quarta-feira, 17 de agosto de 2016

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Deus tem O Plano de Salvação




O primeiro verso bíblico que fala de graça que é amor, diz:

No princípio, criou Deus os céus e a terra. (Gen. 1:1)

Deus não criou o mundo para Si, mas para Seus filhos, para a alegria e felicidade de Suas criaturas. Mesmo sabendo que eles poderiam rejeitar tudo.

Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. (Gen. 1:31 e 2:1).

Diz o ditado “Quem casa quer casa”. Deus criou um mundo perfeito, belo, maravilhoso e deu de presente de casamento para seus filhos, Adão e Eva morarem com sua família. Isto é amor, isto é graça.

26  Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.
27  Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gen. 1:26-27)

Pergunto: Qual foi a parte que Adão e Eva exerceram na criação do mundo? O que Adão e Eva fizeram para ajudar Deus na criação do mundo? O que realmente Adão e Eva deram para ajudar a Deus a criar o mundo, deu algum conselho, alguma opinião, alguma orientação quanto aos seus próprios gostos?

A resposta é: NÃO. Adão e Eva em NADA contribuíram para ajudar a Deus na criação do planeta Terra. Receberam tudo de GRAÇA. Foi um presente de AMOR de Deus ao primeiro casal e consequentemente a toda raça humana.

Deus, no entanto, pediu ao homem que tomasse uma única decisão, queria que o homem fizesse sua escolha, isto é, ser feliz para sempre com Deus, na terra recém-criada ou rejeitar tudo o que Deus lhe dera. Tudo o que Adão e Eva tinham a fazer era aceitar ou rejeitar o presente de Deus.

16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,
17  mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gen. 2:16-17)

Pergunto então: Adão e Eva aceitaram ou rejeitaram o presente de amor de Deus?

Claro que eles rejeitaram: Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. (Gen. 3: 6)

Nossos primeiros pais trocaram sua felicidade por NADA. Jogaram no lixo o melhor presente de suas vidas por NADA. De graça receberam e por NADA rejeitaram tudo o que Deus lhes dera.

Para nossa desgraça ainda hoje fazemos o mesmo. Nós, filhos de Adão e Eva, trocamos a salvação que Jesus nos dá graciosamente por NADA.

I- Conclusão da primeira parte:

Adão e Eva, mesmo recebendo tudo, nada fizeram para ajudar a Deus na criação do mundo. Ainda assim, rejeitaram o presente de Deus. Ficando sujeitos à sentença de seu ato de rebeldia, que é a morte:  no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gen. 2:17). Sobre a cabeça de todo filho de Adão e Eva pesa a sentença de morte, morte eterna, eterna separação entre o Criador e Suas criaturas. O que podemos fazer hoje, como desde o tempo de nossos primeiros pais, para nos livrar desta sentença de morte?

A resposta veio do próprio Deus. Ele, em Sua GRAÇA maravilhosa, intervêm na desgraça humana e resolve dár-lhe uma segunda oportunidade.

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gen. 3: 15)

Esta é a primeira promessa bíblica de salvação que viria através de Jesus Cristo. Cristo é O descendente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente (Satanás). Cristo se ofereceu para ser o nosso substituto, para sofrer a penalidade da lei que requeria a morte do pecador, contida em (Gen. 2:17) e que diz o seguinte: da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

O plano de salvação é explicado nos versos a seguir:

16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jô 3:16)

17  Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18  Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. (Jô 3:17-18)

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; (Jô 1:12)

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (Jô 1:29)

12  .... porque o SENHOR irá adiante de vós, e o Deus de Israel será a vossa retaguarda.
13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime.
14  Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), (Isa 52:12-14)

1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR?
2  Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.
3  Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso.
4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5  Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6  Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
7  Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. (Isa 53:1-7).

Jesus tomou sobre Si a sentença de morte que pesa sobre a raça humana rebelde. Jesus é o nosso substituto na pena de morte. Jesus trilhou sozinho este caminho, todos o abandonaram, era Sua missão aqui na terra. Ele foi o servo sofredor, para que no Seu sofrimento, que cabia à raça humana, abrisse um caminho de salvação, de segunda oportunidade, à todos os filhos de Adão e Eva (Leiam Romanos 5)

10  Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
12  Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
17  Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. (Romanos 5: 10, 12, 17)

Pergunto: Qual foi a parte que Adão e Eva, depois do pecado, exerceram no plano de salvação? O que Adão e Eva fizeram para ajudar Deus na execução do plano de salvação? O que realmente Adão e Eva contribuiram para ajudar a Deus a salvar o mundo, deu algum conselho, alguma opinião, alguma orientação, teve alguma participação?


A resposta é: NÃO. Adão e Eva em NADA contribuíram para ajudar a Deus no plano de salvação da raça humana. Novamente receberam tudo de GRAÇA. Novamente é um presente de AMOR de Deus ao primeiro casal e consequentemente a toda raça humana.

Deus, no entanto, quer que o homem faça sua própria escolha, isto é, ser feliz para sempre com Deus, na Nova Terra ou rejeitar tudo o que Deus está lhe proporcionando através de Jesus Cristo. Tudo o que Adão e Eva tinham a fazer era aceitar ou rejeitar o presente da salvação provido através de Jesus Cristo. (Ler de novo Jô 3:16 e 18). O plano de salvação instituído por Deus tem por objetivo restaurar no homem a perfeição dos nossos primeiro pais, antes do pecado e dá-lhe o que Adão e Eva rejeitaram, isto é, nova terra.

II- Conclusão da segunda parte:

Adão e Eva, mesmo recebendo tudo de graça, nada fizeram para ajudar a Jesus na execução do plano de salvação. Deus fez tudo sozinho. Jesus executou sozinho na cruz o plano para nossa salvação.

Deus em Sua GRAÇA maravilhosa intervêm na desgraça humana e resolve dár-nos uma segunda oportunidade, isto é, de voltarmos a viver numa Nova Terra renovada.

III- Conclusão

Jesus fez tudo por nós, tanto na criação do mundo como na nossa salvação. Deus não contou, nem conta com NADA de nossa parte. A salvação não é por mérito humano. O mérito é todo de Jesus. A salvação é um dom de Deus, isto é, a salvação é um presente de Deus e é de graça.

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9  não de obras, para que ninguém se glorie. (Efe. 2:8-9)

sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado. (Gal 2:16)

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Heb. 4:16

Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda. Heb. 4:16.

Jesus sofreu a pena de morte que cabia ao homem, para assegurar ao homem o direito da vida santa e perfeita que cabe à divindade. A proposta de Deus é de troca de estilo de vida, de caráter. O que pertence ao homem é a desgraça, isto é, a dor, a enfermidade, o sofrimento, que é a conseqüência do pecado. Jesus sofreu em nosso lugar, para que tivéssemos o direito de ter tudo o que é dEle, isto é, vida eterna, saúde, paz, alegria etc.

