

Buscávamos ao Senhor com todo o coração, e Ele vinha para bem perto de nós. Apresentávamos a promessa: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Mt 7:7). Não é essa certeza poderosa o suficiente? Levávamos essa promessa conosco ao lugar de oração, pedindo ao Senhor que guiasse e direcionasse o trabalho que deveria ser feito ali. [...]

Se existe alguém entre vocês que possui fé fraca, lembre-se de que é porque você não trabalha no lado positivo. Não adianta pensar que podemos levar adiante a gloriosa obra de Deus sem fé forte e inabalável. O mundo está rapidamente se tornando como nos dias de Noé. Satanás está trabalhando com intenso esforço, sabendo que tem pouco tempo. A maldade prevalece em extensão assustadora. [...]

Quando penso em tudo o que Deus fez por nós, digo: “Louvado seja Deus, de quem todas as bênçãos fluem.” Enquanto a obra é estabelecida em vários lugares, possamos nós sempre nos lembrar que devemos puxar cordas uniformes. Os que acostumaram a permanecer do lado negativo devem sem demora se arrepender e se converter. [...] Lembre-se de que quando você permanece do lado negativo, acusando e condenando, dá espaço para os agentes do poder das trevas. Tempo precioso deve ser gasto travando guerra contra esses agentes, porque existem aqueles que se recusam a permanecer do lado positivo. [...]

“Nada façais por partidarismo ou vanglória” (Fp 2:3). Satanás está por trás de toda contenda e vanglória. Vamos nos afastar de sua companhia, e permanecer com os que dizem: “A vitória é para nós, e nos apegaremos ao braço de infinito poder” (RH, 15/6/1905).



Autora: Ellen G. White


02/11


Podemos vencer



Sacia-nos de madrugada com a Tua benignidade, para que nos regozijemos e nos alegremos todos os nossos dias. Salmo 90:14


Caso o povo de Deus reconhecesse Sua maneira de lidar com eles, e Lhe aceitassem os ensinos, encontrariam caminho reto para seus pés, e uma luz para guiá-los por entre as trevas e o desânimo. Davi aprendeu sabedoria do trato de Deus para com ele, e curvou-se humildemente sob o castigo do Altíssimo. O quadro fiel de sua verdadeira condição, feito pelo profeta Natã, deu a Davi o conhecimento dos próprios pecados, e ajudou-o a afastá-los de si. Aceitou humildemente o conselho, e humilhou-se diante de Deus. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma”, exclama ele (Sl 19:7).

Os pecadores arrependidos não têm motivo de desesperar-se por lhes serem lembradas suas transgressões e serem advertidos do perigo em que se encontram. Esses próprios esforços em seu favor indicam quanto Deus os ama e deseja salvá-los. [...]

Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado como o era nos tempos dos patriarcas, de Davi, e dos profetas e apóstolos. A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniqüidades deles deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo.

A história bíblica sustém o coração desfalecido com a esperança da misericórdia de Deus. Não precisamos desesperar quando vemos que outros têm lutado através de desânimos semelhantes aos nossos, e caíram em tentações da mesma maneira que nós, e não obstante reconquistaram o terreno e foram abençoados por Deus. As palavras da inspiração confortam e animam a pessoa errante.

Se bem que os patriarcas e os apóstolos fossem sujeitos às fragilidades humanas, obtiveram, pela fé, boa reputação, combateram seus combates na força do Senhor, e venceram gloriosamente. Assim, podemos confiar na virtude do sacrifício expiatório, e ser vencedores no nome de Jesus. A humanidade é a humanidade em todo o mundo, desde os tempos de Adão, até a geração atual; e o amor de Deus é, através de todos os séculos, um amor incomparável (T4, p. 14, 15).


Autora: Ellen G. White

Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


01/11



domingo, 15 de novembro de 2009

O Amor é essencial para a saúde



Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. 1 Coríntios 6:20


Nosso corpo pertence a Deus. Ele pagou o preço da redenção pelo corpo tanto quanto pela alma. [...]

O Criador vela sobre a estrutura humana, mantendo-a em movimento. Não fosse o Seu constante cuidado, o pulso não bateria, a ação do coração cessaria, o cérebro não mais desempenharia a sua parte.

