sábado, 13 de junho de 2009

Emprego dos Sonhos - Uma parábola




O Reino dos Céus é semelhante a um homem muito rico. Precisando contratar novos empregados faz o seguinte anúncio:


“Emprego dos Sonhos”


A empresa multinacional, “Céu e Nova Terra S.A” com forte presença em todos os continentes. Contrata pessoas, de ambos os sexos e qualquer idade, de toda raça, tribo, língua e nações.


O local do trabalho e moradia são indescritíveis, muito além da imaginação. O funcionário escolhe a atividade, o local e o salário dos seus sonhos.


Férias em lugar exótico e aprazível, ao gosto do empregado. Planos de saúde, estudos e viagens ilimitados. Alimentação, roupa lavada, creche próximo ao trabalho, tudo cortesia da empresa.


Um dia de descanso semanal.


Meios de transporte ilimitado, para ir e vir como e quando quiser.


Não há cobrança de impostos, nem de taxas de manutenção e de administração. Não é clube social e nem recreativo, mas pode encontrar espaço para esses atividades.


Tudo tem atendimento de altíssimo padrão, requinte e bom gosto.


O emprego e as condições citadas são pessoais, vitalícios e intransferíveis, uma vez aceitos e integrados ao emprego não pode haver desistência.


Prazo limitado para seleção dos candidatos.


Os interessados terão que apresentar suas habilidades e interesses e convencer o Empregador dizendo por que merece ganhar o emprego.



O caso acima citado é uma parábola para refletirmos sobre a vida neste mundo e a vida que Deus nos propõe, ou seja, a vida eterna junto a Ele.



É um desafio que faço para cada leitor. Se você desejar responder a este desafio ficaria imensamente grato para saber a sua resposta. De preferência gostaria que a enviassem para meu email: rkmalbuquerque@uol.com.br


Se você tivesse esta proposta de “Emprego dos seus Sonhos” em suas mãos, eu perguntaria:


1- Qual sua disposição e esforço para obtê-lo?

2- Quais qualificações pessoais você apresentaria para ganhar uma vaga neste paraíso?

3- Quanto tempo você levaria para tomar uma decisão?

4- Você iria sozinho e ou quem você convidaria?

5- Quanto tempo levaria para arrumar sua bagagem e mudar-se para o local de trabalho?

6- Você se sentiria ou estaria capacitado para o emprego?

7- Sentiria vontade de não ir?


OBS. Nos próximos vinte dias, por motivo de viagem, devido a dificuldades locais, não poderei acessar a internet. Quando voltar da viagem, tentarei fazer um resumo da participação de todos, mas terei o cuidado de preservar a identidade do remetente do email. Sinta-se livre e à vontade para responder ao questionamento.


Quero apenas lembrar que a proposta acima citada, trata-se apenas de uma “parábola” e deve ser vista como tal. Não se tratando de nenhuma proposta concreta de emprego. (Caso fosse verdade, eu seria o primeiro candidato).


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Construíndo sobre a Rocha Eterna




Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos [...] até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles. Salmo 73:3, 17


O primeiro passo na vida é manter a mente fixa em Deus, ter sempre diante dos olhos o Seu temor. Um único desvio da integridade moral embota a consciência e abre a porta à tentação seguinte. “Quem anda em sinceridade anda seguro, mas o que perverte os seus caminhos será conhecido” (Pv 10:9).


É-nos ordenado amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos; a diária experiência da vida, entretanto, mostra que essa lei é rejeitada. A sinceridade no trato e a integridade moral assegurarão o favor de Deus, e tornarão o homem uma bênção para si mesmo e para a sociedade; mas em meio da variedade de tentações que assaltam uma pessoa em qualquer parte para onde se vire, impossível é manter uma consciência limpa e a aprovação do Céu sem auxílio divino e o princípio de amar o que é reto por amor da própria justiça.


