terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chaves que abrem corações



Com minha alma suspiro de noite por Ti e, com o meu espírito dentro de mim, eu Te procuro diligentemente; porque, quando os Teus juízos reinam na Terra, os moradores do mundo aprendem justiça. Isaías 26:9


É o amor do Salvador que constrange o mensageiro a levar a mensagem ao perdido. Oh, que maravilhosa é a insistência de Cristo com os pecadores! Apesar de Seu amor ser rejeitado pela recusa de corações duros e obstinados, Ele volta a suplicar com maior força: “Eis que estou à porta e bato” (Ap 3:20). Seu amor persuade com força cativante, até que as pessoas são compelidas a vir.

Os que vêm à ceia voltam-se para o amado Jesus e dizem: “A Tua clemência me engrandeceu” (2Sm 22:36). Ele os conquista pela palavra do Seu amor e poder; pois a Palavra de Deus é o bordão do Seu poder. Ele diz: “Não é a Minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jr 23:29).

Quando a Palavra de Deus é enviada diretamente ao coração humano através do Espírito Santo, ela é poderosa para demolir as fortalezas de Satanás. Homens e mulheres finitos não poderiam fazer coisa alguma na grande guerra, não fosse pela palavra de Deus. Não poderiam suplicar com sucesso aos corações humanos que são duros como aço, que estão ferrolhados e trancados para que Jesus ali não encontre entrada; mas o Senhor dota homens e mulheres com a Sua sabedoria, e o mais fraco pode se tornar como Davi, pela fé em Deus.

O Senhor toma os que são devotos a Ele, embora sejam incultos e humildes, e os envia adiante com Sua mensagem de advertência. Ele impressiona seu coração por meio de Seu Espírito, lhes dá força e energia espiritual, e eles são capacitados a ir adiante com a Palavra de Deus, e a constranger seres humanos a irem a Ele. Desse modo, muitas pessoas pobres e desfalecidas, que estão famintas pelo Pão da Vida, da fraqueza tiram força, se tornam valentes na peleja e põem em fuga os exércitos hostis.

“Não recuseis ao que fala” (Hb 12:25). Toda vez que se recusam a ouvir a mensagem da graça, fortificam-se na incredulidade. Toda vez que deixarem de abrir a porta do coração para Cristo, ficarão menos e menos inclinados a atender à voz dAquele que fala. Diminuiem as probabilidades de atender ao último apelo da graça. [...] Não deixem Jesus chorar por vocês, como chorou por Jerusalém, dizendo: “Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta” (Lc 13:34, 35) (RH, 24/9/1895).


Autora: Ellen G. White


27/11


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