sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Contemplar a Jesus



E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2 Coríntios 3:18

Durante aquele prolongado tempo despendido em comunhão com Deus, a face de Moisés refletira a glória da presença divina; sem que ele soubesse, seu rosto resplandecia com uma luz deslumbrante quando desceu do monte. [...]

Arão, assim como o povo, recuava de Moisés, e “temeram de chegar-se a ele” (Êx 34:30). Vendo sua confusão e terror, mas sem saber a causa, insistiu com eles para que se aproximassem. Apresentou-lhes a garantia da reconciliação com Deus, e lhes assegurou o restabelecimento de Seu favor. Nada perceberam em sua voz a não ser amor e solicitude, e finalmente alguém se aventurou um a aproximar-se dele. Muito atônito para que pudesse falar, silenciosamente apontou para o rosto de Moisés e então para o céu. O grande líder compreendeu o que queria dizer. Em sua consciente culpabilidade, sentindo-se ainda sob o desagrado divino, não podiam suportar a luz celestial, que os teria enchido de alegria se tivessem sido obedientes a Deus. [...]

Por essa luz, o intuito de Deus era impressionar Israel com o caráter sagrado e exaltado de Sua lei, e a glória do evangelho revelado por meio de Cristo. Enquanto Moisés estava no monte, Deus lhe apresentou não somente as tábuas da lei, mas também o plano da salvação. Ele viu que o sacrifício de Cristo era prefigurado por todos os tipos e símbolos da era judaica; e era a luz celestial que fluía do Calvário, não menos que a glória da lei de Deus, que derramava tal brilho no rosto de Moisés. Aquela iluminação divina simbolizava a glória da dispensação de que Moisés era o mediador visível, representante do único verdadeiro Intercessor.

A glória refletida no semblante de Moisés ilustra as bênçãos a serem recebidas, pela mediação de Cristo, pelo povo que guarda os mandamentos de Deus. Testemunha que, quanto mais íntima for nossa união com Deus, e mais claro o nosso conhecimento de Suas ordens, tanto mais plenamente nos adaptaremos à divina imagem, e mais facilmente nos tornaremos participantes da natureza divina (PP, p. 329, 330). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Vencedor em todas as batalhas



Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Tiago 4:7, 8

Satanás trabalha constantemente, mas poucos fazem idéia de sua atividade e sutileza. O povo de Deus deve estar preparado para resistir ao perverso inimigo. É esta resistência que o apavora. Ele conhece, melhor do que nós, o limite de seu poder, e como facilmente pode ser vencido, se lhe resistirmos e o enfrentarmos.

Mediante o poder divino, o mais fraco dentre os santos é mais forte do que ele e do que todos os seus anjos e, se submetido a uma prova, poderá demonstrar sua força superior. Portanto, o passo de Satanás é silencioso, seus movimentos são traiçoeiros e suas baterias camufladas. Ele não se atreve a apresentar-se abertamente, para não despertar as energias latentes do cristão, a fim de que este não recorra a Deus mediante a oração.

O inimigo está se preparando para sua última campanha contra a igreja. Ele se ocultou de vista de tal forma que muitos quase não acreditam em sua existência, muito menos podem ser convencidos de sua espantosa atividade e poder. [...] Se seus olhos pudessem ser abertos para distinguir o seu comandante, veriam que não estão servindo a Deus, mas ao inimigo de toda a justiça. [...]

O homem é cativo de Satanás, naturalmente inclinado a seguir suas sugestões e cumprir suas ordens. Em si mesmo, não tem poder para opor resistência eficaz ao mal. É só à medida que Cristo nele habita, pela viva fé, influenciando seus desejos e fortalecendo-o com poder do alto, que o homem pode se atrever a enfrentar tão terrível inimigo. Qualquer outro meio de defesa é inteiramente inútil. É unicamente por meio de Cristo que o poder de Satanás é limitado. Esta é uma importantíssima verdade, que todos deveriam compreender. Satanás está ocupado a todo momento, indo para cá e para lá, andando acima e abaixo pela Terra, buscando a quem possa tragar. Mas a fervorosa oração da fé frustrará seus maiores esforços. Tomem, pois, irmãos, “o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6:16) (T5, p. 293, 294 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Andar com Deus



Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. [...] Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para Si. Gênesis 5:22, 24

Enquanto estamos empenhados em nosso trabalho diário, devemos erguer a alma ao Céu em oração. Essas silenciosas petições ascendem como incenso perante o trono da graça; e o inimigo é confundido. O cristão cujo coração é assim firmado em Deus, não pode ser vencido. Nenhuma arte maligna pode lhe tirar a paz. Todas as promessas da Palavra de Deus, todo o poder da graça divina, todos os recursos de Jeová, estão empenhados em lhe garantir livramento. Foi assim que Enoque andou com Deus. E Deus era com ele, um socorro presente em todas as ocasiões de necessidade.

A oração é a respiração da alma. É o segredo do poder espiritual. Nenhum outro meio de graça a pode substituir e manter a saúde da alma. A oração põe a alma em imediato contato com a Fonte da vida, e fortalece os nervos e músculos da vida religiosa. Negligenciem o exercício da oração, ou se dediquem a ela de vez em quando, sem persistência, quando parecer conveniente, e perderão sua firmeza em Deus. As faculdades espirituais perdem sua vitalidade, a experiência religiosa carece de saúde e vigor. [...]

Coisa maravilhosa é podermos orar com eficácia; indignos e faltosos mortais possuírem o poder de apresentar a Deus os seus pedidos! Que mais alto poder pode o homem desejar do que este – estar ligado ao infinito Deus? O ser humano fraco e pecador tem o privilégio de falar com seu Criador. Podemos proferir palavras que cheguem ao trono do Rei do Universo. Podemos falar com Jesus ao caminhar, e Ele diz: Acho-Me à tua mão direita (Sl 16:8).

Podemos ter comunhão com Deus no coração; andar na companhia de Cristo. Quando empenhados em nossos trabalhos diários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneira inaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não perecerão em silêncio, nem serão perdidas. Coisa alguma pode sufocar o desejo da alma. Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulho das máquinas. É a Deus que estamos falando e nossa oração é ouvida (MJ, p. 249, 250 por Ellen G. White). Extraída de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Crescimento Espiritual





Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Mateus 7:7, 8

Os pastores [e todos] que quiserem trabalhar com eficácia pela salvação de pessoas devem ser tanto estudantes da Bíblia, como homens de oração. É pecado tentar ensinar a Palavra a outros, enquanto negligenciamos seu estudo. Todos os que têm consciência do valor das pessoas fugirão para a fortaleza da verdade, onde poderão ser providos de sabedoria, conhecimento, força, e poder divino para fazer a obra de Deus. Não devem descansar sem a santa unção vinda do alto. Muita coisa está em risco para que ousem ser descuidados em relação ao desenvolvimento de sua espiritualidade. [...]

