quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O amor era a única obrigação de Jesus


Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao Teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a Tua misericórdia e, durante as noites, a Tua fidelidade. Salmo 92:1, 2


Cristianismo prático significa trabalhar junto com Deus cada dia; trabalhando por Cristo, não agora e depois, mas continuamente. Uma negligência em revelar retidão prática em nossa vida representa negação de nossa fé e do poder de Deus. Deus está à procura de um povo santificado, um povo separado para Seu serviço, um povo que dará atenção e aceitará o convite: “Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim” (Mt 11:29).

Quão fervorosamente Cristo Se dedicou à obra de nossa salvação! Que dedicação revelou Sua vida, ao procurar valorizar o homem caído, atribuindo a todo pecador arrependido e crente os méritos de Sua imaculada justiça! Quão incansavelmente trabalhava Ele! No templo e na sinagoga, nas ruas das cidades, na praça, na oficina, junto ao mar, entre as montanhas, pregava Ele o evangelho e curava os doentes. Deu de Si totalmente, a fim de que pudesse efetuar o plano da graça remidora.

Cristo não estava sob obrigação nenhuma de fazer esse grande sacrifício. Voluntariamente se entregou para sofrer a punição devida ao transgressor de Sua lei. Seu amor era Sua obrigação única, e sem um queixume suportou Ele toda dor e recebeu toda indignidade que eram parte do plano da salvação. [...]

Tendo diante de si a Sua vida de labuta e sacrifício, podem porventura aqueles que professam o Seu nome hesitar em se negar a si mesmos, tomar a cruz e segui-Lo? Ele Se humilhou às mais baixas profundezas a fim de que nós fôssemos erguidos às alturas da pureza e santidade e perfeição. Tornou-Se pobre para que pudesse derramar em nossa vida opressa pela pobreza a plenitude de Suas riquezas. Suportou a cruz de ignomínia a fim de que nos pudesse dar paz, descanso e alegria, e fazer-nos participantes das glórias de Seu trono.

Não deveríamos apreciar o privilégio de trabalhar para Ele, e estarmos ansiosos para praticar o desprendimento e a abnegação por amor a Ele? Não deveríamos devolver a Deus tudo que Ele redimiu, as afeições que purificou e o corpo que comprou, para serem guardados em santificação e santidade? (RH, 4/4/1912).


Autora: Ellen G. White


Extraído de: http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2009/frmd2009.html

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