Para ter acesso ao presente da salvação, basta ao homem aceitar o sacrifício de Jesus na cruz do calvário em seu favor e viver a vida de amor e humildade que Ele demonstrou aqui na terra. É simples assim. Deus não exige de nós penitências, sacrifícios extremos e impossíveis de serem cumpridos. Apenas aceitá-Lo como meu substituto na pena de morte que cabe à minha pessoa, por ser um pecador. Nada mais.

Minha esposa estes dias fez a seguinte indagação: Eu entendo perfeitamente o plano de salvação, que é de graça, basta aceitar a Jesus como meu salvador e manter comunhão diária com Ele, procurando obedecer os bons princípios estampados na Lei dos Dez Mandamentos (Êxodo 20), mesmo sabendo que o que faço de bom não vai contar para minha salvação, pois eu já estou salva em Cristo, no momento que O aceito pela fé. Mas a minha preocupação é a seguinte: Porque é tão difícil acreditar nas promessas maravilhosas de Deus, como a de um novo lar, nova terra, sem doença, uma vida perfeita etc., etc.,?

Eu entendi muito o bem a preocupação de minha esposa, ela não estava negando ou sendo cética em relação à Deus ou ao Seu plano de salvação. Ela apenas manifestou um sentimento normal, puramente humano. Ninguém deve ser julgado por manifestar sua preocupação ou seus sentimentos íntimos, ela queria uma resposta racional para uma preocupação que a atormentava, então sorri e disse a ela: Você tem razão em possuir este sentimento em relação ao plano de salvação, justamente porque ele não é algo normal, comum ou corriqueiro em nossa atividade do dia-a-dia. Vejamos o seguinte: “Sabemos que cego desconfia de esmola grande”, então contei a ela o que li estes dias na internet:

Um homem leu na seção dos classificados de um grande jornal que um carro da marca Corolla, todo equipado, seminovo, estava sendo vendido por apenas um real. A princípio ele achou que era brincadeira do tipo “pegadinha”, mas por curiosidade resolveu ligar para a senhora que vendia o carro. Para surpresa do homem ela confirmou que estava vendendo realmente o carro por apenas um real, mas se ele quisesse o automóvel tinha que depositar o valor em uma conta judicial e depois pegar o carro com ela. Então ele perguntou: Por que a senhora o está vendendo por um valor tão baixo? Veio a explicação: Acontece, disse a mulher, que o meu marido morreu, fizemos o inventário dos bens, então surgiu a amante do meu marido, que eu não sabia lógico de sua existência, reivindicando o carro, o que no final do processo o juiz decretou que eu deveria vendê-lo e entregar o valor à amante do meu marido. Esta é a história e concluiu, faz quatro meses que anuncio este carro por este valor, mas somente o senhor me respondeu.

Contei esta história para minha mulher e acrescentei: Deus tem nos prometido muito mais. Tem nos prometido, que se aceitarmos Sua oferta de salvação, através de Jesus, teremos vida eterna, moraremos em um mundo sem as ruínas e desgraças provocadas pelo pecado e que todos conhecemos muito bem. E isto não é normal em nosso dia-a-dia. Estas promessas de Deus são totalmente fora dos padrões humanos. O que provoca esta certa desconfiança que você sente. Mas a Bíblia diz: “O justo viverá da fé (Hebreus 10:38), a salvação é um ato de fé. Precisa muito mais do que coragem humana para aceitar a proposta de Deus. Precisa ser revestido do poder divino para crer, aceitar e entregar-se a Ele completamente. O dom da salvação é completo. Quando nos submetemos à vontade divina, Ele nos capacita completamente para viver segundo a vontade de Deus. Como diz o apóstolo Paulo: devemos acreditar mesmo “contra toda a esperança (Romanos 4:18).




quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pare de sabotar seus relacionamentos



 

GISELA RAO
Colaboração para o UOL  -  26/10/2010 - 11h19

·                               
Sabotadoras do próprio relacionamento parecem duvidar de que sejam capazes de despertar o interesse de alguém tão especial, como se não fossem merecedoras de algo bom


No divertidíssimo filme “Como Perder um Homem em Dez Dias” (2003), dirigido por Donald Petrie, a protagonista Andie Anderson faz de tudo para sabotar o seu recente namoro com o bonitão Bem Barry. Ela pega no pé do cara, leva samambaias para a casa dele, atrapalha o jogo de pôquer com os amigos, compra um cachorrinho monstrengo que adora fazer xixi em sua mesa de bilhar etc. etc. Problemas com a autoestima? Medo de ser feliz no amor? Não, não. O objetivo era incrementar uma matéria sobre o assunto. Mas, e nós, seres humanos não-hollywoodianos? Por que vivemos tentando sabotar as nossas relações?

São atos inconscientes, mas que ao serem postos em prática tornam-se deflagrados, sem restar qualquer tipo de dúvida Luiza Ricotta, psicóloga
A psicóloga e professora universitária Luiza Ricotta, autora do livro “Quem Grita Perde a Razão” (Editora Ágora), dá uma boa pista: “Sabotar implica ir contra algo, e o pior, contra si mesma. Isso significa que terá que administrar as situações difíceis que produziu. São pessoas que não aguentam manter um vínculo que tenha equilíbrio e satisfação, principalmente se nunca tiveram algo significativo e valoroso antes”.

Para a especialista, algumas pessoas com autoestima baixa tendem a não acreditar que possam se relacionar de forma satisfatória quando estão com alguém interessante e ainda possam ter seu valor reconhecido, tanto para o seu próprio parâmetro, como perante os outros (familiares e amigos).
Ricotta afirma que essas pessoas parecem duvidar de que sejam capazes de despertar o interesse de alguém tão especial, como se não fossem merecedoras de algo bom. Utilizam o recurso do boicote, que acontece por meio de suas próprias ações, para produzir efeitos negativos, que tendem não só dificultar como trabalhar para o seu rompimento.

”De algum modo, aquele que sabota faz aparecer a figura do terrorista, que aterroriza a própria vida com o objetivo de manter-se na posição daquele que não consegue estabelecer um vínculo gratificante, que poderia ter acontecido caso não colocasse tudo a perder”, completa Ricotta.