Ministros de Cristo [e outros] a quem Deus fez depositários de Sua lei, vocês têm uma verdade impopular. Vocês devem levar essa verdade ao mundo. Advertências devem ser dadas [...] em preparação para o grande dia de Deus. Vocês devem buscar aqueles cujo coração está endurecido pelo pecado e pelo amor ao mundo. Oração contínua e fervorosa, e dedicação à beneficência, os colocarão em comunhão com Deus. Sua mente e coração absorverão um senso de coisas celestiais, e a unção celestial, resultante da conexão com Deus, será derramada sobre vocês. Isso tornará seu testemunho poderoso para convencer e converter. Sua luz não será inconstante, mas seu caminho será iluminado com o brilho celeste. Deus é todo-poderoso e o Céu está cheio de luz. Vocês devem tão somente usar os meios que Deus colocou sob seu controle para obter a bênção divina.

Estejam constantemente em oração. Vocês são um perfume de vida para a vida, ou de morte para a morte. Ocupam uma posição de imensa responsabilidade. Eu lhes imploro que aproveitem o tempo. Aproximem-se de Deus em súplica, e serão como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, cujas folhas estão sempre verdes, e cujos frutos aparecem na devida estação. [...] Simplesmente se dirijam a Deus, confiem em Suas palavras, e permitam que suas ações sejam sustentadas pela fé viva em Suas promessas. Deus não requer de vocês orações eloqüentes e raciocínio lógico, apenas um coração humilde e contrito, pronto e desejoso de aprender dEle (RH, 8/8/1878 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Orar em Nome de Jesus



E tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei. João 14:13, 14

O Senhor fica decepcionado quando Seu povo se estima a si mesmo como de pouco valor. Ele deseja que Sua escolhida herança se avalie segundo o preço que lhe deu. Deus a queria, do contrário não enviaria Seu Filho em tão dispendiosa missão de redimi-la. Tem para eles uma utilidade, e agrada-Se muito quando Lhe fazem os maiores pedidos, a fim de que Seu nome seja glorificado. Se têm fé em Suas promessas, podem esperar grandes coisas.

Mas orar em nome de Cristo significa muito. Quer dizer que havemos de aceitar Seu caráter, manifestar Seu espírito e fazer Suas obras. A promessa do Salvador é dada sob condição. “Se Me amardes”, diz, “guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência.

Toda a verdadeira obediência vem do coração. Daí procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele Se identificará de tal forma com os nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que, obedecendo-Lhe, estaremos seguindo nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de conhecer, nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do caráter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se tornará aborrecível para nós. [...]

Não podemos depender da humanidade quanto a conselhos. O Senhor nos ensinará nosso dever com tanta boa vontade como o faz a qualquer outro. Ele nos transmitirá pessoalmente os Seus mistérios se nos achegarmos com fé. Nosso coração se inflamará muitas vezes dentro de nós ao aproximar-Se Alguém para comungar conosco como fez com Enoque. Os que decidem não fazer, em qualquer sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a orientação que hão de tomar. E não receberão unicamente sabedoria, mas força. Receberão poder para a obediência e para o serviço, como Cristo prometeu (DTN, p. 668). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Orações de uma Mulher Piedosa




Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu Lhe fizera. 1 Samuel 1:27


Elcana, levita do Monte Efraim, era homem de riqueza e influência, e um dos que amavam e temiam ao Senhor. Sua esposa, Ana, era mulher de fervorosa piedade. [...]

A bênção tão ansiosamente buscada por todo hebreu era negada a esse bom casal; seu lar não se alegrava com vozes infantis; e o desejo de perpetuar seu nome levou o esposo – assim como já havia levado muitos outros – a contrair um segundo casamento. Mas este passo, motivado pela falta de fé em Deus, não trouxe felicidade. Filhos e filhas foram acrescentados à família; mas a alegria e beleza da sagrada instituição de Deus foram frustradas, e interrompida a paz da família. Penina, a nova esposa, era ciumenta e de mente estreita, e conduzia-se com orgulho e insolência. Para Ana, parecia que a esperança estava destruída, e sua vida era um pesado fardo. [...]

[Ana] lançou diante de Deus o fardo que ela não podia repartir com um amigo terrestre. Rogou ansiosamente que lhe tirasse a ignomínia, e lhe concedesse o precioso dom de um filho que ela criaria e educaria para Ele. E fez um voto solene de que, se seu pedido fosse satisfeito, dedicaria o filho a Deus, desde o seu nascimento. [...]

A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva que tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel – “pedido a Deus” (1Sm 1:8, 10, 14-16, 20). Logo que o pequeno teve idade suficiente para separar-se de sua mãe, ela cumpriu seu voto. [...] De Siló, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho, ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, ela procurou elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. [...] Não pedia para o filho grandezas terrenas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse seus semelhantes (PP, p. 569, 570, 572 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Contemplando a Cristo em Oração



E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado. João 3:14

Por toda parte do acampamento israelita havia sofredores e mortos que tinham sido feridos pela picada mortal da serpente. Mas Jesus Cristo falou através coluna de nuvem, e deu instruções por meio das quais o povo podia ser curado. A promessa foi feita de que todo aquele que olhasse para a serpente de bronze viveria; e para os que olharam a promessa foi cumprida. Mas se alguém dissesse: “Que bem me fará olhar? Eu certamente morrerei pela picada mortal da serpente”; se eles continuassem a falar de suas feridas mortais, e declarassem que seus casos eram incorrigíveis, e não cumprissem o simples ato da obediência, morreriam. Porém, todos os que olharam viveram. [...]

Nossa atenção se volta agora ao Grande Médico. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Enquanto olharmos para os nossos pecados, falarmos de nossa triste condição e lamentarmos, nossas feridas e chagas em putrefação persistirão. Unicamente quando tiramos nossos olhos de nós mesmos, e os fixamos no Salvador suspenso, é que nossa alma encontra esperança e paz. O Senhor fala conosco através de Sua Palavra, convidando-nos: “Olhe e viva.” “Aquele que recebeu Seu testemunho, certificou-se que Deus é verdadeiro. Pois aquele a quem Deus enviou falou as Suas palavras: pois Deus não deu o Espírito por medida. O Pai amou o Filho, e às suas mãos confiou todas as coisas. Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna.”

Há muitas razões pelas quais devemos ser encorajados a esperar pela nossa salvação. Toda provisão para a nossa salvação foi feita em Jesus Cristo. Não importa quais tenham sido nossos pecados e fraquezas, há uma fonte aberta na casa de Davi para todo pecado e impureza. “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.” Esta é a palavra do Senhor. Iremos nós aceitá-la? Iremos nós confiar nEle? (ST, 2/4/1894 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Oração Antes das Reuniões



Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará. Tiago 4:8, 10

Eis uma obra na qual as famílias se devem empenhar antes de ir às nossas santas convocações. Que o preparo da comida e do vestuário seja uma questão secundária, que se comece, já em casa, profundo exame de coração. Orem três vezes ao dia, e, como Jacó, sejam importunos. É em casa o lugar de encontrar a Jesus; então O levem consigo à reunião, e quão preciosas serão as horas que ali passarem. Mas como poderão esperar sentir a presença de Deus, e ver a manifestação de Seu poder, quando a obra de preparo para essa ocasião é negligenciada?