Um caráter aprovado por Deus e pelo homem é preferível à riqueza. É preciso pôr-se um fundamento amplo e profundo, assentado na rocha – Cristo Jesus. Muitos há que professam trabalhar baseados no verdadeiro fundamento, e cuja frouxidão nos tratos mostra que estão construindo em areia movediça; mas a grande tempestade lhes varrerá o fundamento, e não terão refúgio. [...]


Muitos alegam que, a menos que sejam espertos e cuidem para tirar proveito para si mesmos, sofrerão perdas. Seus inescrupulosos vizinhos, que tiram proveitos egoístas, são prósperos; enquanto eles, embora tentem negociar estritamente de acordo com os princípios bíblicos, não são tão prósperos. Vêem porventura essas pessoas o futuro? Ou estão seus olhos demasiado fracos para ver, através da cerração carregada de corrupção do mundo, que a honra e a integridade não se galardoam em moedas deste mundo? Recompensará Deus a virtude meramente com o êxito mundano? Ele lhes tem os nomes gravados nas palmas de Suas mãos, como herdeiros de honras perduráveis, riquezas imperecíveis (SDABC3, p. 1158).


Autora: Ellen G. White


13/06

Pequenos pecados, grandes conseqüências



A integridade dos retos os guia; mas, aos pérfidos, a sua mesma falsidade os destrói. Provérbios 11:3


Disse Cristo: “Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:18, 20). Os atos da vida do homem são os frutos que produz.[...]


A Bíblia condena nos mais fortes termos toda falsidade, fraude e desonestidade. O justo e o errado são discriminados claramente. Mas foi-me mostrado que o povo de Deus se colocou em terreno do inimigo; cedeu a suas tentações e seguiu-lhe os artifícios, até se tornarem perigosamente embotadas as suas sensibilidades. Um leve desvio da verdade, uma pequenina variação das reivindicações de Deus, não é, afinal, considerado muito pecaminoso, quando se acham envolvidos ganho ou perda de dinheiro. Mas pecado é pecado, seja cometido pelo milionário ou pelo que pede esmolas nas ruas. Os que adquirem bens mediante engano, trazem sobre si a condenação. Tudo quanto for adquirido por meio de engano e fraude só trará maldição a quem o receber.


Adão e Eva sofreram as terríveis conseqüências de desobedecerem ao expresso mandamento de Deus. Podem ter arrazoado: Este é um pecado muito pequenino, e jamais será levado em conta. Mas Deus tratou o caso como um terrível mal; e a desgraça trazida por sua transgressão será sentida através de todos os tempos. Nos dias em que vivemos, pecados de muito maior magnitude são muitas vezes cometidos pelos que professam ser filhos de Deus. Nas transações comerciais, são pelo professo povo de Deus pronunciadas e praticadas falsidades que trazem sobre eles a desaprovação de Deus, e vergonha sobre Sua causa.


O menor desvio da veracidade e retidão constitui transgressão da lei de Deus. A contínua condescendência com o pecado acostuma a pessoa ao hábito de proceder mal, mas não diminui o grave caráter do pecado. Deus estabeleceu princípios imutáveis, que Ele não pode mudar sem uma revisão de toda a Sua natureza. Se a Palavra de Deus fosse estudada fielmente por todos os que professam crer na verdade, eles não seriam pigmeus nas coisas espirituais. Os que desrespeitam nesta vida as reivindicações de Deus, não Lhe respeitariam a autoridade se estivessem no Céu (T4, p. 311, 312).


Autora: Ellen G. White


Texto extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


12/06



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os Negócios Revelam o Caráter



Poderei eu inocentar balanças falsas e bolsas de pesos enganosos? Miquéias 6:11


Homem honesto, à maneira de Cristo julgar, é o que manifesta inflexível integridade. Pesos enganosos e balanças falsas, com os quais muitos buscam aumentar seus ganhos no mundo, são abominação à vista de Deus. Não obstante, muitos dos que professam guardar os mandamentos de Deus fazem uso de balanças e pesos falsos. Quando um homem se acha realmente ligado a Deus, e observando Sua lei em verdade, sua vida revelará esse fato; pois todas as suas ações se encontrarão em harmonia com os ensinos de Cristo. Não venderá sua honra por lucro. Seus princípios são edificados sobre o firme fundamento, e sua conduta em assuntos temporais é um transcrito de seus princípios.