Você está sabotando o seu amor quando:
  • Cria obstáculos para o entendimento.
  • Imagina o que não aconteceu, como quem está procurando algo...
  • É volúvel.
  • Testa a paciência do companheiro.
  • Deseja ter limites, pois, com o ato de boicotar, você sempre acaba na pior e se vê justificando depois a posição que está acostumada a ter: de ser sozinha, de manter a fama de briguenta, de manter o alto nível de ciúmes, de fantasiar que será trocada por outra etc.
  • Mantém uma posição padrão no relacionamento, ou seja: que se repete.
  • Você é do tipo que gosta de explosões, um modo de rebaixar a qualidade do vínculo. E de obter de forma equivocada e distorcida uma espécie de resposta quanto ao interesse do outro manter o relacionamento. É um tipo de teste com a finalidade de se sentir querida e em evidência.
  • Forja situações, criando dificuldades com o parceiro.
  • Nutre o fracasso no relacionamento.
Calma. É difícil alguém se comportar dessa maneira propositalmente. São atos inconscientes, mas que ao serem postos em prática tornam-se deflagrados, sem qualquer tipo de dúvida.
Dica

Ao verificar as frequentes queixas do seu parceiro, comece a refletir sobre exageros e situações em que poderia ter lidado de outra forma. Em relacionamentos saudáveis, as pessoas são flexíveis diante das circunstâncias, sem um comportamento rígido e fixo.
Elas assumem

“Sabotagem nos relacionamentos? Imagina, eu nunca fiz isso, eles é que me largaram. Falando sério, eu tenho certeza de que sabotei todos os meus relacionamentos passados apoiada na minha insegurança. Tenho convicção de que ela saía pelos meus poros até ‘intoxicar’ os meus parceiros e eles não conseguirem mais ficar, já que não podiam mais respirar.” - M.B., São Paulo

”Faço exatamente isso. Ficamos bem um mês e depois eu crio um monte de coisas. Talvez por ter sido tão traída, acredito que esteja sendo de novo e mesmo que não saiba de nada, imagino e acredito que aquilo seja verdade. Cheguei a ficar desleixada com a aparência, outra forma de sabotagem.” - G.L.N., Rio de Janeiro

”Eu me saboto totalmente quando se trata de relacionamentos homem x mulher. Descobri junto com minha psicanalista que, se um homem não me rejeita, eu dou um jeito e não sossego até ele me rejeitar. E aí trago homens inacessíveis, indisponíveis e que só fazem mal para minha vida. Descobrir nossa sabotagem é importante, porque agora comecei a prestar mais atenção nas pessoas e, ao mesmo tempo, a me preservar e me respeitar. Até meus amigos que eu tinha afastado estão voltado e com força total.” - R.T., São Paulo


Extraído de: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/10/26/pare-de-sabotar-seus-relacionamentos.jhtm

sábado, 9 de outubro de 2010

Recompensa no Céu




Todo ano, nesta época, a igreja prepara-se para as eleições dos oficias que dirigirão os departamentos no próximo ano. Estava ansioso. Era meu dia da vingança. Neste ano só consegui emplacar dois amigos em cargos de liderança, queria mais, mas fui vencido por grupos rivais. Agora seria diferente, já estava com minha artilharia formada, meu grupo vinha mais forte do que nas últimas eleições. Tomaríamos conta dos principais cargos. A igreja seria do nosso grupo.

Pois é, esta era minha ambição, meu espírito de ir à forra tinha passado do limite do razoável.

Na noite passada fui dormir cantando vitórias nas próximas eleições da igreja. Já tinha contado e recontado, centenas de vezes, o número de departamentos que iríamos ganhar.

Mas no meio da noite tive um sonho. Estava no Céu. Percebi que tudo era ordem, pois funcionava perfeitamente bem. Cada um cumpria fielmente suas funções. Ninguém reclamava. Reconheci a faxineira da igreja, pessoa humilde. Aqui na terra fazia seu trabalho com muita alegria, sem nunca desanimar. No Céu trabalhava no departamento de música, era a principal auxiliar do anjo dirigente!

Pensei comigo: Qual será meu cargo então? Se a faxineira de minha igreja ocupa este cargo aqui, imagina eu! Fui então guiado por meu anjo ao banheiro celeste e, para minha tristeza, fui incubido de limpar e pôr em ordem aquele departamento.

Imediatamente contestei. Por que eu? Não teria outro trabalho mais qualificado?  Quando estava na terra exerci várias funções de destaque na igreja. Fui evangelista. Fundador de igrejas. Conto às centenas o número de pessoas que conduzi aos pés de Cristo. Fui presidente de cargos em nível nacional e internacional da igreja e, agora, aposentado ajudava minha igreja local. Porque eu, para este humilde trabalho? Acho que há algum engano. Protesto veementemente!

Meu anjo, com sorriso nos lábios e amávelmente disse-me: Este encargo é seu, foi determinado para você. Na terra você não aprendeu o que significa ser humilde, nem a confiar em Deus. Você sempre lutou e conseguiu ocupar os cargos que quis. Tinha pessoas mais qualificadas do que você para ocupar cargos ou mesmo para pregar nas reuniões da igreja, mas você sempre passou na frente e rejeitou os outros irmãos. Você só estava preocupado com você e sua carreira. Aqui é diferente. O Senhor do Céu deu-lhe esta missão. É o que de melhor Ele tem pra você. É pegar ou largar. Então mostrou-me os ímpios gemendo no lago de fogo.

Foi então que acordei do pesadelo. E resolvi não mais brigar por cargos dentro da igreja. Resolvi pensar mais no sucesso da igreja do que nos meu sonhos e ambições. Resolvi então orar e confiar na soberania, sabedoria e provimento de Deus, que a tudo vê, tudo sabe e que melhor dirige minha vida e a missão de Sua igreja na terra.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Partido da Sinceridade dos Políticos Tortos - PS do PT



                                             
Pertenço ao Partido da Sinceridade. Quero me eleger e conto com o seu voto. Estou aqui para pedir seu voto. Vote em mim, depois não se preocupe comigo, pois quero resolver meus problemas pessoais. Você que se dane. O povo que se dane. Eu, em primeiro lugar.

Seja omisso, fique em cima do muro. Não conheça minha vida, pra saber quem eu sou, o que eu quero, o que vou fazer quando estiver exercendo os poderes que você me der, através do seu voto. Quero apenas que você ria com minhas piadas, afinal você acha que a vida é “pão e circo!”

Venda seus olhos, não enxergue meus desmandos, não me cobre as promessas da campanha eleitoral, seja negligente e preguiçoso, acovarde-se diante dos meus atos de corrupção. Chame aos meus maus atos de “coisas de políticos” ou “eles são assim mesmos” ou “ninguém dá jeito” Acomode-se, não fique indignado!

Mas você já pensou que tudo que eu fizer de bom ou mau, você será o responsável? Você será meu parceiro nas minhas boas ações e nas minhas más ações você será meu cúmplice, pois eu sou seu representante na alegria e na desgraça. Você me colocou lá!

Quando eu votar projetos contra a moral, os bons costumes e princípios religiosos, você estará votando comigo. Quando eu votar leis que retirem ou diminuam direitos inalienáveis da sociedade, você estará votando comigo.

Quando eu roubar e faltar dinheiro para a saúde de sua família, você será meu cúmplice. Quando eu receber propina e faltar dinheiro para a educação de seus filhos, você será meu cúmplice. Quando eu super avaliar o serviço de uma obra e faltar dinheiro para o saneamento básico da cidade, você será meu cúmplice.