Por amor à sua salvação, por amor a Cristo, e por amor aos outros, trabalhem com a família. Orem como não estão acostumados a orar. Quebrante-se o coração diante de Deus. Ponham sua casa em ordem. Preparem seus filhos para essa ocasião. Ensinem a eles que não é de tanta importância que apareçam com finas vestes, como que se apresentem diante de Deus com mãos limpas e coração puro. Removam cada obstáculo que esteja no caminho – todas as diferenças que possam ter existido entre eles mesmos ou entre vocês e eles. Assim fazendo, convidarão a presença de Deus em seu lar e os santos anjos os acompanharão ao irem à reunião, e a luz e a presença deles afugentarão as trevas dos anjos maus. [...]

Oh, quanto se perde pela negligência dessa importante obra! Vocês poderão até apreciar a pregação e ficar animados e reavivados, mas o poder convertedor e reformador de Deus não será sentido no coração, e a obra não será tão profunda, completa e duradoura como deveria. Que o orgulho seja crucificado e a pessoa vestida com o precioso manto da justiça de Cristo, e que a reunião lhe proporcione alegria. Ela será para o seu espírito como que a porta do Céu.

A mesma obra de humilhação e exame de coração deveria ser feita também na igreja, para que todas as diferenças e malquerenças entre os irmãos possam ser postas de lado, antes de comparecerem diante do Senhor. [...] Comecem essa obra com determinação [...], pois, se vocês vierem às reuniões com dúvidas, murmurações e disputas, atrairão os anjos maus para o acampamento e trarão trevas aonde quer que forem (T5, p. 164, 165 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



O Auxílio dos Anjos



Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. Gálatas 6:8

Rapazes e moças, vocês são responsáveis para com Deus pela luz que Ele lhes tem dado. Esta luz e essas advertências, caso não sejam atendidas, se erguerão contra vocês no juízo. Seus perigos têm sido claramente expostos; vocês têm sido advertidos e guardados de todos os lados, cercados de advertências. Na casa de Deus, têm ouvido as mais solenes e inquiridoras verdades apresentadas pelos servos de Deus em manifestações do Espírito. Que peso têm esses solenes apelos sobre seu coração? Que influência exercem sobre seu caráter? Vocês serão responsáveis por todos esses apelos e advertências. Eles se erguerão no juízo para condenar os que prosseguem em uma vida de vaidade, leviandade e orgulho. [...]

Depois de comunicada a luz, depois de haverem sido plenamente esclarecidos quanto aos riscos que correm, fica sobre vocês a responsabilidade. A maneira como tratam a luz que Deus lhes envia fará pender a balança para a felicidade ou o infortúnio. Vocês estão moldando seu próprio destino. Todos vocês têm uma influência para bem ou para mal sobre a mente e o caráter de outros. E justamente a influência que exercerem será escrita nos livros do Céu. Um anjo está observando vocês e registrando suas palavras e ações. Ao se levantarem pela manhã, vocês experimentam o senso de sua incapacidade, sua necessidade de forças vindas de Deus? Expõem humilde e sinceramente suas necessidades ao Pai celestial? Se assim for, os anjos anotam suas orações, e se elas não partiram de lábios fingidos, quando estiverem em risco de errar inconscientemente, de exercer uma influência que leve outros a errar, seu anjo da guarda estará ao seu lado, impulsionando-os a seguir melhor direção, escolhendo as palavras para proferirem e influenciando suas ações. [...]

Glória imortal e vida eterna são a recompensa oferecida por nosso Redentor aos que Lhe forem obedientes. Ele lhes tornou possível aperfeiçoarem caráter cristão mediante o Seu nome, e vencer por si mesmos como Ele venceu em benefício deles. Ele lhes deu o exemplo na própria vida, mostrando-lhes como podem vencer. “O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6:23) (T3, p. 363-365 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Oração e Reforma



Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. 2 Crônicas 7:14

Na oração profética oferecida por ocasião da dedicação do templo [...] Salomão havia suplicado: “Quando o Teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra Ti, e confessarem o Teu nome, e orarem e suplicarem a Ti nesta casa, ouve Tu então nos Céus, e perdoa o pecado do Teu povo Israel” (1Rs 8:33, 34).

O selo da aprovação divina havia sido posto sobre essa oração; pois quando foi concluída, desceu fogo do Céu a fim de consumir a oferta queimada e os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo (2Cr 7:1). E à noite o Senhor apareceu a Salomão, para dizer-lhe que sua oração tinha sido ouvida, e que misericórdia seria mostrada aos que adorassem ali. [...]

Por muitos anos, a Páscoa não fora observada como festa nacional. A divisão do reino após o reinado de Salomão tinha feito com que isso parecesse impraticável. Mas os terríveis juízos suspensos sobre as dez tribos estavam despertando no coração de alguns o desejo por coisas melhores; e as estimuladoras mensagens dos profetas estavam manifestando o seu efeito. [...] Os impenitentes se retraíram levianamente; apesar disso, alguns, ansiosos de buscar a Deus para um conhecimento mais claro de Sua vontade, “se humilharam, e vieram a Jerusalém” (2Cr 30:10, 11) (PR, p. 335-337).

Para o ferido Israel só havia um remédio – afastar-se dos pecados que haviam atraído sobre eles a mão punidora do Onipotente, e tornar-se para o Senhor com inteiro propósito de coração. A eles fora dada a certeza: “Se Eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o Meu povo; se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr 7:13, 14). Foi para fazer com que chegassem a essa bendita conclusão, que Deus continuou a reter deles o orvalho e a chuva até que acontecesse uma decidida reforma (PR, p. 128 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Sincera Busca Pela Verdade



Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do Seu chamamento, qual a riqueza da glória da Sua herança nos santos. Efésios 1:18


Todo o saber e desenvolvimento real têm sua fonte no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos volvamos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual; no que quer que contemplemos, com exceção da mancha do pecado, revela-se esse conhecimento. Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que nos dediquemos com sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo. A mente humana é colocada em comunhão com a mente divina, o finito com o Infinito. O efeito de tal comunhão sobre o corpo, o espírito e a alma está além de qualquer avaliação. [...]

Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia em sua natureza física, intelectual e espiritual a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gn 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse, tanto mais plenamente revelasse essa imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente. Vasto era o alvo oferecido a seu exercício, e glorioso o campo aberto à sua pesquisa. [...] Aquela comunhão com seu Criador, face a face e toda íntima, era o seu alto privilégio. Houvesse ele permanecido fiel a Deus, e tudo isto teria sido seu para sempre. [...]

Pela desobediência, porém, isto se perdeu. Com o pecado, a semelhança divina ficou obscurecida, sendo quase totalmente apagada. Enfraqueceu-se a capacidade física do homem e sua capacidade mental diminuiu; sua visão espiritual foi ofuscada. Tornou-se sujeito à morte. Todavia, o ser humano não foi deixado sem esperança. Por infinito amor e misericórdia, foi concebido o plano da salvação, concedendo-se um tempo de graça. Restaurar no homem a imagem de seu Autor, levá-lo de novo à perfeição em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, mente e espírito para que se possa realizar o propósito divino da sua criação – tal deve ser a obra da redenção. Este é o objetivo da educação, o grande objetivo da vida (Ed, p. 14-16 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


Uma Oração que nos Inclui





Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dEle, lançaram sortes. Lucas 23:34

Uma grande multidão seguiu o Salvador ao Calvário, muitos zombando e injuriando, porém alguns estavam chorando e expressando Seu louvor. Aqueles a quem Ele havia curado de várias enfermidades, e aqueles a quem havia ressuscitado dos mortos, declaravam Suas maravilhosas obras com fervorosa voz, e procuravam saber o que Jesus tinha feito para ser tratado como malfeitor. [...]