A firme integridade brilha como o ouro entre o cascalho e o lixo do mundo. Engano, falsidade e infidelidade podem ser dissimulados e ocultos dos olhos humanos, mas não dos olhos de Deus. Os anjos de Deus, que observam o desenvolvimento do caráter e pesam o valor moral, registram nos livros do Céu essas pequeninas transações reveladoras do caráter. Se um trabalhador for infiel nas ocupações diárias da vida, e negligenciar sua obra, o mundo não julgará incorretamente se avaliar a norma religiosa desse trabalhador segundo a que mantém nos negócios.


“Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito” (Lc 16:10). Não é a magnitude da questão que a torna justa ou injusta. Como o homem se conduz para com o semelhante, assim se conduzirá com Deus. Aquele que é infiel na riqueza da injustiça nunca merecerá confiança com a verdadeira riqueza. Os filhos de Deus nunca devem deixar de lembrar que, em todas as suas transações comerciais, estão sendo provados e pesados nas balanças do santuário (T4, p. 310, 311).



Autora: Ellen G. White


11/06

Os Princípios do Evangelho



Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Lucas 13:7


O Senhor ficaria satisfeito se Seu povo fosse mais atencioso do que é agora, mais misericordioso e mais solícito uns para com os outros. Quando o amor de Cristo está no coração, cada um terá mais terna consideração pelos interesses dos outros. Irmão não quererá levar vantagens sobre irmão em transações comerciais. Outro não cobrará exorbitantes taxas de juros, em virtude de ver seu irmão em situação difícil, necessitado de ajuda.


Aqueles que procuram tirar proveito das necessidades do semelhante provam conclusivamente que não são governados pelos princípios do evangelho de Cristo. Suas ações são registradas nos livros do Céu como fraude e desonestidade e, onde quer que esses princípios atuem, a bênção do Senhor não será derramada. Tais pessoas estão recebendo as impressões do grande adversário antes que do Espírito de Deus. Aqueles que finalmente herdarão o reino celestial devem ser transformados pela divina graça. Precisam ser puros de coração e vida, e possuir caráter simétrico. [...]


Todos os meios que possa acumular, mesmo que sejam milhões, não serão suficientes para pagar o resgate de sua alma. Não permaneça na impenitência e incredulidade que [...] anulam os graciosos propósitos de Deus; não force a destruição pela relutante mão divina sobre sua propriedade, nem traga aflição sobre si mesmo.


Quantos há que estão agora tomando um rumo que certamente, em breve, atrairá atos de juízo. Essas pessoas vivem, dia após dia, mês após mês, ano após ano, para os próprios interesses egoístas. Sua influência e meios, acumulados mediante as habilidades e tino dados por Deus, são usados para si mesmos e suas famílias, sem um só pensamento para seu gracioso Benfeitor. Não permitem que coisa alguma retorne ao Doador. [...]


Finalmente, Sua paciência com esses mordomos infiéis se esgota, e Ele faz com que todos os seus projetos egoístas e mundanos cheguem a um fim repentino, para mostrar-lhes que, como ajuntaram para a própria glória, Ele pode espalhar e deixá-los desamparados para resistir ao Seu poder (T5, p. 350, 351).