O cérebro é o órgão e instrumento da mente, e controla o corpo todo. Para as outras partes do organismo serem sadias, tem de o cérebro ser sadio. E para o cérebro ser sadio, o sangue tem de ser puro. [...]

É a falta de ação harmoniosa no organismo humano que produz enfermidades. A imaginação pode controlar as outras partes do corpo, para dano seu. Todas as partes do organismo precisam trabalhar harmoniosamente. As diferentes partes do corpo, especialmente as partes distantes do coração, devem receber abundante circulação de sangue. Os membros desempenham uma parte importante, e devem receber a devida atenção.

Deus é o grande operador do organismo humano. No cuidado de nosso corpo precisamos cooperar com Ele. Amor a Deus é essencial para a vida e saúde. [...] A fim de que tenhamos saúde perfeita, deve nosso coração estar cheio de amor, esperança e alegria no Senhor. [...]

Os que colocam toda a sua alma no trabalho médico-missionário, que incansavelmente trabalham, em perigo, em privação muitas vezes, em cansaço e dor, estão em risco de esquecer que devem ser fiéis guardadores de suas próprias faculdades físicas e mentais. Não se devem permitir excessivo desgaste. Mas, cheios de zelo e fervor, eles muitas vezes agem desavisadamente, colocando-se sob demasiada tensão. A menos que tais obreiros façam mudança, o resultado será que sobre eles virá a doença, e entrarão em colapso. [...]

Temos uma vocação tão mais alta do que interesses comuns e egoístas, quão mais altos são os céus do que a Terra. Mas esse pensamento não deve levar os dispostos e sacrificados servos de Deus a levar todos os fardos que possivelmente consigam levar, sem períodos de descanso (MS, p. 291-293).


Autora: Ellen G. White



31/10


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Remédios da natureza: ar fresco e puro


Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal; será isto saúde para o teu corpo e refrigério, para os teus ossos. Provérbios 3:7, 8


A mente satisfeita, o espírito alegre, é saúde para o corpo e força para o coração. Nada é tão eficaz para causar doenças do que a depressão, a melancolia e a tristeza. A depressão mental é terrível. [...]

Ar, ar, a preciosa dádiva do Céu, que todos podem ter, lhes beneficiará com sua revigorante influência, caso lhe não recusem a entrada. Dêem-lhe as boas-vindas, tenham-lhe afeição e ele se revelará um precioso calmante dos nervos. O ar deve estar em constante circulação para manter-se puro. O efeito do ar puro e fresco é fazer com que o sangue circule de maneira saudável através do organismo. Ele refresca o corpo e tende a comunicar-lhe força e saúde, ao mesmo tempo que sua influência é claramente sentida sobre a mente, comunicando um certo grau de calma e serenidade. Desperta o apetite, torna mais perfeita a digestão dos alimentos e conduz a sono saudável e tranqüilo.

Os efeitos produzidos por permanecer em aposentos fechados e mal ventilados são os seguintes: O organismo torna-se fraco e doentio, a circulação diminui, o sangue corre lentamente através do organismo, porque não é purificado e vitalizado pelo puro, revigorante ar do céu. [...]

Você crê que o fim de todas as coisas está próximo e que as cenas da história terrestre estão rapidamente chegando ao fim? Se assim é, demonstre sua fé pelas suas obras. [...]

“A fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2:17). Poucos têm aquela fé genuína que age por amor e purifica o coração. Todos, porém, que são tidos por dignos da vida eterna devem possuir aptidão moral para ela. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos. E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (1Jo 3:2, 3). Essa é a obra que está diante do irmão, e você não terá tempo de sobra se empenhar-se nela com todo seu coração (T1, p. 702-705).


Autora: Ellen G. White


30/10


O cultivo com equilíbrio das faculdades físicais e mentais



Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19


A saúde é um grande tesouro. É o mais valioso bem que os mortais podem possuir. Riqueza, honra ou cultura custam muito caro se forem adquiridas com prejuízo do vigor da saúde. Nenhuma dessas realizações pode assegurar a felicidade, se não houver saúde. É um terrível pecado abusar da saúde que Deus nos deu; pois todo abuso dessa natureza debilita a nossa vida e constitui um prejuízo, mesmo que obtenhamos toda a educação possível. [...]

