quinta-feira, 30 de julho de 2009

Invista Para Glorificar a Deus



Não multipliqueis palavras de orgulho, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus da sabedoria e pesa todos os feitos na balança. 1 Samuel 2:3


Fui convidada, à noite, para contemplar os edifícios que se erguiam, andar sobre andar, para o céu. Garantia-se que esses edifícios seriam à prova de fogo, e haviam sido construídos para glorificar seus proprietários e construtores. [...] Aqueles a quem essas construções pertenciam não perguntavam a si mesmos: “Como melhor poderemos glorificar a Deus?” O Senhor não fazia parte de suas cogitações.


Pensei: “Quem dera que os que desse modo estão empregando seus recursos vissem o seu procedimento como Deus o vê! Estão amontoando edifícios magnificentes, mas quão loucos são, à vista do Dominador do Universo, seus planos e projetos! Não estão estudando com todas as faculdades do coração e da mente, como podem glorificar a Deus. Perderam de vista isso que deve constituir o primeiro dever do ser humano.”


Enquanto se erguiam esses edifícios, os proprietários se regozijavam com ambicioso orgulho de que tivessem dinheiro para empregar na satisfação do próprio eu e provocar a inveja de seus vizinhos. Grande parte do dinheiro que assim empregavam havia sido alcançado por extorsões, oprimindo os pobres. Esqueciam-se de que no Céu se conserva registro de todas as transações comerciais; todo negócio injusto, cada ato fraudulento, acha-se ali registrado. Tempo virá em que em suas fraudes e insolências os homens e mulheres atingirão o ponto que o Senhor não permitirá que transponham, e aprenderão que há um limite para a longanimidade de Jeová. [...]


Não há muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas que servem de base para o presente estado da sociedade. Os que têm nas mãos as rédeas do governo não têm condições de resolver o problema da corrupção moral, da pobreza, da miséria e do crime crescente. Estão lutando em vão para colocar as operações comerciais sobre base mais segura. Se os homens dessem mais atenção aos ensinamentos da Palavra de Deus, achariam uma solução para os problemas que os desconcertam (T9, p. 12, 13).


Autora: Ellen G. White



quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sabedoria ao Lidar com Dinheiro



Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mateus 25:21


[O irmão C] se encontra em posição de responsabilidade, mas se os membros da família à qual se ligou mediante o casamento se provarem verdadeiros para com ele, exercerão uma influência que o levará a tornar-se fiel mordomo dos bens do Senhor. Disporá então de seus bens como que à vista de todo o universo celestial. Não participará de esquemas ilegais para ganhar dinheiro, antes fará tudo tendo como objetivo a glória de Deus. Evitará todas as artimanhas e se esquivará de todos os meios mesquinhos e desonestos, e nada fará que seja contrário ao cultivo da verdadeira piedade. Compreenderá que todas as suas transações estão sob o domínio de Deus.


Não devemos perder de vista o fato de que o mordomo deve negociar com os bens de seu Senhor, e que desempenha sagrada responsabilidade. A Bíblia requer que os homens comprem, vendam e façam todas as suas transações comerciais sob profundo senso de suas obrigações religiosas, tal como se estivessem apresentando petições ao Pai celestial, suplicando força e graça. O Senhor não deixou a cargo de qualquer pessoa proceder como bem lhe pareça com seus bens, ou conforme lhe dite o impulso, ou conforme o demandem seus amigos. O dinheiro que a pessoa manuseia não lhe pertence, não devendo ser gasto desnecessariamente, pois a vinha do Senhor precisa ser trabalhada, e tal trabalho requer o gasto de meios.


Agora é o nosso dia de oportunidade, sendo que se aproxima o ajuste de contas. O Senhor confiou recursos a Seus servos para que sejam usados sabiamente, pois todos são agentes morais e deles se requer que assumam responsabilidades. Nossos vários talentos são concedidos na proporção de nossa habilidade em usá-los, mas não devemos aplicá-los meramente para satisfazer desejos egoístas, tal como possam ditar as inclinações.