Autora: Ellen G. White


10/06

terça-feira, 9 de junho de 2009

Caráter refinado pela graça de Deus



Não oprimais ao vosso próximo; cada um, porém, tema a seu Deus; porque Eu sou o Senhor, vosso Deus. Levítico 25:17


Vocês estão em perigo de cometer graves erros em suas transações comerciais. Deus os adverte a estarem alerta para não sobrecarregarem uns aos outros. Sejam cuidadosos para não cultivarem a habilidade do trapaceiro; pois isso não suportará o teste do dia de Deus. Perspicácia e cálculos precisos são necessários, pois vocês lidam com todas as classes de pessoas. [...] Que esses aspectos, porém, não se tornem um poder dominante. Sob o devido controle, são elementos essenciais ao caráter; se vocês conservarem diante de si o temor de Deus, e Seu amor no coração, estarão seguros.


É muito melhor renunciar a certas vantagens que poderiam ser obtidas do que cultivar um espírito de avareza, e assim torná-lo uma lei da natureza. A astúcia mesquinha é indigna de um cristão. Fomos separados do mundo pela grande talhadeira da verdade. Nossos maus traços de caráter nem sempre são visíveis a nós mesmos, embora sejam muito evidentes a outros. Mas o tempo e as circunstâncias certamente nos provarão, e trarão à luz o ouro do caráter ou descobrirão o metal inferior. [...]


Todo pensamento baixo e toda ação errada revelam algum defeito no caráter. Esses traços rudes devem ser levados sob o cinzel e o martelo na grande oficina de Deus, e a graça de Deus deve suavizar e polir, antes que possamos ser preparados para um lugar no glorioso templo.


Deus pode tornar esses irmãos [líderes de nossas instituições] mais preciosos “do que o ouro puro e mais” raros “do que o ouro fino de Ofir” (Is 13:12) se eles se submeterem à Sua mão transformadora. Eles devem estar determinados a empreender o mais nobre uso de todas as faculdades e oportunidades. A Palavra de Deus deve ser o seu estudo e guia ao decidirem o que é mais elevado e melhor em todas as situações. [...]


Os mais fracos seguidores de Cristo entraram em aliança com o poder infinito. Em muitos casos, Deus pode fazer pouco com os homens de erudição, porque não sentem necessidade de apoiar-se nAquele que é a fonte de toda a sabedoria; por isso, após uma prova, Ele os põe de lado por homens de talento inferior que aprenderam a confiar nEle, cuja alma é fortalecida pela bondade, verdade e inabalável fidelidade, as quais não se rebaixarão a nada que deixe qualquer mácula na consciência (T4, p. 540, 541).


Autora: Ellen G. White


09/06

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Plano divino para evitar a pobreza




O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele colhereis as uvas das vinhas não podadas. [...] Quando venderes alguma coisa ao teu próximo ou a comprares da mão do teu próximo, não oprimas teu irmão. Levítico 25:11-14


No plano de Deus para Israel, toda família tinha um lar no campo, e terreno suficiente para o cultivo. Assim eram proporcionados tanto os meios como o incentivo para uma vida útil, laboriosa e independente. E nenhuma medida humana jamais suplantou esse plano. A pobreza e a miséria que hoje existem se devem, em grande parte, ao fato de o mundo ter se afastado dele.


Ao estabelecer-se Israel em Canaã, a terra foi dividida entre todo o povo, sendo excetuados apenas os levitas, como ministros do santuário, nessa eqüitativa distribuição. As tribos eram contadas por famílias, e a cada uma destas era concedida, segundo o seu número, uma herança proporcional.


E embora uma pessoa pudesse, por algum tempo, dispor de sua possessão, não poderia vender permanentemente a herança de seus filhos. Quando habilitada a resgatar sua terra, estava em qualquer tempo na liberdade de o fazer. As dívidas eram perdoadas cada sete anos, e no qüinquagésimo, ou ano do jubileu, toda propriedade em terras revertia a seu original possuidor.