Jesus não murmurou uma queixa; Seu rosto permaneceu calmo e sereno, mas Sua fronte tinha grandes gotas de suor. Não houve sequer uma mão piedosa para enxugar de Sua face o suor da morte, e nem palavras de simpatia e inabalável fidelidade para confortar Seu coração humano. Ele estava pisando sozinho o lagar; de todas as pessoas, ali, não havia uma com Ele. Enquanto os soldados executavam a terrível obra, e Ele sofria a mais aguda agonia, Jesus orava pelos Seus inimigos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

Seu pensamento passou da dor própria ao pecado dos que O perseguiam, e à terrível retribuição que lhes caberia. Não invocou qualquer maldição sobre os soldados que O estavam tratando tão rudemente. Não clamou por vingança contra os sacerdotes e príncipes que contemplavam com maligna satisfação o cumprimento de seu propósito, mas tão-somente Se apiedou deles em sua ignorância e culpa: “porque não sabem o que fazem”.

Se soubessem que estavam torturando Aquele que viera salvar da eterna ruína a raça pecadora, teriam sido possuídos de remorso e horror. Sua ignorância, porém, não os isentava de culpa; pois era seu privilégio conhecer e aceitar a Jesus como seu Salvador. Eles rejeitaram todas as evidências, e não somente pecaram contra o Céu crucificando o Rei da Glória, mas pecaram contra os sentimentos mais comuns da humanidade ao aplicar uma morte torturante a um homem inocente. Jesus estava ganhando o direito de se tornar o Advogado da humanidade na presença do Pai. Aquela oração de Cristo pelos Seus inimigos abrangia o mundo inteiro, envolvendo cada pecador que deveria viver até o fim dos tempos (SP3, p. 152-154).Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Oração Pelos Filhos




Trouxeram-Lhe, então, algumas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Mateus 19:13

No tempo de Cristo as mães levaram seus filhos para que Ele lhes impusesse as mãos e os abençoasse. Por este ato mostraram sua fé em Jesus e a intensa ansiedade do seu coração pelo bem-estar presente e futuro dos pequenos confiados a seu cuidado. Mas os discípulos não viram a necessidade de interromper o Mestre apenas para que notasse as crianças, e como estivessem afastando as mães, Jesus os repreendeu e ordenou à multidão que abrisse caminho para essas fiéis mães com seus filhinhos. Disse Ele: “Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus” (Lc 18:16).

Ao passarem as mães ao longo da poeirenta estrada e aproximando-se do Salvador, Ele viu a inadvertida lágrima e o trêmulo lábio como se oferecessem uma oração em favor dos filhos. Ouviu as palavras de repreensão dos discípulos e prontamente revogou a ordem. Seu grande coração de amor estava aberto para receber as crianças. Uma após outra, Ele as tomou nos braços e as abençoou, enquanto uma criancinha adormeceu, repousando tranqüilamente reclinada contra o Seu peito. Jesus falou palavras de encorajamento às mães sobre sua obra, e que alívio isto lhes trouxe ao espírito! Com que alegria se detiveram a falar sobre a bondade e misericórdia de Jesus, ao recordar a memorável ocasião! Suas graciosas palavras tinham removido o fardo de seu coração e infundiram nelas renovada esperança e coragem. Toda impressão de cansaço havia desaparecido.

Esta é uma animadora lição às mães em todo o tempo. Depois de haverem feito o melhor possível pelo bem dos filhos, podem levá-los a Jesus. Mesmo o bebê nos braços maternos é precioso a Sua vista. E quando a mãe anseia por auxílio que ela sabe não poder dispensar-lhes, a graça que não lhes pode conceder, e lança-se juntamente com os filhos nos misericordiosos braços de Cristo, Ele os receberá e abençoará; lhes dará paz, esperança e felicidade, a ela e aos filhos (LA, p. 273, 274 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Ore em Silêncio




Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor. Buscai o Senhor e o Seu poder, buscai perpetuamente a Sua presença. 1 Crônicas 16:10, 11

A oração não é compreendida como devia ser. Nossa oração não deve ter o fim de informar a Deus sobre qualquer coisa que Ele não sabe. O Senhor conhece os segredos de cada alma. Nossas súplicas não necessitam ser longas e em voz alta. Deus lê os pensamentos ocultos. Podemos orar em segredo, e Aquele que vê secretamente ouvirá, recompensando-nos publicamente.

As orações feitas a Deus para falar-Lhe de toda a nossa indignidade, quando não nos sentimos absolutamente indignos, são orações hipócritas. É a oração contrita que o Senhor atende. “Porque assim diz o Alto e o Sublime que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” (Is 57:15).

A oração não tem o fim de operar qualquer mudança em Deus; ela nos põe em harmonia com Ele. Não ocupa o lugar do dever. Por mais freqüentes e fervorosas que sejam as orações feitas, jamais serão aceitas por Deus em lugar de nosso dízimo. A oração não paga nossas dívidas para com o Senhor. [...]

A força adquirida em oração a Deus nos preparará para os deveres diários. As tentações a que estamos diariamente expostos tornam a oração uma necessidade. Para sermos guardados pelo poder de Deus mediante a fé, os desejos do espírito devem estar continuamente ascendendo em silenciosa oração.

Quando nos achamos circundados de influências de molde a nos desviar de Deus, nossas petições de auxílio devem ser infatigáveis. A menos que assim seja, jamais seremos bem-sucedidos em vencer o orgulho e o poder da tentação quanto a pecaminosas condescendências que nos separam do Salvador. A luz da verdade, santificando a vida, revelará ao que a recebe as pecaminosas paixões de seu coração, em luta pela predominância, e que lhe tornam necessários a distensão de cada nervo, o exercício de todas as suas forças para resistir a Satanás, a fim de poder vencer mediante os méritos de Cristo (MJ, p. 247, 248 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Pedindo Sabedoria e Poder



Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Salmo 42:1, 2

Aqueles foram dotados com poder do alto, no Pentecostes, não ficaram isentos de tentações e provas, por causa disso. Enquanto testemunhavam da verdade e da justiça, eram repetidamente assediados pelo inimigo de toda a verdade, que procurava despojá-los de sua experiência cristã. Eram compelidos a lutar com todas as forças dadas por Deus, a fim de alcançar a estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Oravam diariamente por novos suprimentos de graça, para que pudessem subir mais e mais na escala da perfeição.

Sob a operação do Espírito Santo, mesmo os mais fracos, pelo exercício da fé em Deus, aprendiam a melhorar as faculdades conseguidas, e a se tornarem santificados, refinados e enobrecidos. Tendo se submetido em humildade à modeladora influência do Espírito Santo, recebiam a plenitude da Divindade e eram modelados à semelhança do divino.