[O irmão C] fracassou, por vezes, no passado, ao manusear os bens do Senhor, e nem sempre levou em conta que deveria dispor dos bens confiados a seu encargo de tal forma que agradasse ao Mestre e contribuísse para o avanço da causa da verdade. Deverá prestar contas do modo como utiliza os bens que lhe foram entregues. Não deve considerar a própria vontade nesse aspecto. Necessita buscar sabedoria de Deus (TCS, p. 70, 71).


Autora; Ellen G. white


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

25/06


A Genuína Misericórdia



Mas a misericórdia do Senhor é de eternidade a eternidade, sobre os que O temem, e a Sua justiça, sobre os filhos dos filhos, para com os que guardam a Sua aliança e para com os que se lembram dos Seus preceitos e os cumprem. Salmo 103:17, 18


A misericórdia é um atributo de que o instrumento humano pode participar, juntamente com Deus. Como fez Cristo, assim pode o homem apoderar-se do braço divino e manter comunicação com o poder divino. Foi-nos dado um serviço de misericórdia para ser feito em favor de nossos semelhantes. Efetuando esse serviço, trabalhamos em sociedade com Deus. Bem faremos, pois, em ser misericordiosos, como é misericordioso nosso Pai no Céu.


“Misericórdia quero”, diz Deus, “e não sacrifício” (Mt 9:13). A misericórdia é bondosa, compassiva. A misericórdia e o amor de Deus purificam a alma, aformoseiam o coração e limpam do egoísmo a vida. A misericórdia é uma manifestação do amor divino e é manifestada pelos que, identificados com Deus, O servem, refletindo a luz do Céu sobre o caminho dos semelhantes.


O estado de muitas pessoas requer a prática da genuína misericórdia. Os cristãos, em seus negócios uns com os outros, devem ser controlados pelos princípios da misericórdia e amor. Devem aproveitar todas as oportunidades de ajudar seus semelhantes em aflição. O dever de todo cristão está claramente delineado nas palavras: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também” (Lc 6:37, 38). “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Lc 6:31). Esses são os princípios que bem faremos em cultivar.


Que os que desejam aperfeiçoar um caráter cristão sempre tenham em mente a cruz na qual Cristo morreu morte cruel, para redimir a humanidade. Nutram sempre o mesmo espírito misericordioso que levou o Salvador a fazer, para nossa redenção, um sacrifício infinito (ST, 21/5/1902).



Autora: Ellen G. White



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Espírito de Compaixão



Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado. Provérbios 13:18


Na parábola, o senhor intimou à sua presença o devedor malvado e disse-lhe: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia” (Mt 18:32-34). “Assim”, disse Jesus, “vos fará também Meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (v. 35). Aquele que recusa perdoar rejeita a única esperança de perdão.


Os ensinos dessa parábola não devem ser mal-empregados, porém. O perdão de Deus não nos diminui de modo algum nosso dever de obedecer-Lhe. Assim também o espírito de perdão para com nosso próximo não diminui o direito de justa obrigação. Na oração que Cristo ensinou aos discípulos, disse: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6:12).


Com isso não queria Ele dizer que para nos serem perdoados os pecados não devemos requerer de nossos devedores nossos justos direitos. Se não puderem pagar, embora isso seja o resultado de má administração, não devem ser lançados na prisão, oprimidos ou mesmo tratados severamente; todavia, a parábola tampouco nos ensina a animar a indolência. A Palavra de Deus declara: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2Ts 3:10).


O Senhor não requer do trabalhador diligente que suporte outros na ociosidade. Para muitos, a causa de sua pobreza é um desperdício de tempo, uma falta de esforço. Se essas faltas não forem corrigidas por aqueles que com elas condescendem, tudo que se fizer em seu auxílio será como pôr riquezas em saco sem fundo. Todavia, há uma pobreza inevitável, e devemos manifestar ternura e compaixão para com os desafortunados. Devemos tratar os outros como quereríamos ser tratados sob circunstâncias idênticas (PJ, p. 247, 248).