“A terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é Minha; pois vós sois para Mim estrangeiros e peregrinos. Portanto, em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra. Se teu irmão empobrecer e vender alguma parte das suas possessões, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que seu irmão vendeu. Se alguém [...] achar o bastante com que a remir, [...] tornará à sua possessão. Mas, se as suas posses não lhe permitirem reavê-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu” (Lv 25:23-28). [...] Assim cada família era garantida em sua possessão, sendo proporcionada uma salvaguarda contra os extremos, quer da opulência, quer da miséria (CBV, p. 183-185).


Autora: Ellen G. White


08/06


domingo, 7 de junho de 2009

Princípios cristãos nos negócios



Que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. Miquéias 6:8


As leis das nações trazem os indícios das debilidades e paixões do coração não renovado; mas a lei de Deus traz o selo divino e, se forem obedecidas, levarão à cuidadosa atenção para com os direitos e privilégios dos outros. [...] Seu atento cuidado está acima de todos os interesses de Seus filhos, e Ele declara que Se comprometerá com a causa do aflito e do necessitado. Se Lhe clamarem, Ele diz: “Eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (Êx 22:27).


Se um homem de recursos possui absoluta integridade, ama e teme a Deus, pode ser um benfeitor aos pobres. Pode ajudá-los, sem ganhar juro algum [com o dinheiro que empresta] daquilo que pode ser misericordiosamente cobrado. Desse modo, sem nenhuma perda para si mesmo, o próximo desafortunado é grandemente beneficiado, pois é salvo das mãos do desonesto. Os princípios da regra áurea não devem ser perdidos de vista em momento algum em toda transação comercial. [...] Deus jamais planejou que uma pessoa afligisse a outra. Ele zelosamente guarda os direitos de Seus filhos, e nos livros do Céu grande perda é escrita ao lado do negociante injusto.


Nas Escrituras Sagradas acusações terríveis são pronunciadas contra o pecado da avareza. “Nenhum [...] avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5:5). O salmista diz: “O perverso se gloria da cobiça de sua alma, o avarento maldiz o Senhor e blasfema contra Ele” (Sl 10:3). Paulo classifica os avarentos com idólatras, adúlteros, ladrões, bêbados, maldizentes e roubadores, nenhum dos quais herdarão o reino de Deus. Esses são os frutos de uma árvore corrompida, e Deus é desonrado por eles. Não devemos fazer dos costumes e máximas do mundo o nosso critério. Reformas devem acontecer; toda injustiça deve ser banida.


Somos ordenados a “examinar as Escrituras”. Toda a Palavra de Deus é a nossa regra de ação. Devemos executar seus princípios em nossa vida diária; não há marca mais certa de cristianismo do que esta. Devemos executar os grandes princípios de justiça e misericórdia em nossas relações uns com os outros. Devemos cultivar diariamente as qualidades que nos moldarão para a sociedade do Céu. Se assim o fizermos, Deus Se torna a nossa segurança, e promete abençoar tudo a que nos dedicarmos, e “jamais seremos abalados” (ST, 7/2/1884).


Autora: Ellen G. White


07/06

A Prova do Caráter



Quando, no teu campo, segares a messe e, nele, esqueceres um feixe de espigas, não voltarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva será; para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em toda obra das tuas mãos. Deuteronômio 24:19


Vi que é pela providência de Deus que viúvas e órfãos, cegos, surdos, coxos e pessoas atribuladas por diversos modos foram postos em íntima relação cristã com Sua igreja; é para provar Seu povo e desenvolver seu verdadeiro caráter. Os anjos de Deus estão observando para ver como tratamos essas pessoas necessitadas de nossa simpatia, amor e desinteressada generosidade. Essa é a maneira de Deus provar nosso caráter.


Se possuímos a verdadeira religião da Bíblia, perceberemos que temos para com Cristo um débito de amor, bondade e interesse, em favor de Seus filhos.[...]


Os dois grandes princípios da lei de Deus são o supremo amor a Deus e amor altruísta ao próximo. Os primeiros quatro mandamentos e os últimos seis dependem desses dois princípios, ou deles provêm. Cristo explicou ao doutor da lei que seu próximo se encontrava na ilustração do homem que viajava de Jerusalém para Jericó e caiu entre ladrões, sendo roubado, espancado e deixado meio morto.