O tempo decorrido não operou qualquer mudança na promessa dada por Cristo ao partir, ou seja, de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como deveria ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito. Onde quer que a necessidade do Espírito Santo seja um assunto de que pouco se pense, ali se verá sequidão espiritual, declínio, morte e escuridão espirituais. [...]

Grupos de obreiros cristãos devem se reunir para suplicar auxílio especial, sabedoria celestial, para que saibam como planejar e executar sabiamente. Devem orar especialmente para que Deus batize Seus embaixadores escolhidos nos campos missionários, com uma rica medida do Seu Espírito. A presença do Espírito com os obreiros de Deus dará à proclamação da verdade um poder que nem toda a honra ou glória do mundo dariam (AA, p. 49-51 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Força Espiritual Através da Oração



Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. Marcos 1:35

Como a vida de Jesus foi de contínua confiança, sustentada por contínua comunhão, em Seu serviço para o Céu, Ele não falhou nem vacilou. Diariamente assediado pela tentação, tendo a constante oposição dos guias do povo, Cristo sabia que devia fortalecer Sua humanidade mediante a oração. Para que fosse uma bênção aos homens, precisava comungar com Deus, obtendo dEle energia, perseverança e firmeza.

O Salvador amava a solidão das montanhas para aí comungar com Seu Pai. Durante o dia trabalhava ativamente para salvar homens da destruição. Curava o enfermo, confortava o triste, ressuscitava o morto, e levava esperança e ânimo ao abatido. Terminado o trabalho do dia, ia noite após noite, para fora da confusão da cidade, e curvava-Se em oração ao Pai. Freqüentemente, alongava-Se em Suas súplicas por toda noite; mas voltava desses períodos de comunhão revigorado e refrigerado, preparado para o dever e a provação. [...]

Na hora da aflição, Ele Se voltava para Seu Pai. Sendo Ele próprio a fonte de bênçãos e força, podia curar os doentes e levantar os mortos; podia dar ordens à tempestade, e ela Lhe obedecia; todavia orava, muitas vezes com grande clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos, e por Si mesmo, identificando-Se assim com as criaturas humanas. Era um poderoso suplicante. Como Príncipe da vida, tinha poder com Deus, e prevalecia. [...]

Os que mais eficazmente ensinam e pregam são os que humildemente esperam em Deus, e aguardam ansiosamente Sua guia e graça. Vigiar, orar e trabalhar – eis a divisa do cristão. A vida de um verdadeiro cristão é de oração constante. Ele sabe que a luz e as forças de hoje não bastam para as provas e conflitos de amanhã. Satanás está continuamente mudando suas tentações. Cada dia seremos colocados em circunstâncias diversas; e, nas novas cenas que nos esperam, nos veremos rodeados de novos perigos, e constantemente assaltados por novas e inesperadas tentações. É unicamente mediante a resistência e a graça obtidas do Céu que podemos esperar fazer frente às tentações e cumprir os deveres que se acham diante de nós (OE, p. 255-258 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


domingo, 25 de janeiro de 2009

Refletindo o Amor de Cristo



Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas? Romanos 8:32

Quem pode medir o amor experimentado por Cristo para com um mundo perdido, ao pender Ele da cruz, sofrendo pelas culpas dos pecadores? Este amor foi imenso, infinito.

Cristo mostrou que Seu amor era mais forte do que a morte. Ele estava realizando a salvação do homem; e embora sofresse o mais terrível conflito com os poderes das trevas, ainda em meio a tudo isso, Seu amor se tornou mais e mais forte. [...]

Foi pago o preço para comprar a redenção do homem, quando, no último conflito interior, foram proferidas as benditas palavras que pareceram ressoar através da criação: “Está consumado” (Jo 19:30). [...]

Não podemos sondar o comprimento, a largura, a altura e a profundidade de tão assombroso amor. A contemplação das incomparáveis profundidades do amor do Salvador deve encher a mente, tocar e sensibilizar o coração, refinar e enobrecer as afeições, transformando inteiramente todo o caráter. [...]

Alguns têm visão limitada quanto à expiação. Pensam que Cristo sofreu apenas pequena parte da pena da lei de Deus; julgam que, ao passo que a ira de Deus foi experimentada por Seu querido Filho, Este tinha, através de todos os Seus dolorosos sofrimentos, a demonstração do amor de Seu Pai e de Sua aceitação; que as portas do sepulcro se achavam iluminadas diante dEle por vívida esperança, e que Ele tinha a constante evidência de Sua futura glória. Eis um grande engano. A mais intensa angústia de Cristo era o senso do desagrado do Pai. Sua agonia mental por causa disso foi tão intensa, que o homem pode ter apenas uma pálida concepção a esse respeito. [...]

Esse é o amor que nenhuma linguagem pode exprimir. Ultrapassa o conhecimento. Grande é o mistério da piedade. Nosso espírito deve avivar-se, elevar-se e ser arrebatado com o tema do amor do Pai e do Filho do homem. Os seguidores de Cristo devem aprender aqui a refletir em certa medida aquele misterioso amor preparatório para a união com todos os remidos em tributar “ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro”, “ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Ap 5:13) (T2, p. 212-215 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Perto de Deus



Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos. Efésios 6:18

Alguns não são piedosos por natureza e, portanto, devem encorajar e cultivar o hábito de examinar intimamente a própria vida e motivos, acariciando especialmente o amor pelas práticas religiosas e a oração particular. Freqüentemente, falam de dúvidas e descrença, e demoram-se nas grandes lutas que travam com sentimentos de infidelidade. Contemporizam com influências desencorajadoras que afetam sua fé, esperança e ânimo na verdade e no sucesso final do trabalho e da causa em que estão empenhados, fazendo parecer uma virtude especial o fato de ser achados ao lado dos duvidosos.

Às vezes parecem realmente encontrar prazer em sua posição de infidelidade e fortalecer a descrença em toda circunstância que podem utilizar como desculpa para suas trevas. A esses eu gostaria de dizer: Seria melhor se caíssem de uma vez e deixassem os muros de Sião, até se tornarem homens convertidos. [...]

Mas, qual é a razão para essas dúvidas, escuridão e incredulidade? Eu respondo: Esses homens não são retos diante de Deus. Eles não estão lidando honesta e verazmente com o próprio coração. Têm negligenciado cultivar a piedade pessoal. Não se apartaram do egoísmo, do pecado e dos pecadores. Falharam em estudar a vida abnegada e de sacrifício próprio de nosso Senhor, e deixaram de imitar Seu exemplo de pureza, devoção e abnegação.

O pecado que facilmente os assedia tem sido fortalecido pela condescendência. Pela própria negligência e pecado, separaram-se da companhia do divino Mestre. [...]