Quando eu receber a propina, “o jabá”, “o por fora”, “o agrado”, “a taxa de sucesso”, “o cala-boca”, “o cafezinho” e faltar dinheiro para os serviços necessários em seu bairro, você não receberá nada, ficará só com o prejuízo. Lembra que você só votou em mim porque também recebeu “um agradozinho?” Sua propina tem nomes vistosos, chamam de: “bolsa não sei de que...”, “favorzinho”, “abriu as portas pra mim”, “quebrou um galho”, “foi uma bênção pra minha família”, “prestou um grande favor ao meu time de coração” etc. Na realidade eu te comprei com meus “favorzinhos” Você se vendeu, se corrompeu, você é igual a mim. Portanto não me amole com suas falsas lições de moral. Finja que não sabe ou não está interessado em nada de política.  
Se eu for pego com a mão na botija do dinheiro corrupto e for preso, não se preocupe, continue deitado na complacência de sua vida egoísta, mas fique sabendo você também estará no banco dos réus comigo.

Se você tiver consciência do voto que me deu, eu serei seu pesadelo mais incômodo, eu o torturarei, lhe causarei insônia, noites maus dormidas, pois se eu roubei, você também é ladrão, se eu matei, você também é assassino, se eu menti, você também é mentiroso, se eu sou corrupto, você também é. 

Mas se você continuar esta pessoa omissa, covarde de sempre, também sua vida não será a maravilha que você espera. O dinheiro roubado, ou como nós políticos gostamos de dizer, a obra foi super avaliada, o dinheiro foi desviado, ele faltará para executar serviços públicos que venha trazer conforto para você e a coletividade. Os serviços públicos em geral serão uma miséria e você sofrerá junto com todos. Não sou culpado sozinho, você que me apoiou, pediu votos pra mim, votou em mim, também é o responsável pelo que eu fizer.

O resultado de tudo é, mesmo que seu voto em mim seja consciente ou omisso, seremos inseparáveis.

Pois no dia do juízo, nos encontraremos, no mesmo banco dos réus, diante de Deus, para receber a recompensa, pois a sentença já foi proferida, que é “foste infiel no pouco, afasta de Mim, para o fogo e ranger de dentes.”

Você ainda quer votar em mim, sem me conhecer, sem saber do meu passado, sem ver minhas propostas, sem ter noção das minhas crenças e princípios?

Que tipo de pessoa você é? Você é igual a mim ou você é melhor do que as mais profundas esperanças que seus pais depositaram em você! Você é um filho de Deus, ou pertence a quem?

Peça a Deus que ilumine você!

Não podemos trabalhar para agradar a homens [e mulheres] que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa e pôr em execução medidas opressivas... O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens [e mulheres] em cargos oficiais; pois, assim fazendo, são participantes [cúmplices] nos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos” (E.G.W  -  Fundamentos da Educação Cristã, p. 475).




Parábola do feijão




O Reino dos Céus é semelhante à dona de casa que escolhe e prepara feijão para a refeição da família.
Ela espalha o feijão sobre a mesa e retira do meio deles os que não são feijão. Retira a palha, as pedrinhas, torrões de barro, grãos que não são feijão e os bichinhos em geral.
Mas tira também os feijões estragados, isto é, os que estão bichados e não prestam mais, os que estão secos e esturricados e os que não correspondem à qualidade daquele tipo de feijão.
Depois de escolhidos lava o feijão várias vezes em água, jogando fora os que estão secos e boiando na água. Após põe o mesmo em panela e cozinha no fogo, com tempero à gosto.
Depois de pronto serve à mesa para a família e os amigos.
Assim é como Deus escolhe e prepara pessoas para o Seu Reino.



terça-feira, 18 de maio de 2010

O presente que ganhei


  

O reino dos céus é semelhante ao pai de família que dá a cada um dos três filhos um automóvel top de linha. Ao primeiro uma BMW, ao segundo uma Ferrari e ao terceiro um Audi. Com as recomendações de cuidar e obedecer o que manda o manual do fabricante.

O primeiro filho ciente de ser um excelente motorista prova ao máximo a potência do carro, aventureiro põe o carrão para participar de Rallys nas montanhas, na terra e na lama. Vida cheia e agitada seu carro acompanha o frenesi do seu dia-a-adia.

O segundo filho, mais comedido, com vida menos agitada exige um pouco menos do carrão, mas mesmo assim, não segue os regulamentos do manual do fabricante. Deu uma lida rapidamente e esqueceu-o no fundo de um baú qualquer.

O terceiro filho, cioso dos estragos que os dois primeiros filhos fazem de seus carrões, ler com atenção o manual e o segue fielmente, levando o carro para as revisões periódicas na concessionária, usando o combustível indicado, mantem-no sempre limpo, cumpre as leis de trânsito, enfim, cuida bem do presente que seu pai lhe deu com muito carinho e dentro dos limites exigidos pelo fabricante.

No final dos tempos, os dois primeiros filhos apresentam-se diante do pai e com tristeza entregam-lhe de volta os presentes recebidos, já não são mais aqueles carrões top de linha, são sucatas, perda total, só prestam para o ferro velho. Pedem perdão por não ter cuidado melhor dos seus dons, dados graciosamente pelo pai.

O pai aceita os pedidos de perdão, pega o que restou dos carrões e entrega aos mecânicos de sua oficina, para aproveitar ao máximo o que restou daquelas sucatas.

Nisto chega o terceiro filho, pede perdão por ter chegado atrasado à reunião final, pois tinha acabado de retirar o carro da concessionária, para a última revisão e os empregados perderam um pouco mais de tempo fazendo a última limpeza no seu carro, para entregá-lo ao pai, próximo de como o recebeu.

O pai entrega também o carro do terceiro filho aos mecânicos de sua empresa, com a mesma recomendação de aproveitar ao máximo as condições existentes naquele carro.

Depois de um tempo o pai chama os três filhos e, ao primeiro entrega um fusquinha, bicombustível, 1.0, novinho em folha. O primeiro filho beija o pai, agradece-o pelo presente, pois não o merecia e feliz, pois enxerga nele o retrato do seu coração, promete ao pai cuidar melhor do seu carrinho.

Ao segundo filho o pai entrega um carro esportivo, bicombustível, top de linha, motor 2.0, novinho em folha. O segundo filho beija o pai, agradece-o pelo presente, pois não o merecia e feliz, pois enxerga nele o retrato do seu coração, promete ao pai cuidar melhor do seu carro.

Por último o pai entrega ao terceiro filho seu carrão, um Audi, top de linha, novinho em folha. O terceiro filho beija o pai, agradece-o pelo presente, pois não o merecia e feliz, pois enxerga nele o retrato do seu coração, promete ao pai continuar cuidando bem do presente que ganhou.

Os três filhos reúnem-se e ver a diferença dos presentes que ganharam do pai e perguntam a ele qual o motivo. O pai responde: Filhos queridos os carros representam o caráter de cada um de vocês e o que vocês fizeram com ele nas jornadas de suas vidas, não fiz nenhum milagre, devolvi a vocês o melhor que pude aproveitar do que vocês me entregaram. Agora, entrem na posse do reino, que é de vocês.