Autora: Ellen G. white


23/06



Imitando Cristo



Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. 1 Timóteo 6:10


Vi que o povo de Deus está em grande perigo. Muitos são moradores da Terra; seu interesse e afeições estão centralizados no mundo. Seu exemplo não é correto. O mundo é enganado pela conduta seguida por muitos que professam grandes e nobres verdades. Nossa responsabilidade é de acordo com a luz recebida e as graças e dons conferidos. Sobre os obreiros cujos talentos, meios, oportunidades e habilidades são os maiores, repousa pesadíssima responsabilidade. [...]


O irmão A me foi apresentado como representante de uma classe que está em semelhante posição. Esses nunca foram descuidosos com relação às menores vantagens seculares. Por diligente tato mercantil e bem-sucedidos investimentos, pela comercialização, não em dólares, mas em centavos e frações de centavos, acumularam propriedades. Mas, assim fazendo, suas faculdades se tornaram inconsistentes com o desenvolvimento do caráter cristão. Sua vida de modo algum representa a Cristo, pois amam o mundo e seus lucros mais do que a Deus ou a verdade. “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2:15).


Todas as habilidades que os homens possuem pertencem a Deus. Conformidade e ligações mundanas são terminantemente proibidas em Sua Palavra. Quando o poder da transformadora graça de Deus é sentido no coração, ele impelirá o homem, até então um mundano, em todo o caminho da beneficência. Aquele que se determina a ajuntar tesouros no mundo, cai “em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males [o fundamento de toda a avareza e mundanidade]; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6:9, 10).


Jesus abriu a cada pessoa um caminho pelo qual a sabedoria, a graça e o poder podem ser alcançados. Ele é nosso exemplo em todas as coisas, e nada nos deve desviar a mente do principal objetivo na vida, que é ter a Cristo abrandando e subjugando o coração. Quando esse for o caso, cada membro da igreja, cada ensinador da verdade, será semelhante a Cristo no caráter, em palavras e ações (T5, p. 277, 278).


Autora: Ellen G. White


22/06


sábado, 25 de julho de 2009

Ternura de Coração



Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia. Eclesiastes 10:1


Apelo aos meus irmãos na fé, e com eles insisto, para que cultivem a ternura de coração. Seja qual for a sua vocação ou posição, se acariciarem o egoísmo e a cobiça, sobre vocês recairá o desagrado do Senhor. Não façais da obra e da causa de Deus uma desculpa para tratar de maneira opressiva e egoísta com qualquer pessoa, mesmo que estejam fazendo um negócio que se relacione com Sua obra. Deus não aceita coisa alguma no sentido de ganho que seja levado para o Seu tesouro por meio de transações egoístas.


Todo ato relacionado com Sua obra deve passar pelo exame divino. Toda transação desonesta, toda tentativa de tirar vantagem de pessoas que estejam sob pressão das circunstâncias, todo plano para lhe comprar a terra ou a propriedade por uma importância abaixo do valor, não será aceita por Deus, muito embora o dinheiro ganho seja doado a Sua causa. O preço do sangue do Filho unigênito de Deus foi pago por todo homem, e para seguir os princípios da lei de Deus, é preciso lidar honestamente, tratar com eqüidade com cada homem. [...]


Caso um irmão, que trabalhou abnegadamente pela causa de Deus, enfraqueça fisicamente e se torne incapaz de realizar seu trabalho, não seja ele demitido e obrigado a se haver da melhor maneira possível. Dai-lhe salário suficiente para a sua manutenção; pois devem se lembrar de que pertence à família de Deus, e de que todos vocês são irmãos. [...]


