sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fanatismo e barulho não pertence a Deus



Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua. 1 Coríntios 14:18, 19


O único remédio [...] é completa disciplina e organização. O espírito de fanatismo tem dominado certa classe de cristãos [...]; eles não têm bebido senão levemente da fonte da verdade, e não estão familiarizados com o espírito da mensagem do terceiro anjo. Coisa alguma se pode fazer por essa classe enquanto seus pontos de vista fanáticos não forem corrigidos. Alguns que participaram do movimento de 1854 trouxeram consigo errôneos pontos de vista tais como a não-ressurreição dos ímpios e a era vindoura. Eles estão buscando unir esses pontos de vista e sua experiência passada com a mensagem do terceiro anjo. Não podem fazer isso; não há concórdia entre Cristo e Belial.


Algumas dessas pessoas têm formas de culto a que chamam dons, e dizem que o Senhor os pôs na igreja. Têm um palavreado sem sentido a que chamam língua desconhecida, desconhecida não só ao homem, mas ao Senhor e a todo o Céu. Tais dons são inventados por homens e mulheres ajudados pelo grande enganador. O fanatismo, a exaltação, o falso falar línguas e os cultos ruidosos têm sido considerados dons postos na igreja por Deus. Alguns têm sido iludidos a esse respeito. Os frutos de tudo isso não têm sido bons. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:20).


O fanatismo e o ruído têm sido considerados evidências especiais de fé. Algumas pessoas não se satisfazem com uma reunião, a menos que experimentem momentos de poder e de alegria. Esforçam-se por isso, e chegam a uma confusão dos sentimentos. A influência dessas reuniões, porém, não é benéfica. Ao passar o feliz entusiasmo de sentimento, essas pessoas imergem mais fundo que antes da reunião, pois sua satisfação não proveio da devida fonte. As mais proveitosas reuniões para o crescimento espiritual são as que se caracterizam pela solenidade e o profundo exame do coração, cada um procurando conhecer a si mesmo e, com sinceridade e profunda humildade, buscando aprender de Cristo (T1, p. 411, 412).


Autora: Ellen G. White



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