A pobreza, em muitos casos, é uma bênção; pois evita que os jovens e as crianças sejam arruinados pela inatividade. Tanto as faculdades físicas como as mentais devem ser cultivadas e desenvolvidas devidamente. O primeiro e constante cuidado dos pais deve ser o de ver que os filhos tenham constituição vigorosa, para que possam ser homens e mulheres sadios. É impossível alcançar esse objetivo sem exercício físico.

Para a própria saúde física e bem moral, as crianças devem ser ensinadas a trabalhar, mesmo que a necessidade não o requeira. Se querem ter caráter puro e virtuoso, devem desfrutar da disciplina de um trabalho bem equilibrado, que ponha em atividade todos os músculos. A satisfação das crianças por serem úteis e praticarem atos de abnegação para ajudar a outros será o prazer mais salutar que já experimentaram. [...]

O trabalho físico não impedirá o cultivo do intelecto. Longe disso. As vantagens obtidas pelo trabalho físico darão equilíbrio à pessoa e impedirão que se sobrecarregue a mente. O trabalho atuará sobre os músculos e aliviará o cérebro cansado. [...]

Não se requer uma coisa frágil, impotente, adornada com exagero e que ri tolamente para fazer uma mulher nobre. É necessário um corpo são para ter um intelecto são. Saúde física e conhecimento prático de todos os deveres domésticos necessários jamais constituirão um obstáculo para um intelecto bem desenvolvido [...]

A mente humana precisa ter atividade. Se não estiver ativa na direção certa, estará ativa na direção errada. A fim de conservá-la em equilíbrio, o trabalho e o estudo devem estar unidos nas escolas (T3, p. 150-153).


Autora: Ellen G. White


29/10

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Educação alimentar



Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Por que, pois, não se realizou a cura da filha do meu povo? Jeremias 8:22


Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar a tudo o que nos afeta desfavoravelmente, fazendo de nós o que não devemos ser, ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus.

Somente quando dermos atenção inteligente aos princípios do viver saudável seremos habilitados a ver os males que resultam do regime impróprio. Os que, depois de reconhecerem seus erros, tiverem coragem para reformar seus hábitos; hão de experimentar que o processo da reforma exige lutas e muita perseverança. Uma vez educados os gostos, porém, reconhecerão que o uso de alimentos que antes haviam considerado inofensivos estivera, pouco a pouco, mas de modo contínuo, lançando bases para a dispepsia e outras moléstias.

Os pais e mães devem vigiar em oração. Devem colocar-se em guarda rigorosa contra a intemperança sob qualquer forma. Ensinem aos filhos os princípios da verdadeira reforma de saúde. Ensinem-lhes o que convém evitar, a fim de preservar a saúde.[...]

Devem ser feitos os maiores esforços para educar o povo nos princípios da reforma de saúde. Importa fundar escolas culinárias e instruir o povo, de casa em casa, na arte de preparar alimentos saudáveis. Todos, adultos e jovens, necessitam aprender a cozinhar com maior simplicidade. Onde quer que a verdade seja apresentada, o povo terá de aprender a preparar alimentos de modo simples e apetitoso. Cumpre mostrar-lhe como é possível seguir um regime alimentar adequado sem lançar mão dos alimentos animais. [...]

Muito cuidado e habilidade devem ser empregados na preparação dos alimentos destinados a substituir os que antigamente constituíam o regime alimentar dos que agora estão aprendendo a ser reformadores de saúde. Para esse fim requer-se fé em Deus, firmeza de propósito e o desejo de promover o auxílio mútuo. Um regime que deixa de fornecer os elementos próprios da nutrição acarreta opróbrio à causa da reforma de saúde. Somos mortais e temos que prover o alimento próprio para o corpo (T9, p. 160, 161).

Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

28/10



A alimentação e o pensamento



Eis que lhe trarei a ela saúde e cura e os sararei; e lhes revelarei abundância de paz e segurança. Jeremias 33:6


Os princípios do regime alimentar significam muito para nós, individualmente, e como povo. Quando pela primeira vez me veio a mensagem da reforma alimentar, eu era fraca e muito débil, sujeita a desmaios freqüentes. Roguei a Deus que me auxiliasse, e Ele me apresentou a grande questão da reforma de saúde. Revelou-me que os que pretendem guardar os Seus mandamentos devem ser postos em relação sagrada com Ele e, por meio da temperança no comer e no beber, conservar o espírito e o corpo nas condições mais favoráveis para o Seu serviço. [...]

Não estabelecemos regra alguma para ser seguida no regime alimentar, mas dizemos que nos países onde há muita fruta, cereais e nozes, os alimentos cárneos não constituem alimentação própria para o povo de Deus. Fui instruída de que a alimentação de carne tende a embrutecer a natureza e a privar as pessoas daquele amor e simpatia que devem sentir umas pelas outras, dando aos instintos baixos o domínio sobre as faculdades superiores do ser. Se a alimentação de carne foi saudável algum dia, é perigosa agora. Constitui em grande parte a causa dos cânceres, tumores e moléstias dos pulmões.

Não nos compete fazer do uso da alimentação cárnea uma prova de comunhão; devemos, porém, considerar a influência que crentes professos, que fazem uso de carne, têm sobre outras pessoas. Como mensageiros de Deus, não deveríamos testemunhar ao povo: “Quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”? (1Co 10:31).

Não deveríamos dar um testemunho decidido contra a transigência com o apetite pervertido? Pode ser considerado apropriado que os ministros do evangelho, que estão a proclamar a verdade mais solene já enviada aos mortais, se constituam em exemplo no regresso às panelas de carne do Egito? [...]

A saúde do corpo deve ser considerada essencial para o crescimento na graça e para a aquisição de bom temperamento. Se o estômago não for bem cuidado, a formação de caráter moral íntegro será prejudicada. O cérebro e os nervos relacionam-se com o estômago. O comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir também impróprios (T9, p. 158-160).


Autora: Ellen G. White


27/10


Domínio próprio em todas as coisas


Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Filipenses 1:20


Acham-se agora sob a sombra da morte muitos que se prepararam para fazer uma obra pelo Mestre, mas que não julgaram ter repousado sobre eles a sagrada obrigação de observar as leis da saúde. As leis do organismo físico são realmente leis de Deus; este fato, porém, parece ter sido esquecido.

Alguns se têm limitado a um regime que os não pode manter com saúde. Não proveram alimento nutritivo em substituição aos artigos prejudiciais; e não consideraram que é preciso exercer tato e perícia para preparar o alimento da maneira mais saudável. [...]

Há neste mundo muitos que condescendem com hábitos nocivos. O apetite é a lei que os governa; e por causa de seus hábitos errôneos, o senso moral é embotado, e o poder de discernir as coisas sagradas é em grande parte destruído. Mas é necessário que os cristãos sejam estritamente temperantes. Devem elevar a norma. A temperança no comer, beber e vestir é essencial. Deve dominar o princípio, em vez do apetite ou do gosto. [...]

Significa muito ser fiel a Deus. Ele tem reivindicações sobre todos os que se empenham em Seu serviço. Deseja que espírito e corpo sejam preservados na melhor condição de saúde, cada faculdade e dom sob o controle divino, e tão vigorosos e cuidadosos como os possam tornar os hábitos de estrita temperança. [...]

Se pudermos despertar as sensibilidades morais de nosso povo em relação ao assunto da temperança, grande vitória será alcançada. A temperança em todas as coisas desta vida deve ser ensinada e praticada. Temperança no comer, no beber, no dormir e vestir é um dos grandes princípios da vida religiosa. A verdade, introduzida no santuário da alma, há de dirigir no tratamento do corpo. Coisa alguma que diga respeito à saúde do ser humano deve ser considerada com indiferença. Nosso bem-estar eterno depende do uso que fizermos, nesta vida, de nosso tempo, força e influência (RH, 11/6/1914).


Autora: Ellen G. White


26/10