Somos ordenados a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Essa ordem não é para amarmos simplesmente os que pensam e crêem exatamente como nós pensamos e cremos. Cristo ilustrou o significado do mandamento através da parábola do bom samaritano. Mas quão estranho é perceber que essas preciosas palavras são negligenciadas, e quão freqüentemente as pessoas oprimem seus semelhantes e exaltam o próprio coração até a presunção (RH, 18/12/1894).


Autora: Ellen G. White


O Cristão e a Integridade




Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. Lucas 16:15


Em todos os pormenores da vida devem ser mantidos os mais estritos princípios de honestidade. Não são estes os princípios que governam o mundo, pois Satanás – o enganador, mentiroso e opressor – é o patrão, e seus súditos o seguem e executam seus propósitos. Os cristãos, porém, servem sob um Senhor diferente, e seus atos têm de ser efetuados segundo Deus, independentemente de todo o ganho egoísta.


O desvio da perfeita honestidade nos negócios pode, na opinião de alguns, ser coisa de pouca importância, mas não a considerava assim o nosso Salvador. Suas palavras, nesta questão, são claras e explícitas: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito” (Lc 16:10). O homem que assim engana o próximo, em pequena escala, enganará em escala maior se a tentação lhe vier. Uma falsa representação em questões de pouco valor, tanto é desonestidade à vista de Deus como a falsidade em assuntos de maior importância.


No mundo cristão de hoje é praticada a fraude em medida pavorosa. O povo de Deus, observador dos mandamentos, deve mostrar que está acima de todas essas coisas. As práticas desonestas que mancham o negócio dos homens com seus companheiros, não devem jamais ser praticadas por alguém que professe crer na verdade presente. O povo de Deus causa à verdade grave prejuízo pelo menor desvio da integridade.


Um homem pode não ter um exterior agradável, pode ser deficiente em muitos aspectos, mas se tem a reputação de ser honesto, íntegro, ele será respeitado. A inflexível integridade cobre muitos traços de caráter objetáveis. O homem que perseverantemente pratique a verdade, ganhará a confiança de todos. Não só confiarão nele os irmãos na fé, mas os descrentes serão constrangidos a reconhecê-lo como homem de honra.


Os servos de Deus são obrigados a estar mais ou menos relacionados com os mundanos por transações comerciais, mas devem comprar e vender lembrados de que os olhos de Deus estão sobre eles. Nada de balanças falsas ou pesos fraudulentos deve ser usado, pois estes são uma abominação para o Senhor. Em cada uma das transações comerciais deve o cristão ser justamente o que ele quer que seus irmãos julguem ele seja. Seu procedimento é presidido por princípios subjacentes. Ele não usa de astúcia; por isso nada tem que esconder, coisa alguma a disfarçar com verniz (MCP2, p. 437, 438).


Autora: Ellen G. White



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Prioridades Corretas na Vida



Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33


Por toda parte existe algo que tentaria o cristão a abandonar o caminho estreito; mas os que desejam aperfeiçoar um caráter adequado para a eternidade devem tomar a vontade de Deus como seu padrão, separando-se completamente de tudo que é desagradável a Ele. Milhares são induzidos ao pecado porque deixam a fortaleza do coração desprotegida. Ficam absortos com os cuidados deste mundo, e a verdadeira piedade é afastada do coração. Avançam ansiosamente na especulação, buscando acumular mais dos tesouros deste mundo. Assim colocam-se onde é impossível avançar na vida cristã. [...]


“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2:15). Cada momento do nosso tempo pertence a Deus, e não temos o direito de nos sobrecarregar com preocupações a ponto de não haver espaço em nosso coração para o Seu amor. Ao mesmo tempo devemos obedecer à ordem: “No zelo, não sejais remissos” (Rm 12:11). Devemos trabalhar, para que possamos ter para dar ao que necessita. Deus não deseja que permitamos que nossas faculdades se enferrugem pela falta de ação. Os cristãos devem trabalhar, devem se envolver em uma ocupação, e podem seguir uma certa distância nesta linha sem cometer pecado algum contra Deus. [...]