Estamos empenhados em uma obra elevada e sagrada. Aqueles que professam ter sido chamados para ensinar a verdade aos que se acham na escuridão, não devem ser instrumentos de descrença e trevas. Devem viver perto de Deus, onde podem refletir toda a luz do Senhor. A razão por não terem ainda atingido essa condição é não obedecerem à Palavra de Deus; por esse motivo, dúvidas e desânimo são expressos quando palavras de fé e santa disposição devem ser ouvidas (T2, p. 513, 514, 516 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Submissão à Vontade de Deus



Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem. Lucas 21:36

Orem freqüentemente ao Pai celestial. Quanto mais vezes você se empenharem em oração, tanto mais serão atraídos em sagrada proximidade de Deus. O Espírito Santo fará intercessão pelo suplicante sincero, com gemidos inexprimíveis, e o coração será abrandado e sensibilizado pelo amor de Deus. As nuvens e sombras que Satanás lança em torno da vida serão espancadas pelos brilhantes raios do Sol da Justiça, e as recâmaras da mente e do coração serão iluminadas pela luz do Céu.

Mas não desanimem se suas orações não parecem alcançar resposta imediata. O Senhor vê que a oração é muitas vezes misturada com coisas terrenas. Os homens oram pedindo aquilo que satisfaça seus desejos egoístas, e o Senhor não os atende da maneira que esperam. Leva-os através de provas e aflições, conduzindo-os através de humilhações, até que vejam mais claramente quais são suas necessidades. Ele não dá aos homens aquilo que satisfaça um apetite pervertido, e que se demonstraria um mal ao agente humano, tornando-o uma desonra para Deus. Não concede aos homens aquilo que satisfaça suas ambições, resultando apenas em exaltação própria. Quando vamos a Deus, temos de ser submissos e contritos de coração, subordinando tudo a Sua sagrada vontade.

No jardim do Getsêmani, Cristo orou ao Pai, dizendo: “Meu Pai, se possível, passa de Mim este cálice!” O cálice que Ele pedia que fosse removido, e que se aparentava tão amargo a Sua vida, era o cálice da separação de Deus, em conseqüência do pecado do mundo. Aquele que era perfeitamente inocente e irrepreensível diante de Deus Se tornou como alguém que fosse culpado, de modo que o culpado pudesse ser perdoado e permanecer inocente diante de Deus. Quando Lhe foi assegurado que o mundo não poderia ser salvo a não ser através de Seu sacrifício, Ele afirmou: “Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39). O espírito de submissão revelado por Cristo ao apresentar a Deus Sua oração é o espírito que é aceitável a Deus. Que o pecador sinta sua necessidade, seu desamparo, sua nulidade; sejam invocadas todas as suas energias, num sincero desejo de auxílio, e o socorro virá (LC, p. 89 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html


Orar, Pedir e Agir



Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos Céus e disse ao rei: se é do agrado do rei, [...] peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique. Neemias 2:4, 5

Enquanto Neemias implorava o auxílio de Deus, não cruzou os braços, julgando que não tinha mais nenhum cuidado ou responsabilidade quanto a seu propósito de restaurar Jerusalém. Com admirável prudência e previsão, providenciou todos os preparativos necessários para garantir o êxito do empreendimento. [...]

O exemplo desse santo homem [Neemias] deve servir de lição a todo o povo de Deus, mostrando que não devem apenas orar com fé, mas trabalhar com diligência e fidelidade. Quantas dificuldades encontramos, quantas vezes estorvamos a operação da Providência em nosso favor, por julgar que a prudência, a previsão e o esforço têm pouco que ver com a religião! Isto é um erro grave. É nosso dever cultivar e exercitar toda a faculdade que nos torne obreiros mais eficientes para Deus. A consideração cuidadosa, bem como os planos bem amadurecidos, são tão essenciais ao êxito dos empreendimentos sagrados hoje, como no tempo de Neemias (SC, p. 239).

Os homens de oração devem ser homens de ação. Os que são prontos e voluntários, encontrarão meios e modos de trabalhar. Neemias não ficou dependendo de coisa incerta. Pediu àqueles que se achavam em condições de ofertar os meios que lhe faltavam (SC, p. 171).

O Senhor move ainda o coração dos reis e governadores em favor de Seu povo. Aqueles que se acham a Seu serviço devem aproveitar o auxílio que Ele induz os homens a darem para o avançamento de Sua causa. Os agentes por cujo intermédio vêm essas dádivas podem abrir caminhos por onde a luz da verdade seja levada a muitas terras entenebrecidas. Talvez esses homens não tenham simpatia alguma pela obra de Deus, nenhuma fé em Cristo, conhecimento algum de Sua Palavra; mas nem por isso suas ofertas devem ser rejeitadas. [...]

O Senhor colocou Seus bens, tanto nas mãos de descrentes, como nas de fiéis; todos podem devolver o que Lhe pertence para se fazer a obra que tem de ser efetuada em favor do mundo caído. Enquanto nos acharmos neste mundo, enquanto o Espírito de Deus contender com os filhos dos homens, teremos que receber e prestar favores (SC, p. 168 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Orações Atendidas



Deleitar-te-ás, pois, no Todo-poderoso e levantarás o rosto para Deus. Orarás a Ele, e Ele te ouvirá; e pagarás os teus votos. Jó 22:26, 27

Em sua oração pelos discípulos Cristo disse: “E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17:19, 20). Em Sua oração, Cristo inclui todos aqueles que ouvirão suas palavras de vida e salvação através dos mensageiros que Ele envia. [...]

Podemos nós, pela fé, compreender o fato de que somos amados pelo Pai assim como o Filho é amado? Se pudéssemos de fato nos assegurar e agir de acordo com isso, certamente teríamos a graça de Cristo, o óleo santo do Céu, lançado em nosso coração necessitado, ressequido e sedento. Nossa luz já não seria vacilante e trêmula, mas brilharia radiante entre a moral obscura que, como um manto fúnebre, envolve o mundo. Devemos pela fé ouvir a intercessão prevalecente que Cristo apresenta continuamente em nosso favor, quando diz: “Pai, a Minha vontade é que onde Eu estou, estejam também comigo os que Me deste, para que vejam a Minha glória que Me conferiste, porque Me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17:24). [...]

Nosso Redentor nos encoraja a apresentar súplicas contínuas. Ele nos faz firmes promessas de que não suplicaremos em vão. Ele diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7:7, 8).

Ele então apresenta a figura de uma criança pedindo pão a seu pai, e mostra como Deus tem muito mais desejo de atender às nossas petições do que os pais de atenderem às petições de seus filhos. [...]

Nosso precioso Salvador está à nossa disposição hoje. NEle se centraliza nossa esperança de vida eterna. Ele é Aquele que apresenta nossas petições ao Pai, e nos comunica a bênção pela qual suplicamos (ST, 18/6/1896 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Oração em Nome de Jesus




Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. 1 João 2:1

Nós temos um advogado no trono de Deus, que está circundado pelo arco da promessa, e somos convidados a apresentar nossas petições diante do Pai em nome de Cristo. Jesus diz: Peça o que quiser em Meu nome, e isso lhe será dado. Ao apresentar Meu nome, vocês mostrarão que pertencem a Mim, que são Meus filhos e filhas, e o Pai lhes tratará como Seus próprios filhos, e lhes amará como ama a Mim.