O sacerdote e o levita viram o homem sofrendo, mas seu coração não correspondeu a suas necessidades. Evitaram-no, passando de largo. O samaritano passou por aquele caminho e, quando viu a necessidade de auxílio em que se achava o estranho, não perguntou se era parente, conterrâneo ou da mesma fé; mas pôs-se a trabalhar a fim de ajudar o sofredor, pois havia algo que devia ser feito. Aliviou-o da melhor maneira que pôde, pô-lo sobre a própria cavalgadura e levou-o a uma hospedaria, tomando providências para suas necessidades, por conta própria.


Esse samaritano, disse Cristo, era o próximo daquele que caiu entre ladrões. O levita e o sacerdote representam, na igreja, uma classe que manifesta indiferença até para com os que precisam de sua simpatia e auxílio. Essa classe, apesar de sua posição na igreja, é transgressora dos mandamentos. O samaritano representa uma classe de fiéis auxiliadores de Cristo, que Lhe imitam o exemplo em fazer o bem (T3, p. 511, 512).


Autora: Ellen G. White


06/06

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Não Explore o Próximo



Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva. Deuteronômio 24:17


A Palavra de Deus não aprova nenhum plano que enriqueça uma classe pela opressão e o sofrimento de outra. Em todas as nossas transações comerciais, ela nos ensina a colocar-nos no lugar daqueles com quem estamos tratando, a considerar, não somente o que é nosso, mas também o que é dos outros. Aquele que se aproveitasse do infortúnio de um outro para se beneficiar a si mesmo, ou que buscasse para si lucros por meio da fraqueza ou incompetência de outros seria um transgressor, tanto dos princípios como dos preceitos da Palavra de Deus.


“Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva” (Dt 24:17). “Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa para lhe tirar o penhor. Fora estarás, e o homem, a quem emprestaste, te trará fora o penhor. Porém, se for homem pobre, te não deitarás com o seu penhor” (Dt 24:10-12). “Se tomares em penhor a veste do teu próximo, lho restituirás antes do pôr-do-sol, porque aquela é a sua cobertura; [...] em que se deitaria? Será, pois, que, quando clamar a Mim, Eu o ouvirei, porque sou misericordioso” (Êx 22:26, 27). “E, quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, ninguém oprima a seu irmão” (Lv 25:14).


“Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida” (Lv 19:35). “Na tua bolsa não terás diversos pesos, um grande e um pequeno. Na tua casa não terás duas sortes de efa, um grande e um pequeno” (Dt 25:13, 14). “Balanças justas, pedras justas, efa justo e justo him tereis” (Lv 19:36).


“Dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes” (Mt 5:42). “O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo compadece-se e dá” (Sl 37:21). [...]


O plano de vida que Deus deu a Israel destinava-se a servir de lição objetiva para toda a humanidade. Se esses princípios fossem postos em prática hoje em dia, quão diverso seria o mundo! (CBV, p. 187, 188).


Autora: Ellen G. White


05/06

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Ética de Jesus



Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Filipenses 2:4, 5


A ética apontada pelo evangelho não reconhece outro padrão senão a perfeição da mente e da vontade de Deus. Deus requer de Suas criaturas conformidade com Sua vontade. A imperfeição de caráter é pecado, e pecado é transgressão da lei. Todos os atributos virtuosos do caráter se concentram em Deus, formando um todo harmonioso e perfeito. Toda pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal tem o privilégio de possuir esses atributos. Essa é a ciência da santidade.