Mas freqüentemente os cristãos permitem que os cuidados da vida tomem o tempo que pertence a Deus. Dedicam seus preciosos momentos em negociações ou diversões. Toda a sua energia é empregada em adquirir tesouros terrenos. E, ao fazerem isso, colocam-se em solo proibido.


Muitos professos cristãos são bem cuidadosos para que todas as suas transações comerciais ostentem o selo da estrita honestidade, mas a desonestidade marca seu relacionamento com Deus. Absortos em negócios mundanos, deixam de desempenhar as obrigações que devem aos que estão ao seu redor. Seus filhos não são criados na disciplina e admoestação do Senhor. O altar da família é negligenciado; a devoção pessoal é esquecida. Os interesses eternos, em vez de serem colocados em primeiro lugar, recebem apenas o segundo lugar. Deus é roubado, pois seus melhores pensamentos são dedicados ao mundo, porque seu tempo é gasto em coisas de menor importância. Assim ficam arruinados, não por causa de sua desonestidade ao lidar com os outros, mas por defraudarem a Deus no que é Seu por direito (ST, 17/12/1896).


Autora: Ellen G. White


19/06


Renúncia ao Ganho Pessoal



Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso nAquele que me fortalece. Filipenses 4:12, 13


Em cada século Satanás tem procurado prejudicar os esforços dos servos de Deus pela intromissão na igreja do espírito de fanatismo. Assim foi nos dias de Paulo e assim foi também durante o tempo da Reforma. Séculos mais tarde, Wycliffe, Lutero e muitos outros que abençoaram o mundo por sua influência e fé, encontraram as astúcias pelas quais o inimigo busca levar ao fanatismo extremado mentes desequilibradas e não santificadas.


Criaturas desorientadas têm ensinado que a conquista da verdadeira santidade coloca a mente acima de todos os pensamentos terrestres, e leva os homens a se absterem inteiramente do trabalho. Outros, interpretando com extremismo determinados textos das Escrituras, têm ensinado que é pecado trabalhar – que os cristãos não devem preocupar-se quanto aos seus interesses temporais e de sua família, mas dedicar sua vida inteiramente às coisas espirituais. Os ensinos e exemplos do apóstolo Paulo são uma reprovação a tais extremismos.


Quando Paulo visitou Corinto pela primeira vez, encontrou-se entre um povo que punha em dúvida as intenções dos estrangeiros. Os gregos do litoral eram negociantes perspicazes, e por tão longo tempo se haviam dedicado à prática de negócios desonestos, que chegaram a crer que o ganho era piedade, e que fazer dinheiro, quer por meios lícitos ou ilícitos, era louvável. Paulo estava familiarizado com suas características, e não lhes desejava dar ocasião de dizer que ele pregava o evangelho para enriquecer. Ele podia com justiça reclamar manutenção da parte de seus ouvintes coríntios; mas deste direito se dispunha a abrir mão, com receio de que sua utilidade e sucesso como pastor fossem prejudicados pela suspeita injusta de estar ele pregando o evangelho por ganho. Ele procurava remover toda a oportunidade de mistificação, para que não se perdesse a força da sua mensagem (AA, p. 348, 349).


Autora: Ellen G. White



quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pobres em Meio à Abundância



Mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:20, 21


Muitos pais e mães são pobres em meio à abundância. Diminuem, em certo grau, seu conforto pessoal e freqüentemente se privam daquelas coisas que são necessárias para desfrutar vida e saúde, enquanto possuem recursos abundantes à sua disposição. Sentem-se como se fossem proibidos de apropriar-se de seus recursos para conforto próprio e para fins caritativos. Têm um objetivo diante de si, e este é economizar os bens para deixar para os filhos.