Autor: Rosival Muniz de Albuquerque






“Todo pecado, toda ação injusta, toda transgressão da lei de Deus influi com força mil vezes maior sobre o praticante do que sobre a vítima. Toda vez que se abusa ou se faz mau uso de uma das gloriosas faculdades com que Deus enriqueceu o homem, essa faculdade perde para sempre uma parte de seu vigor e nunca mais será como era antes de sofrer o abuso. Todo abuso infligido a nossa natureza moral nesta vida é sentido não só no tempo presente, mas também na eternidade. Embora Deus perdoe o pecador, a eternidade não ressarcirá a perda voluntária experimentada nesta vida.

“Ingressar na próxima vida futura destituídos de metade do poder que poderia ser levado para lá é um terrível pensamento. Os dias de graça perdidos aqui por não adquirir uma habilitação para o Céu constituem uma perda que jamais será recuperada. As capacidades de fruição serão menores na vida futura por causa dos maus-tratos e do abuso das faculdades morais nesta vida. Por mais alto que cheguemos na vida futura, poderíamos elevar-nos cada vez mais se houvéssemos aproveitado ao máximo os privilégios e as áureas oportunidades que nos foram conferidos por Deus para desenvolvermos nossas faculdades no tempo presente, nesta existência probatória.”

White E.W - Este Dia com Deus [Meditação Matinal, 1980], p. 348, CPB, Tatuí, SP




sexta-feira, 26 de março de 2010

Cid Moreira fala da Bíblia e dos Adventistas em sua biografia

CCi




Só posso e quero trabalhar com a Bíblia”, disse Cid Moreira no lançamento de sua biografia Boa Noite, no dia 23 de março, no Shopping Morumbi, em São Paulo. O destaque da noite não ficou só no lançamento do livro, mas também na persistência do locutor em falar quase o tempo todo da Palavra de Deus. Em entrevista a Rádio Novo Tempo Campinas, Cid foi ainda mais categórico e citou o livro Caminho a Cristo, da escritora norte-americana Ellen White: “Foi o livro que me instigou a ler a Bíblia”, afirmou. De acordo com a esposa de Cid e autora do livro Boa Noite, Fátima Sampaio Moreira, há mais de dez anos o locutor foi convidado pela Casa Publicadora Brasileira para gravar um audiobook doCaminho a Cristo. “Ele precisava entender o livro e começou a estudar a Bíblia. Quando entendeu, se apaixonou”, conta a esposa. Ela fala ainda que o estudo da Bíblia o tornou mais tolerante, mais preocupado em tratar bem o semelhante e a temer a Deus. 

Quando comecei a entrevistar o Cid, minha primeira pergunta foi sobre a importância do Jornal Nacional na vida dele, justamente porque o nome do livro foi inspirado no telejornal. Ele me respondeu rapidamente que foi o prestígio do JN que lhe possibilitou gravar a Bíblia na íntegra. Em outro momento perguntei da importância do rádio, uma vez que foi nesse veículo que ele iniciou a carreira profissional. Cid respondeu a minha pergunta, mas, em seguida, voltou a falar da Bíblia. Numa terceira vez, perguntei que cuidados ele tinha com a voz, que é sua marca registrada. A resposta: “A despreocupação, a confiança em Deus, tudo isso, beneficia e você jamais fica estressado. Isso que eu recomendo.”

O evento contou com a presença de personalidades do jornalismo do País e também de veículos de comunicação como a Rede Novo Tempo, TV Globo, Rede TV, TV Caras, entre outros veículos que cercaram Fátima e Cid com perguntas sobre o lançamento da biografia. Pude acompanhar de perto as entrevistas e novamente ver e ouvir o carinho especial de Cid pela Bíblia.

Já que dizem que as mulheres são intuitivas, me atrevo a falar que Cid realmente transparece um amor imenso pela Palavra de Deus. O locutor não se intimidou e falou sobre os ensinamentos bíblicos em todas as entrevistas. Confesso que fiquei surpresa em ver Cid Moreira falar com a imprensa sempre buscando colocar a Bíblia Sagrada em evidência.



   Há muito tempo, o casal Cid e Fátima demonstram carinho especial pelos adventistas. Gostaria de transcrever alguns trechos do livro Boa Noite:

“Por causa desse livro [
Manual de Saúde, da CPB] aprendi bem cedo o valor das frutas, verduras e sementes em nossa vida” (p. 65).

O livro conta ainda que um dos motivos que o fizeram desistir de ser carnívoro são os problemas de saúde acarretados pelo consumo da carne de porco.

Na página 181, o livro 
Caminho a Cristo também é citado:

“Quando comecei a gravar, percebi que quase tudo que ela [referindo-se a Ellen White] escrevia era baseado em fatos bíblicos e vinha com a referência em seguida. Então, cada vez que eu via lá: livro, capítulo e versículo tal do Velho ou Novo Testamento, eu pesquisava na Bíblia e procurava entender o que ela estava ensinando. Assim, fui ganhando maior contado e intimidade com o Livro Sagrado.”

Na entrevista com a esposa de Cid, ela revela também que a primeira atividade do dia que os dois fazem juntos é o culto. “Lemos a Bíblia e a Devoção Matinal da Igreja Adventista [IASD] todas as manhãs. Refletimos sobre o que estudamos.” Na página 191, Cid exibe fotos e o apreço da amizade com membros da Igreja Adventista como Milton Afonso, a cantora Rafaela Pinho e a maestrina Suzana Hirle. E ainda destaca o pastor e jornalista Siloé de Almeida como um de seus grandes amigos.

Indico a você a leitura dessa obra fascinante de 294 páginas, que, além de descrever os principais acontecimentos na mídia, fala do nosso Criador.

Citações de Cid Moreira nas páginas 182 e 183:

“Sou uma pessoa de credibilidade em meu trabalho, que teve muitas coisas que muitos poderiam chamar de sucesso. Era reconhecido por um país inteiro, onde quer que eu fosse, tive relacionamentos amorosos com muitas mulheres bonitas e inteligentes, tive dinheiro, prestígio e cultura. Usufruí de conforto e pratiquei esportes. Vivo em uma das cidades mais bonitas do mundo, quase em frente ao mar. Viajei e visitei várias partes do planeta, assisti a grandes espetáculos de música e peças nos mais renomados teatros e casas de shows do mundo; então, muitos vão insistir que isso é sucesso e tudo o que o homem precisa nessa vida. Eu vou dizer do fundo do meu coração: é tudo ilusão, como refletiu tão bem o sábio rei Salomão. É tudo ilusão!