Quão gloriosas são as possibilidades que se deparam à raça caída! Por intermédio de Seu Filho, Deus revelou a excelência que o homem é capaz de atingir. Através dos méritos de Cristo, o homem é erguido de sua condição depravada, purificado, e tornado mais precioso que as barras de ouro de Ofir. Ele tem possibilidade de se tornar companheiro dos anjos na glória, e de refletir a imagem de Jesus Cristo, resplandecendo mesmo no magnificente esplendor do trono eterno. Ele tem o privilégio de aceitar pela fé o fato de que através do poder de Cristo ele se tornará imortal. Entretanto, quão raras vezes ele compreende as alturas a que poderia chegar se permitisse que Deus dirigisse cada passo seu!


Deus permite que cada ser humano exerça sua individualidade. Ele não deseja que ninguém submerja sua mente na de outro mortal. Os que desejam ser transformados na mente e no caráter não devem contemplar os homens, mas o Exemplo divino. [...]


Como nosso Exemplo, temos Alguém que é tudo em todos, o primeiro entre milhares de milhares, e cuja excelência é incomparável. Ele bondosamente adaptou Sua vida para servir de imitação universal. Unidos em Cristo estavam riqueza e pobreza; majestade e degradação; poder ilimitado e humildade, a qual se refletirá em toda pessoa que O recebe. NEle, através das qualidades e faculdades da mente humana, foi revelada a sabedoria do maior Mestre que o mundo já conheceu (RC, p. 27).


Autora: Ellen G. White


Texto extraído de: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3063414705331703957

04/06


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Honestidade em Tudo



Terás peso integral e justo, efa integral e justo; para que se prolonguem os teus dias na terra que te dá o Senhor, teu Deus. Deuteronômio 25:15


É melhor tratar honestamente com os seus semelhantes e com Deus. Vocês são dependentes de Cristo em cada favor que desfrutam; são dependentes dEle quanto ao futuro, à vida imortal; e não podem permitir-se faltar com o respeito até a atribuição do prêmio. Os que reconhecem que dependem de Deus sentirão dever ser honestos para com os seus semelhantes, e sobre tudo para com Deus, de quem todas as bênçãos da vida advêm. A evasão a Suas ordens positivas concernentes ao dízimo e às ofertas acha-se registrada nos livros do Céu como roubo a Deus.


Nenhum homem desonesto para com Deus ou seus semelhantes pode realmente prosperar. [...] O Senhor nos comprou com Seu precioso sangue, e é por causa de Sua misericórdia e graça que podemos ter esperança no grande dom da salvação. E somos ordenados a praticar a justiça, amar a misericórdia, e andar humildemente com o nosso Deus. No entanto, o Senhor declara: “A Mim Me roubais, vós, a nação toda” (Ml 3:9). Quando lidamos injustamente com os nossos semelhantes ou com nosso Deus, desprezamos-Lhe a autoridade e ignoramos o fato de que Cristo nos comprou com a Sua própria vida.


O mundo está roubando a Deus por atacado. Quanto mais Ele concede riquezas, tanto mais completamente reclamam os homens que elas são suas, para serem usadas como lhes aprouver. Mas seguirão os professos seguidores de Cristo os costumes do mundo? Perderemos a paz de espírito, a comunhão com Deus e com os nossos irmãos porque deixamos de dedicar a Sua causa a parte que Ele reivindica como Sua?


Tenham em mente aqueles que pretendem ser cristãos estarem negociando com capital que lhes foi confiado por Deus, e que deles se exige que sigam fielmente a direção das Escrituras quanto a seu emprego. Se seu coração for reto para com Deus, não se apropriarão dos bens do seu Senhor empregando-os em seus próprios empreendimentos egoístas (RH, 17/12/1889).


Autora: Ellen G. White


03/06

Integridade nos Negócios



Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas. Mateus 7:12


Aquele que sinceramente teme a Deus preferiria antes labutar dia e noite e comer o pão da pobreza, a condescender com a paixão do ganho que oprima a viúva e o órfão, ou prive o estrangeiro do seu direito. Nosso Salvador buscou gravar em Seus ouvintes o fato de que a pessoa que ousasse defraudar o próximo no menor ponto, enganaria, se a oportunidade fosse favorável, em questões maiores. O mais leve afastamento da retidão quebra as barreiras, e prepara o coração para injustiça maior. Por preceito e exemplo Cristo ensinou que integridade absoluta deve governar nossa conduta para com nossos semelhantes. Disse o Divino Mestre: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” (Mt 7:12).