A idéia é tão notável, tão ligada com todas as suas ações, que os filhos aprendem a antecipar o dia quando essa propriedade será sua. Dependem disso, e essa perspectiva tem influência importante, mas não favorável, sobre seu caráter. Alguns se tornam esbanjadores, outros se tornam egoístas e avarentos, e ainda outros se tornam indolentes e irresponsáveis. Muitos não cultivam hábitos de economia; não procuram tornar-se independentes. Não têm um alvo, e têm pouca estabilidade de caráter. As impressões recebidas na infância e juventude são entretecidas em seu caráter e se tornam o princípio de ação na vida adulta. [...]


Com a luz da Palavra de Deus, tão simples e clara em relação a dinheiro emprestado a mordomos, e com as advertências e reprovações que Deus tem dado através dos Testemunhos quanto à disposição de seus bens – se, com toda essa luz diante deles, os filhos direta ou indiretamente influenciam os pais a dividir a propriedade enquanto vivem, ou a passá-la em testamento aos filhos para que a recebam depois da morte de seus pais, eles assumem responsabilidades terríveis.


Filhos de pais idosos que professam amar a verdade devem, no temor de Deus, aconselhar e pleitear com seus pais a serem leais à sua profissão de fé, e a tomarem uma decisão, que Deus possa aprovar, quanto a seus bens. Os pais devem depositar para si tesouros no Céu doando seus bens eles mesmos para o avanço da causa de Deus. Não devem privar-se do tesouro celeste deixando um excesso de bens para aqueles que têm suficiente; pois assim fazendo não só se privam do privilégio precioso de depositar no Céu um tesouro que não falha, mas roubam da tesouraria de Deus (T3, p. 119, 120).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


17/06


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Escolhendo Entre Dois Lados



Não perverterás o julgamento do teu pobre na sua causa. Da falsa acusação te afastarás; não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. Êxodo 23:5, 7


Cristo profere um ai sobre todos os que transgridem a lei de Deus. Ele proferiu um ai sobre os intérpretes da lei em Seu tempo porque eles usavam seu poder para afligir os que se volviam para eles em busca de justiça e juízo. Todas as terríveis conseqüências do pecado sobrevirão aos que, embora sejam membros nominais da igreja, consideram de somenos importância pôr de lado a lei de Jeová, não fazendo distinção entre o bem e o mal.


Nas representações que o Senhor me tem dado, tenho visto os que seguem seus próprios desejos, deturpando a verdade, oprimindo seus irmãos e pondo dificuldades diante deles. Caracteres estão agora sendo desenvolvidos, e homens estão tomando partido, uns ao lado do Senhor Jesus Cristo, e outros ao lado de Satanás e seus anjos. O Senhor convida todos os que desejam ser leais e obedientes a Sua lei a saírem e se separarem de toda conexão com os que se colocaram ao lado do inimigo. Junto a seus nomes está escrito: “TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta” (Dn 5:27).


Há muitos homens, aparentemente virtuosos, que porém não são cristãos. Acham-se equivocados em sua avaliação do que constituem verdadeiros cristãos. Possuem uma imperfeição de caráter que destrói o valor do ouro, e não podem receber o selo da aprovação divina. Terão de ser rejeitados como metal impuro e sem valor.


Não podemos, por nós mesmos, aperfeiçoar um autêntico caráter moral, mas podemos aceitar a justiça de Cristo. Podemos ser participantes da natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Cristo deixou-nos um modelo perfeito do que devemos ser como filhos e filhas de Deus (DD, p. 220).


Autora: Ellen G. White


Texto extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


16/06


Juramento Judicial



Não espalharás notícias falsas, nem darás mão ao ímpio, para seres testemunha maldosa. Êxodo 23:1


Vi que o Senhor tem ainda que ver com as leis do país. Enquanto Jesus está no santuário, o refreador Espírito de Deus é sentido por governantes e pelo povo. Mas Satanás domina em grande parte a massa do mundo, e não fossem as leis do país, experimentaríamos muito sofrimento. Foi-me mostrado que, quando é realmente necessário, e eles são chamados a testemunharem de modo legal, não é violação da Palavra de Deus que Seus filhos tomem solenemente a Deus para testemunhar de que o que dizem é verdade, e coisa alguma senão a verdade.