“Esse mundo da criação, em que tudo flutua e gira vagando no imenso espaço em que a gente passa esses anos de nossa vida, já é por si só divino e maravilhoso. Só esse fato já merece celebração. Mas nós, miseráveis, que andamos de um lado para o outro sem saber para onde estamos indo, nos destruímos mutuamente, mesmo assim queremos um contato com o todo, com o que é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega. Eu desejo parar de vagar que nem cego, e usar os atributos que me foram dados de maneira inteligente. Quero promover meios que permitam que eu viva e que deixe viver todas as outras criaturas que se encontram nesta mesma casa que me foi emprestada, que é o Planeta Terra.”
(Charlise Alves, jornalista e locutora da Rádio Novo Tempo Campinas, para o blog Criacionismo)


sexta-feira, 19 de março de 2010

Sexo no Sábado



A questão da relação sexual no dia  de sábado  tem causado uma polêmica  entre os cristãos adventistas. O motivo desta controvérsia  se dá pelo fato de haver uma má interpretação bíblica dos dois princípios que envolvem esta questão: o sexo e o sábado. Esta má compreensão é fortemente influenciada por teorias antibíblicas que tendem a levar estes dois princípios a extremos perigosos, que põem em risco o equilíbrio bíblico tanto dos que aprovam, quanto dos que reprovam o ato sexual no dia sagrado.

No presente estudo é apresentada primeiramente, a opinião de pessoas da igreja sobre este assunto através de uma pesquisa, é feita também uma análise exegética do que é santo e profano no assunto do sexo e do sábado, um breve relato histórico de como surgiram os pensamentos: ascetista e monasticista, as práticas sexuais que mesmo dentro do casamento são consideradas pecaminosas, a relação que existe entre os dois mandamentos que envolvem as duas instituições edênicas, e a posição propriamente dita da relação sexual no dia de sábado. Por fim, é apresentado um resumo e conclusão do estudo.

RELAÇÕES SEXUAIS NO DIA DE SÁBADO

A problemática de ser ou não lícito a relação sexual no dia de sábado dentro do casamento tem dividido os cristãos adventistas em dois grupos: os que aderem a essa prática e os que a ela se opõem. Esta situação é agravada pelo fato de haver uma escassez de publicações adventistas em língua portuguesa que tratem deste assunto. Diante desta questão, faz-se necessário um cuidadoso estudo do real significado do sexo no casamento, junto com uma análise e compreensão bíblica de como se deve guardar o sábado.

Pesquisa feita entre os Adventistas revela que quanto maior o tempo como membro batizado, mais favorável é a opinião do adventista em relação ao ato sexual no dia de sábado.

A Santidade do Sexo no Casamento

Quando Deus criou o homem, ordenou: “sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra” (Gn 1:28), e para isso colocou no homem o desejo sexual,[2] e isto aconteceu antes da queda,[3] o que revela que o sexo dentro do casamento não pode ser pecado, por dois motivos: primeiro, porque foi instituído por Deus; e segundo, porque foi estabelecido antes da entrada do pecado. O termo bíblico “muito bom” inclui “tudo quanto Deus fizera” (Gn 1:31), inclusive o sexo,[4] pois tudo que Deus cria e oferece é bom.[5] Gn 9:7 mostra que mesmo após a entrada do pecado Deus confirmou a aliança da fecundidade e seus objetivos.[6] “A criação do homem e da mulher à imagem de Deus está intimamente interligada com a bênção divina do sexo”.[7] Gn 1:28 é a primeira referência bíblica onde Deus Se comunica com o homem, e faz Sua primeira ordenação em referência ao sexo.[8]

“O sexo, no amplo contexto de Gn 2:24, constitui-se num presente especial do Criador”.[9] Entretanto, Deus instituiu leis para o seu uso,[10] são elas: monogâmico,[11] e indissolúvel.[12] O termo: “e serão uma só carne” abrange não só a natureza física, mas a espiritual também.[13]
Em 1Co 7:1-2, Paulo começa a responder possíveis dúvidas dos Coríntios relacionadas ao casamento, e apesar da Bíblia não revelá-las, nota-se de acordo com o contexto que suas indagações giravam em torno de dois aspectos: a livre escolha ou obrigatoriedade do casamento e do celibato.[14] É possível que houvesse um grupo que defendia o celibato como prova de um alto nível de santidade do celibatário, mas Paulo, em 1Co 7:7, assim como Cristo em Mt 19:11, “não colocou o celibato em um alto grau espiritual mais elevado, nem eliminou o valor espiritual do sexo no matrimônio”.[15] Ainda no contexto do casamento monogâmico, Paulo confirma a exaltada posição do sexo em Hb 13:4 quando afirma: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula”, que representa: “uma experiência sagrada”.[16] O termo grego para matrimônio é koite que tem o sentido de coabitação ou implantação do esperma masculino.[17] Pode-se concluir, então, que a prática do sexo no casamento não é apenas um exaltado privilégio, mas é também um ato sagrado.

A Santidade do Sábado

Deus não criara o sábado e o designara como santo, mas criou o sétimo dia e o definiu como santo (Gn 2:3). Então não é o sábado separado do dia, mas sim um dia (o sétimo) separado por Deus que é o próprio sábado por definição.[18] O sábado possui peculiaridade eterna, não haverá época na eternidade que Deus mudará o sábado de santo e abençoado dia de descanso por outrem.[19] O sétimo dia, portanto, tornou-se um referencial do Deus Criador em relação às Suas obras, um sinal que revela a autoridade e supremacia divina em legislar. O sábado é um dia de descanso físico, espiritual e libertação do pecado.[20] Deus estabeleceu os limites de duração do sábado e ordenou que as horas que correspondem a este dia fossem dedicadas a Ele e ao Seu serviço: Lv 23:3; Êx 20:8-11; Is 58:1-14; Mt 12:1-8; Mc 3:1-6; Lc 6:6-11; Jo 7:21-24.
O sábado, assim como o matrimônio, teve sua origem no Éden antes da queda.[21]

Foi a instituição de consagração da obra criadora.[22] A transgressão do sábado causa ao homem alienação e depravação com relação a Deus.[23]
Definição de Santo e Profano

A palavra hebraica para “santo” é gadôsh,[24] da raiz kdsh,[25] cujo significado básico é “separado”.[26] Em o Novo Testamento, “santo” é representado pelo adjetivo grego hagios,[27] o qual está relacionado com hagiosyne,[28] termo que ocorre três vezes no NT,[29] denotando a manifestação da qualidade de santidade na conduta pessoal.[30] Conquanto existe certa discordância quanto ao significado da palavra “santo”[31] que não haja uma etimologia certa para hagios,[32] o sentido moral e espiritual da palavra pode ser definido como “separado do pecado e portanto consagrado a Deus, sagrado”.[33]

Nas Escrituras Sagradas “quase não há diferença entre profano e impuro”,[34] visto que “a antítese entre santo e profano no AT se reduz a oposição entre puro e impuro (Lv 10:10)”.[35] O termo “profano” é definido como aquele ou aquilo “que não pertence à classe eclesiástica; secular”,[36] “estranho em contrário à religião”, aquilo que, etimologicamente, “é acessível ou entregue ao uso comum, em oposição ao sagrado, que é separado e consagrado”.[37] A palavra “profano” vem do latim profanus (literalmente “fora do templo”), ou seja, “aquilo que é secular ou corrompido, não religioso, vulgar, indecente”.[38]
Sintetizando, a palavra “santo” define o que é sagrado ou separado do pecado e dedicado a Deus por meio de ritual divino ou culto público, enquanto que o termo “profano” conceitua o que está desvinculado do sagrado.

