quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Santidade e saúde


Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1


Aqueles que estão ligados a esse grande empreendimento [o Instituto de Saúde em Battle Creek] não devem cessar de olhar seu trabalho a partir da elevada perspectiva religiosa e rebaixar os exaltados princípios da verdade presente para imitar em teoria e prática aquelas instituições onde os doentes são tratados apenas visando a recuperação da saúde. A especial bênção de Deus não será concedida à nossa instituição, mais do que o seria sobre aquelas em que corruptas teorias são ensinadas e praticadas.


Vi que uma grande e extensa obra não poderia ser realizada a curto prazo, como se fosse coisa fácil encontrar médicos a quem Deus possa aprovar, e que trabalhem harmoniosa, desinteressada e zelosamente em favor da humanidade sofredora. Deve sempre ser mantido em destaque que o grande objetivo a ser alcançado por esse meio não é apenas a saúde, mas perfeição e santidade, as quais não podem ser conseguidas com corpo e mente doentes. E essa meta não será atingida com base em uma filosofia mundana. [...]


A idéia de que aqueles que abusaram de suas forças físicas e mentais, ou que arruinaram mente e corpo, devem suspender todas as atividades para reaver a saúde, é um grande erro. Em muito poucos casos o repouso absoluto por um curto período pode ser necessário, mas eles são bem raros. Na maioria dos casos a mudança seria muito grande.


Aqueles que abalaram sua saúde por intenso trabalho mental, deveriam repousar a mente. Mas dizer-lhes que é errado e mesmo perigoso exercitar as faculdades mentais até certo grau, os levaria a considerar seu caso como pior do que é. [...]


Aqueles que se têm debilitado por esforço físico devem ter menos trabalho, e que esse seja leve e agradável. Privá-los, porém, de todo trabalho e exercício seria nocivo. [...] A inatividade é a maior maldição que lhes poderia sobrevir. Suas energias se tornam tão entorpecidas que lhes seria impossível resistir à doença e à debilidade e recobrar a saúde (T1, p. 554-556).


Autora: Ellen G. White




08/10


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