O homem é tão corrupto que são feitas leis para lhe lançarem a responsabilidade sobre a própria cabeça. Alguns homens não temem mentir aos seus semelhantes; mas foram ensinados – e o refreador Espírito de Deus os impressionou – no sentido de ser coisa terrível mentir a Deus. O caso de Ananias e Safira, sua esposa, é-nos dado como exemplo. A questão é levada do homem para Deus, de maneira que se alguém der falso testemunho, não o faz para o homem, mas para o grande Deus. [...]


Vi que, se existe na Terra alguém que possa coerentemente testemunhar sob juramento, esse é o cristão. Ele vive à luz do semblante de Deus. Ele se fortalece em Sua força. E quando questões de importância têm de ser resolvidas por lei, ninguém pode apelar para Deus com tanta justiça como o cristão. [...]


Jesus submeteu-Se ao juramento na hora de Seu julgamento. Disse-Lhe o sumo sacerdote: “Conjuro-Te pelo Deus vivo que nos digas se Tu és o Cristo, o Filho de Deus.” Jesus respondeu: “Tu o disseste” (Mt 26:63, 64). Se Jesus, em Seus ensinos aos discípulos, Se referisse ao juramento judicial, Ele teria reprovado o sumo sacerdote, e ali mesmo reforçado os Seus ensinos, para o bem de Seus seguidores que se achavam presentes.


Satanás tem-se agradado com o fato de alguns considerarem o juramento sob um prisma falso, pois isso lhe tem dado oportunidade de oprimi-los e tirar-lhes o dinheiro de seu Senhor. Os mordomos de Deus devem ser mais sábios, elaborar seus planos e preparar-se para resistir às armadilhas de Satanás; pois ele fará maiores esforços que nunca (T1, p. 202, 203).



Autora: Ellen G. White



domingo, 12 de julho de 2009

Integridade no Serviço Público



Não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Provérbios 31:4, 5


Homens intemperantes não devem ser colocados em posições de confiança pelo voto do povo. Sua influência corrompe a outros, e acham-se envolvidas sérias responsabilidades. Tendo o cérebro e os nervos narcotizados pelo fumo e outros estimulantes, fazem uma lei segundo sua natureza, e uma vez dissipada a imediata influência dos mesmos, há um colapso. Acham-se freqüentemente em jogo vidas humanas; da decisão de homens nessas posições de confiança dependem vida e liberdade, ou servidão e desespero. Quão necessário que todos quantos tomam parte nessas transações sejam homens provados, homens de cultura, homens honestos e verazes, de sólida integridade, que rejeitam suborno e não consintam que seu juízo ou convicções do direito sejam desviados por parcialidade ou preconceito.


Assim diz o Senhor: “Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. Também presente não tomarás, porque o presente cega os que têm vista, e perverte as palavras do justo” (Êx 23:6-8).


Unicamente homens estritamente temperantes e íntegros devem ser admitidos em nossas assembléias legislativas e escolhidos para presidir nossas cortes de justiça. As propriedades, a reputação e a própria vida se acham inseguras quando deixadas ao juízo de homens intemperantes e imorais. Quantos inocentes foram condenados à morte, como tantos mais foram roubados de todas as suas propriedades terrenas pela injustiça de jurados, advogados, testemunhas e mesmo juízes dados à bebida. [...]


Há em nossos dias necessidade de homens como Daniel – homens que possuam a abnegação e a coragem de serem radicais reformadores de temperança. Cuide todo cristão em que seu exemplo e sua influência se encontrem ao lado da reforma. Sejam os ministros do evangelho fiéis em instruir e advertir o povo. E lembrem-se todos de que nossa felicidade em dois mundos depende do devido aproveitamento de um deles (Te, p. 47, 48, 237).


Autora: Ellen G. White