Pensamentos Errôneos Sobre o Sexo

Devido à má compreensão dos verdadeiros significados e propósitos do sexo, é que existem hoje diversas concepções erradas em relação a isto. A seguir, serão mostradas pelo menos três das principais:

(1) Materialismo: esta teoria crê no surgimento da vida humana a partir do desdobramento da matéria que é composta de elementos químicos e átomos, que quando estão em movimento possui energia e poder gerando assim a vida.[39] Quais são as implicações desta filosofia em relação ao sexo? Primeiro, essa teoria ao descartar um Criador, despreza também as leis que protegem a família e a pureza do corpo. Em segundo lugar, ao afirmar que o homem é somente matéria, as relações sexuais se tornam uma simples necessidade física e incontrolável que se restringe apenas ao ato forçado.[40]

(2) Ascetismo: Mani, fundador do maniqueísmo, com idéias dualistas ensina, que o universo começou com a mistura da luz com as trevas, e que o homem foi feito destes dois elementos, sendo que o corpo é feito de trevas, que é mau, conseqüentemente a carne, o sexo, a reprodução são maus; e a alma é feita de luz, que é boa.[41]
Enquanto o materialismo enfatiza a importância da carne, rejeitando o espírito, a teoria do ascetismo vai para o outro extremo. Desta maneira, conclui-se que todos os pensamentos radicais quanto à abstinência ou concessão do sexo têm influências de origens pagãs muito antigas. Existe uma quantidade expressiva de pessoas que acreditam que este assunto é uma questão de consciência de cada um. Porém esta concepção está baseada na visão pós-modernista, que afirma não haver verdades definidas, considerando que tudo é relativo, ou seja, o que é pecado para um pode não ser pecado para outro.[42] Contudo este conceito é perigoso porque torna flexível a lei de Deus.

(3) Monasticismo: A concepção do sexo como pecado tem uma forte influência recebida do pensamento católico desde os primeiros séculos da presente era, resultando assim no “surgimento do monasticismo”.[43] Esta palavra vem do grego monastikós que dá o sentido de “vida solitária”,[44] contrariando assim a recomendação divina de Gn 1:18 que diz: “não é bom que o homem esteja só.” Houve tempos em que algumas partes da Bíblia foram “vedadas às pessoas”[45] porque eram consideradas vulgares. “Em 1833, Webster publicou uma nota na versão King James que denunciava palavras chocantes como seio, fornicação, etc.”[46]

A partir do II século d.C., os Pais da Igreja iniciaram uma mudança sutil dos princípios bíblicos, adotando tendências ascetistas, e com a chegada do monasticismo, este processo de inovação foi ampliado, surgindo idéias como a de que a única justificativa para a relação sexual é a procriação.[47] Mais tarde, Clemente e Orígenes afirmaram que a causa da queda de Adão e Eva foi o sexo, baseados no argumento de que o termo “conhecer” de Gn 4:1 é o ato sexual.[48] Justino (c.100-165) confirma a idéia de que o sexo deve ser apenas para geração de filhos,[49] e Gregório de Nissa (c.330-c.395) define o sexo como pecado.[50] Agostinho (354-430), ensinava que o adultério e a fornicação eram um pecado passivo de morte, o ato sexual com prazer se constituía de pecado venial. A relação sexual com propósito de gerar filhos não era pecado, e os que aderiam ao voto de castidade na virgindade e viuvez tinha uma recompensa superior na eternidade.
Breves Considerações Sobre Quando a Prática do Sexo no Casamento Se Torna Pecaminosa

Uma vez que a relação sexual no contexto do matrimonio cristão se “constitui uma experiência sagrada”[51] (Hb 13:4), um ato espiritual[52] (1Co 6:16), e que os momentos da relação conjugal “destinam-se a ser tão sagrados quanto intensamente deleitosos”,[53] significaria isso que o casal tem o direito de abusar de seus privilégios conjugais? Em que circunstâncias a intimidade sexual no casamento seria pecaminosa? Com as orientações encontradas na Bíblia e no Espírito de Profecia é possível encontrar princípios que ajudam a responder estas questões.

Ao contemplar a “Jesus Cristo e Este crucificado” (1Co 2:2), o cristão é profundamente motivado (por amor ao Salvador) a fazer unicamente “o que lhe é agradável” (1Jo 3:22). “Uma vez que o sangue de Cristo traz purificação, justificação e santificação”,[54] os crentes em Jesus são agora novas criaturas (2Co 5:17), e por isso não vivem mais para si mesmos, mas “para Aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5:15). Pelo fato de que Cristo vive (Gl 2:20) em todos aqueles que passaram pela experiência do novo nascimento (Jo 3:3 e 5), os salvos vivem agora em todos os aspectos de suas vidas, somente para glória de Deus (1Co 10:31). Cada cristão é um santuário de Deus (1Co 3:16), um santuário sagrado (1Co 3:17).

No contexto do matrimônio, o casal cristão deve refletir a relação entre Cristo e Sua igreja, pois o amor que Deus reconhece como santo nas relações conjugais é o de Efésios 5:25-27. Entendendo-se que o princípio santificado deve ser a base de toda ação matrimonial,[55] pois o casamento só é uma bênção quando “os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação”,[56] e que cada privilégio da associação matrimonial deve receber a devida consideração acerca de seus resultados, da parte do casal cristão,[57] tornando-se identificáveis as circunstâncias em que o sexo, mesmo no casamento, pode ser considerado pecaminoso.
O ato conjugal se torna pecaminoso quando sofre perversão e “só serve a propósitos indignos”, pois “a acusa de Cristo é honrada ou desonrada, conforme comportamento sexual do crente”.[58] O princípio divino apresentado em Hb 13;4 “não admite praticas sexuais anormais, nem mesmo dentro das relações do casamento”,[59] pois “faz parte integrante da lei divina que o homem não foi feito para a imoralidade”.[60] Sendo que as “relações intimas de marido e mulher precisam ser regidas pelo principio moral da causa e efeito”,[61] de modo que as “práticas abomináveis levam a enfermidades abomináveis”,[62] e que “é o levar ao excesso o que é lícito, o que torna grave pecado”,[63] visto que “o excesso sexual destruirá com efeito o amor para com os cultos devocionais, tirará do cérebro a substância necessária para nutrir o organismo, vindo positivamente a exaurir a vitalidade”.[64]

Concluí-se que toda distorção sexual,[65] o que inclui a intemperança sexual, é uma prática pecaminosa não só no dia de sábado, mas em qualquer outro dia da semana. Isso equivale a dizer que, exceto em caso de perversão sexual, o ato conjugal entre casados não se constitui pecado, sendo assim lícita a sua prática em qualquer dia da semana, incluindo o sábado.