Exatamente na medida que o homem se beneficia à custa de seu semelhante, seu coração se tornará endurecido à influência do Espírito de Deus. O ganho assim obtido é uma perda terrível. É melhor padecer necessidade do que mentir; melhor passar fome do que defraudar; melhor morrer do que pecar. Extravagância, excessos e extorsões estão corrompendo a fé de muitos, e destruindo sua espiritualidade. A igreja é em grande medida responsável pelos pecados dos seus membros. Ela encoraja o mal se deixa de levantar a voz contra isso. A influência mais temida pela igreja não é a dos francos opositores, dos infiéis e blasfemos, mas a dos incoerentes professos seguidores de Cristo. Há aqueles que afastam de Israel as bênçãos de Deus. [...]


O mundo dos negócios não está fora dos limites do governo de Deus. O cristianismo não deve ser meramente mostrado no sábado e exibido no santuário; é para todos os dias da semana e todos os lugares. Seus reclamos devem ser reconhecidos e obedecidos em cada ato da vida. Homens possuindo o genuíno artigo da verdadeira religião revelarão em todas as suas transações comerciais tão clara percepção do direito como quando oferecem suas súplicas diante do trono da graça (SW, 10/5/1904).



Autora: Ellen G. White



terça-feira, 2 de junho de 2009

Seja Como Jesus



Na tua bolsa, não terás pesos diversos, um grande e um pequeno. Na tua casa, não terás duas sortes de efa, um grande e um pequeno. Deuteronômio 25:13, 14


Os que professam amar e temer a Deus, devem nutrir simpatia e amor uns pelos outros, e proteger os interesses dos outros como se fossem seus. Os cristãos não devem regular sua conduta pelos padrões do mundo. Em todas as épocas, o povo de Deus é tão distinto dos mundanos quanto a sua profissão é mais elevada que a do incrédulo. Todo o povo de Deus na Terra é um corpo, desde o princípio até o fim do tempo.


“O amor do dinheiro é a raiz de todo o mal” (1Tm 6:10). Nesta geração, o desejo de ganho é paixão absorvente. Se a riqueza não pode ser assegurada por meio de trabalho honesto, os homens recorrerão à fraude a fim de obtê-la. Viúvas são roubadas em seus escassos recursos, e pobres são levados a sofrer pela falta de coisas indispensáveis à vida. Isso ocorre para que os ricos possam manter sua extravagância ou satisfazer seu desejo de acumular bens.


O terrível registro de crime em nosso mundo é suficiente para gelar o sangue e encher a alma de pavor. O fato de que, em maior ou menor grau, existem os mesmos pecados entre aqueles que professam piedade exige uma profunda humilhação de alma e cuidadosa ação dos seguidores de Cristo. Os crimes que são cometidos por causa do amor à exibição e ao dinheiro transformam este mundo num covil de ladrões e salteadores. Mas os cristãos são peregrinos na Terra; estão em terra estranha, parando, por assim dizer, por apenas uma noite. Eles não devem ser influenciados pelos mesmos motivos e desejos daqueles que têm seu lar e tesouro aqui. Deus planejou que nossa vida representasse a vida de nosso grande Modelo Jesus ao fazer o bem aos outros. [...]


Cada erro praticado em relação aos filhos de Deus é feito ao próprio Cristo na pessoa de Seus santos. Toda tentativa de tirar vantagem da ignorância, fraqueza ou infortúnio de outrem, é registrada como fraude no livro do Céu (SW, 10/5/1904).


Autora: Ellen G. White


01/06