quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Há um limite para o convite de Jesus à salvação



Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. Apocalipse 2:4, 5

O Redentor do mundo declara que há maiores pecados do que aqueles pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqueles que ouvem o convite do evangelho chamando os pecadores ao arrependimento, e não o atendem, são mais culpados perante Deus do que o foram os moradores do vale de Sidim. E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária. À luz da advertência do Salvador, a sorte de Sodoma é um aviso solene [...]

O Salvador aguarda a resposta a Seus oferecimentos de amor e perdão, com uma compaixão mais terna do que aquela que move o coração de um pai terrestre para perdoar um filho transviado e sofredor. Ele clama aos errantes: “Tornai-vos para Mim, e Eu tornarei para vós” (Ml 3:7). Mas se aquele que vagueia, recusa persistentemente atender à voz que o chama com amor compassivo e terno, será finalmente deixado em trevas.

O coração que durante muito tempo desdenhou a misericórdia de Deus torna-se endurecido no pecado, e não mais é susceptível à influência da graça de Deus. Terrível será a sorte da pessoa da qual o Salvador, pleiteando por sua defesa, declarará finalmente: “Está entregue aos ídolos; deixa-o” (Os 4:17). Haverá menos rigor no dia do juízo para as cidades da planície do que para aqueles que conheceram o amor de Cristo, e contudo se desviaram à escolha dos prazeres de um mundo de pecado.

Vocês que estão a desdenhar os oferecimentos da misericórdia, pensem nos inúmeros registros que contra vocês se acumulam nos livros do Céu: pois há um relatório feito das impiedades das nações, das famílias, dos indivíduos. Deus pode suportar muito enquanto a conta prossegue; e convites ao arrependimento e oferecimentos de perdão podem ser feitos; contudo, tempo virá em que a conta se completará, em que se fez a decisão da alma, em que se fixou o destino do homem pela sua própria escolha. Dar-se-á então o sinal para ser executado o juízo (PP, p. 165).


Autora: Ellen G. White


06/12

Nenhum comentário:

Postar um comentário