Sua fé em Mim os levará a exercitarem uma afeição íntima e filial para comigo e para com o Pai. Eu sou a corrente de ouro pela qual seu coração e alma são ligados em amor e obediência ao Meu Pai. Expressem ao Meu Pai que Meu nome lhes é precioso, que Me respeitam e Me amam, e poderão pedir o que precisarem. Ele lhes perdoará as transgressões, e lhes adotará em Sua família real – tornando-lhes filhos de Deus, co-herdeiros com Seu Filho Unigênito.

Através da fé em Meu nome Ele lhes concederá a santificação e santidade que lhes prepararão para Sua obra em um mundo de pecado, e lhes qualificarão a uma herança imortal em Seu reino. O Pai tem aberto amplamente, não apenas todo o Céu, mas todo o Seu coração, para aqueles que manifestam fé no sacrifício de Cristo, e para aqueles que pela fé no amor de Deus voltam à sua lealdade. Aqueles que crêem em Cristo como Aquele que levou sobre Si o pecado, a propiciação por seus pecados, o intercessor em seu favor, podem através da riqueza da graça de Deus reivindicar os tesouros do céu. [...]

A oração do contrito de coração abre os celeiros de provisões e assegura o poder onipotente. Esse tipo de oração habilita o suplicante a entender o que significa reter o poder de Deus, e ter paz com Ele. Esse tipo de oração faz-nos exercer influência sobre aqueles com quem nos associamos. [...] É nosso privilégio e dever trazer a eficácia do nome de Cristo às nossas petições, e usar os muitos argumentos que Cristo tem usado em nosso favor. Nossas orações estarão então em completa harmonia com a vontade de Deus (ST, 18/6/1896 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Coração Agradecido




Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei. Êxodo 15:1, 2

Semelhante à voz das profundezas, surgiu das vastas hostes de Israel aquela sublime tributação de louvor. Começou com as mulheres de Israel, tendo à frente Miriã, irmã de Moisés, ao saírem elas com tamboril e danças. Longe, por sobre o deserto e o mar, repercutia o festivo estribilho, e as montanhas ecoavam as palavras de seu louvor. [...]

Este cântico e o grande livramento que ele comemora produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testemunhando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence unicamente ao povo judeu. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Ap 15:2, 3). [...]

Tal era o espírito que penetrava o cântico do livramento de Israel, e é o espírito que deveria habitar no coração de todos os que amam e temem a Deus. Libertando-nos do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir-se-ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. Que compaixão, que amor incomparável mostrou-nos Deus, a nós pecadores perdidos, ligando-nos consigo, para que Lhe sejamos um tesouro particular! (PP, p. 288, 289 por EGW).Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Espírito Perdoador



Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. Mateus 6:14, 15

Nosso Salvador ensinou Seus discípulos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6:12). Uma grande bênção é aqui solicitada sob condição. Nós mesmos afirmamos essas condições. Pedimos que a misericórdia de Deus para conosco seja medida pela misericórdia que mostramos a outros. Cristo declara que esta é a regra pela qual o Senhor tratará conosco: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6:14, 15). Maravilhosos termos! Mas quão pouco são compreendidos ou acatados.

Um dos pecados mais comuns, e que é seguido dos resultados mais perniciosos, é a tolerância de um espírito não disposto a perdoar. Quantos abrigam animosidade ou espírito de vingança, e então curvam a cabeça diante de Deus e pedem para ser perdoados assim como perdoam! Certamente não podem possuir o verdadeiro senso do que esta oração importa, ou não a tomariam nos lábios. Dependemos da misericórdia de Deus cada dia e cada hora; como podemos então agasalhar amargura e malícia para com o nosso próximo pecador! Se, em seus relacionamentos diários os cristãos aplicarem os princípios dessa oração, que bendita mudança se operará na igreja e no mundo! Esse seria o mais convincente testemunho dado sobre a realidade da religião bíblica. [...]

Somos advertidos pelo apóstolo: “O amor seja não fingido. Aborrecei o mal, e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Rm 12:9, 10). Paulo desejava que distinguíssemos, entre o amor puro, abnegado, que é induzido pelo espírito de Cristo, e a pretensão sem sentido e enganosa, que é abundante no mundo. Essa vil falsificação tem desviado muitas pessoas. Poderia anular a distinção entre o certo e o errado, concordando com os transgressores, em vez de mostrar fielmente seus erros. Tal procedimento nunca provém da verdadeira amizade. O espírito pelo qual é induzido só habita no coração carnal.

Embora os cristãos devam ser sempre bondosos, compassivos e perdoadores, não podem viver em harmonia com o pecado. Aborrecerão o mal e se apegarão ao que é bom, mesmo com sacrifício da associação ou amizade com os ímpios. O espírito de Cristo nos levará a odiar o pecado, ao mesmo tempo em que estaremos dispostos a fazer qualquer sacrifício para salvar o pecador (T5, p. 170, 171).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Pão de Cada Dia






O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Mateus 6:11

Como uma criança, vocês receberão dia a dia o suficiente para a necessidade diária. Cada dia vocês devem orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6:11). Não desanimem se não têm o suficiente para amanhã. Vocês têm a garantia de Sua promessa: “Habitarás na Terra e, verdadeiramente, serás alimentado” (Sl 37:3). Diz Davi: “Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Sl 37:25). [...]

Aquele que abrandava os cuidados e ansiedades de Sua mãe viúva, e a ajudava a prover a casa de Nazaré, compreende toda mãe em sua luta para prover alimento aos filhos. O que Se compadeceu das turbas porque “estavam fatigadas e derramadas” (Mt 9:36, Trad. Trinitariana), ainda Se compadece dos pobres sofredores. Sua mão está estendida para eles em uma bênção; e na própria oração que ensinou aos Seus discípulos, ensina-nos a lembrar os pobres. [...]

A oração pelo pão de cada dia inclui não apenas o alimento para sustentar o corpo, mas aquele pão espiritual que nos nutrirá para a vida eterna. Jesus nos ordena: “Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna” (Jo 6:27, NVI). Ele diz: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre” (v. 51). Nosso Salvador é pão da vida, e é mediante a contemplação de Seu amor, e recebendo esse amor no coração, que nos nutrimos do pão que desceu do Céu.

Recebemos a Cristo por meio de Sua Palavra; e o Espírito Santo é dado a fim de esclarecer a Palavra ao nosso entendimento, impressionando-nos o coração com suas verdades. Devemos orar, dia a dia para que, ao lermos Sua Palavra, Deus envie Seu Espírito a fim de nos revelar a verdade que nos fortalecerá a alma para a necessidade do dia.

Ensinando-nos a pedir cada dia o que necessitamos – tanto as bênçãos temporais como as espirituais – Deus tem um propósito para nosso bem. Deseja que reconheçamos nossa dependência de Seu constante cuidado; pois procura atrair-nos em comunhão com Ele. Nessa comunhão com Cristo, mediante a oração e o estudo das grandes e preciosas verdades de Sua Palavra, seremos alimentados, como os que têm fome; como os que têm sede, seremos saciados pela fonte da vida (MDC, p. 111-113 por EGW). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



Reverência Diante de Deus




Então, Ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino. Lucas 11:2

Para santificar o nome do Senhor é necessário que as palavras com as quais falamos do Ser Supremo sejam pronunciadas com reverência. “Santo e tremendo é o Seu nome” (Sl 111:9). Não devemos nunca, de qualquer modo, tratar com leviandade os títulos ou nomes da Divindade. Ao orar, penetramos na sala de audiência do Altíssimo, e devemos ir à Sua presença com santa reverência. Os anjos velam o rosto em Sua presença. Os querubins e os santos serafins aproximam-se de Seu trono com solene reverência. Quanto mais deveríamos nós, seres finitos e pecadores, apresentar-nos de modo reverente perante o Senhor, nosso Criador!

Mas santificar o nome do Senhor quer dizer muito mais do que isso. Podemos, como os judeus dos dias de Cristo, manifestar exteriormente a maior reverência por Deus, e todavia profanar constantemente o Seu nome. “O nome do Senhor” é “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; [...] que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado” (Êx 34:5-7). Sobre a igreja de Cristo acha-se escrito “Este é o nome que Lhe chamarão: O Senhor é nossa justiça” (Jr 33:16). Este nome é acrescentado a todo seguidor de Cristo. É a herança do filho de Deus. A família recebe o nome do Pai. O profeta Jeremias, num tempo de cruciante tristeza e tribulação para Israel, orou: “Somos chamados pelo Teu nome; não nos desampares” (Jr 14:9).

Este nome é santificado pelos anjos no Céu, pelos habitantes dos mundos não caídos. Quando você ora: “Santificado seja o Teu nome” (Mt 6:9), está pedindo que seja santificado neste mundo, santificado em você. Deus o reconheceu como Seu filho, perante homens e anjos; ore para que não venha a desonrar “o bom nome que sobre vocês foi invocado” (Tg 2:7, NVI). Deus os envia ao mundo como Seus representantes. Em cada ato da vida vocês devem tornar manifesto o nome de Deus. Esse pedido é um convite para que possuam o Seu caráter. Vocês não podem santificar o Seu nome, nem podem representá-Lo perante o mundo, a menos que na vida e no caráter representem a própria vida e caráter de Deus. Isto só pode ser feito mediante a aceitação da graça e justiça de Cristo (MDC, p. 106, 107 por EGW).


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html



domingo, 18 de janeiro de 2009

Poder Para Resistir à Tentação





E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando Ele a orar, o Céu se abriu, o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do Céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo. Lucas 3:21, 22

Os professos seguidores de Cristo podem ser fortes no Senhor quando se beneficiam das provisões feitas para eles através dos méritos de Jesus. Deus não fechou os Céus às humildes orações de corações arrependidos, submissos e confiantes. A oração humilde, simples, sincera e perseverante do fiel penetrará o Céu, tão certamente como o fez a oração de Cristo [quando Ele foi batizado]. O Céu se abriu à Sua oração e isso nos mostra que podemos ser reconciliados com Deus. Essa comunicação entre nós e Deus é estabelecida através da justiça de nosso Senhor e Salvador. Cristo tomou sobre Si a humanidade, e ainda assim manteve estreita e íntima comunhão com Deus. Ele ligou a humanidade com Sua natureza divina, possibilitando que nos tornemos participantes da natureza divina, e assim escapemos da corrupção que pela concupiscência há no mundo.

Cristo é nosso exemplo em todas as coisas. Em resposta à Sua oração ao Pai, o Céu foi aberto, e o Espírito desceu como pomba e pousou sobre Ele. O Santo Espírito de Deus deve Se comunicar com homens e mulheres e habitar no coração do obediente e fiel. Luz e poder virão àqueles que sinceramente os buscam a fim de que possam ter sabedoria para resistir a Satanás, e para ser vitoriosos em momentos de tentação. Nós devemos vencer da mesma forma que Cristo venceu.

Jesus iniciou seu ministério público com oração fervorosa, e Seu exemplo torna manifesto o fato de que a oração é necessária para se levar uma vida cristã vitoriosa. Ele estava em comunhão constante com Seu Pai, e Sua vida nos apresenta um exemplo perfeito que devemos imitar. [...]

Dependemos de Deus para viver uma vida cristã triunfante, e o exemplo de Cristo abre diante de nós o caminho pelo qual podemos ir a uma fonte de poder que nunca falha, da qual podemos extrair graça e poder para resistir ao inimigo e sair vitoriosos (ST, 24/7/1893 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

Jesus, Nosso Modelo




Ele, Jesus, nos dias da Sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem O podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da Sua piedade. Hebreus 5:7

Vai baixando a noite, quando Jesus chama para junto de Si três de Seus discípulos – Pedro, Tiago e João – e os conduz através dos campos e, por acidentada vereda, a uma deserta encosta de montanha. [...]

A luz do Sol poente paira ainda no cimo da montanha, dourando com sua glória o trilho que percorrem. Mas em breve se dissipa a claridade nos montes e nos vales, o Sol oculta-se por trás do horizonte ocidental, e os solitários viajantes se acham envoltos nas trevas da noite. [...]

Afinal, Cristo lhes diz que não precisam ir mais adiante. Afastando-Se um pouco deles, o Homem de dores derrama Suas súplicas com grande clamor e lágrimas. Roga força para resistir à prova em favor da humanidade. Ele próprio precisa Se apoiar com renovado vigor à Onipotência, pois só assim pode contemplar o futuro. E desafoga os anseios do Seu coração quanto aos discípulos, para que, na hora do poder das trevas, sua fé não desfaleça. [...]

A princípio, os discípulos unem suas preces às dEle, com sincera devoção; algum tempo depois, porém, são vencidos pelo cansaço e, mesmo se esforçando para conservar o interesse, acabam adormecendo. Jesus lhes falara de Seus sofrimentos; Ele os levou consigo para que se unissem a Ele em oração; está intercedendo por eles. O Salvador notara a tristeza dos discípulos e desejava amenizar-lhes a mágoa, com a certeza de que sua fé não fora vã. [...] Agora, a nota predominante de Sua prece é que lhes seja dada uma manifestação da glória que Ele tinha com o Pai antes que o mundo existisse, que Seu reino seja revelado a olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos pela sua contemplação. Roga que testemunhem uma manifestação de Sua divindade que, na hora de Sua suprema agonia, os conforte com o conhecimento de que Ele é com certeza o Filho de Deus, e que Sua ignominiosa morte é uma parte do plano da redenção.

Sua oração é ouvida. Ao achar-Se curvado em humildade sobre o pedregoso solo, o céu repentinamente se abre, abrem-se de par em par as portas de ouro da cidade de Deus, e uma santa irradiação baixa sobre o monte, envolvendo a figura do Salvador. A divindade interior irrompe através da humanidade, encontrando-Se com a glória vinda de cima. Erguendo-Se da prostrada posição em que Se achava, Cristo Se apresenta em divina majestade. Foi-se a agonia da Sua alma. Seu semblante resplandece agora “como o Sol”, e Seus vestidos são “brancos como a luz” (DTN, p. 419-421 por Ellen G. White). Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html