A Relação Sexual no Sábado

Gn 1-2 é evocado em Êx 20:11[66] com o objetivo de mostrar à humanidade que o Criador do universo é quem possui a prerrogativa de santificar, abençoar e legislar sobre Suas criaturas, não obstante o casamento[67] e o sábado tiveram sua origem no Éden como “instituições gêmeas para a glória de Deus no benefício da humanidade”.[68] Afirmar que o casamento é inferior ao sábado é dizer que “O Senhor do sábado” (cf. Mt 12:8; Mc 2:28; Lc 6:5) não atribuiu ao casamento as seguintes insígnias: “santificou”[69] e “abençoou”[70], haja visto que ambos os mandamentos possuem peculiaridades distintas regulamentados por lei (ver Êx:20:8-11 e 20:14).

“Não adulterarás” (Êx 20:14) é um princípio protetor à sagrada família instituída por Deus, protegendo assim tanto o homem quanto a mulher.[71] Há uma ligação intrínseca entre o sexto mandamento e o sétimo mandamento: este está relacionado com a vida, enquanto aquele com a honra que a vida lhe confere.[72] “A honra é a maior e mais alevantada propriedade humana… sem ela, se avilta as profundezas da corrupção”.[73] Devido à honra que este mandamento evoca, dá-se ao casal o direito e a liberdade de desfrutarem do prazer que o sexo proporciona dentro dos limites do matrimonio[74] (ver Hb 13:4).

Uma vez atribuindo ao sexo como sendo sujo, pecaminoso, imundo ou impróprio, faz-se referência direta a conceitos e costumes equivocados herdados do passado,[75] distorcendo aquilo que Deus concluiu que era “bom” (Gn 1:31). A relação sexual foi criada para satisfazer dois propósitos: “frutificar” e “uma só carne” (Gn 1:28 e 2:24), ou seja, gerar filhos e proporcionar a obtenção de prazer.[76] O matrimônio foi abençoado, santificado, e separado por Deus para que no sábado a família pudesse “viver a vida do Éden”.[77] Sendo assim, a relação sexual não pode ser neutralizada no matrimônio, porque a relação sexual está para o matrimônio assim como o matrimônio está para todas as obrigações do casamento, inclusive as relações sexuais. As obrigações matrimoniais não cessam aos sábados a não ser aquelas específicas ao mandamento do sábado: “o amor de Deus, porém, estabeleceu um limite às exigências do trabalho. Sobre o sábado Ele põe Sua misericordiosa mão. No Seu dia Ele reserva à família oportunidade da comunhão com Ele, com a natureza e uns com outros”.[78]

O Criador fez o homem e a mulher com um perfeito impulso para unir-se sexualmente[79] e o casamento foi estabelecido para que esse desejo natural fosse realizado[80] dentro dos parâmetros do matrimônio.
Então, ao unir o Criador as mãos do santo par em matrimônio, dizendo: um homem ‘deixará… o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne’ (Gn 2:24), enunciou a lei do matrimônio para todos os filhos de Adão, até ao fim do tempo.[81]

Cristo mencionou que “todo reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa dividida contra si mesma, cairá” (Lc 11:17). Deus não pediria que
cumpríssemos o mandamento do sábado em detrimento ao mandamento do matrimônio e se assim fosse, deixaria explícito em um dos Seus mandamentos, como deixou claro com relação ao trabalho (ver Êx 20:11), que é abençoado por Ele, porém não o fez. “Visto que o intercurso sexual é uma das mais íntimas manifestações de amor entre um homem e uma mulher… e responsabilidade entre duas pessoas que se dedicam um ao outro por toda a vida”,[82] então, amar está em perfeita harmonia com o sábado. A relação sexual é santa, justa, abençoada e tem por finalidade glorificar a Deus, pois “quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31-32). A compreensão bíblica de que a integração das características femininas e masculinas através do amor sexual formam uma personalidade completa,[83] e que o sexo “é a mais elevada forma de conhecimento” e “a mais clara forma de se expressar uma visão psicológica e emocional”[84], haja visto que basar’echad (“uma só carne”) em Gn 2:24 abarca o sentido de “um completo relacionamento entre marido e mulher, envolvendo os aspectos físico-sexual, emocional e espiritual”.[85] Conseqüentemente conduz ao fato de que “o sexo revela não apenas que somos incompletos” (incompletos espiritualmente sem o sexo oposto), mas também revela “nossa profunda necessidade de sexo oposto”.[86]

Desta forma, a visão espiritual do ato conjugal é ampliada ao ponto de se poder afirmar que “a sexualidade é uma metáfora que mostra sermos incompletos como seres espirituais” e que na sexualidade “encontramos significado espiritual e propósito apenas através de outra pessoa que não a nós mesmos”.[87] Considerando a amplitude da religião sexual em seu aspecto espiritual, é possível declarar que “o sexo fala de nossa separação de Deus e nossa necessidade de nos reunirmos a Ele”.[88]

Uma vez que homem e mulher foram criados para o prazer sexual,[89] que “o casamento não é apenas uma ilustração de nossa separação de Deus, mas é também um apelo para nos unirmos a Ele”,[90] e que “a relação matrimonial é santa”,[91] conclui-se
que a relação sexual nas horas sagrada do dia de sábado, quando praticada dentro dos princípios divinos, não se constitui numa prática pecaminosa, por estar em harmonia com o princípio da lei (que é santa como o matrimônio é santo), sendo assim, uma expressão de amor que glorifica a Deus, é conseqüentemente uma expressão que é própria para o dia do Senhor.

Resumo e Conclusão

O pensamento de que a prática sexual entre casados no dia de sábado se constitui num ato pecaminoso, resulta de uma mentalidade equivocada que conceitua o sexo como algo que afasta o ser humano de Deus. Tal mentalidade, que tem sido cultivada consciente ou inconscientemente por certo número de cristãos adventistas, se baseia em uma visão distorcida do plano divino para a relação matrimonial. A correta compreensão dos propósitos do Criador revela que o sexo, assim como o sábado, é santo e abençoado, estando por isso em harmonia com a vontade de Deus quando praticado no contexto do matrimônio, segundo os princípios divinos estabelecidos para a felicidade dos cônjuges.

Por meio do presente trabalho conclui-se que a santidade do amor sexual no matrimônio não é incompatível com a santidade da comunhão e da adoração a Deus no dia de sábado. Logo, desde que não resulte na degradação física, mental, social e espiritual do casal, a relação sexual, ocorrendo com naturalidade, nas horas sagradas do sábado, não se constitui pecado. Portanto, faz-se necessário, em momento oportuno, esclarecer este assunto aos membros da igreja por meio de semanas de lar e família, encontros de casais, cursos para noivos, e outros programas e projetos especiais cujo enfoque seja a vida matrimonial.

Autor: Patrick Marlom

EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE